Sobre times e aviões
É comum dizer na aviação que quando um avião cai é porque ocorreram vários erros em conjunção, que podem incluir falhas mecânicas, falhas humanas e o acaso, entre outros. No futebol, não é muito diferente dizer que isto também acontece com os times que caem. Vários erros juntos causaram o rebaixamento de quatro times neste Campeonato Paranaense, que chegou ao fim da primeira fase. Como eu acompanhei o campeonato e vi quase todos, se não todos os times jogarem, posso ter a pretensão de tal análise. Então vamos àqueles não estarão na Primeira Divisão Paranaense de 2011.
14º - Engenheiro Beltrão -
O fato de não ter podido mandar boa parte de seus jogos no João Cavalcante de Menezes fez diferença para o Engenheiro Beltrão, que usou muito bem o fator casa (um campo com dimensões mínimas numa cidade quente) nos últimos anos. Além disso, a Aereb mostrou pouco consistência defensiva especialmente no começo do campeonato, perdendo muitos pontos com falhas defensivas. Além disso, a passagem relâmpago de Claudio Roberto pode ter ajudado a desestabilizar a equipe, que fechou a participação no campeonato com um vergonhoso WO, fruto também das brigas entre o presidente do clube, Luiz Linhares, presidente da FUTPAR, que representa os clubes de futebol do estado, com a Federação.
13º - Nacional -
Uma semana antes do campeonato, o Nacional de Rolândia demitiu Claudemir Peixoto (atualmente na Inter de Limeira) e contratou Celso Fernandes, que veio junto com uma parceria carioca que trouxe uma penca de jogadores. Menos de um mês depois, após maus resultados, Nascimento foi demitido e assumiu Carlos Alberto de Almeida. O técnico durou uma semana e saiu após exigir dispensa de jogadores e contratação de reforços. A parceria foi desfeira e Claudemir Sturion assumiu o time e alguns reforços chegaram. Talvez tarde demais. O Nacional havia entregado seu futebol a um grupo que não deu certo e depois não teve tempo de recuperar. Além disso, entre os "jogadores do Rio", muitos não tinham ritmo de jogo e o time sentiu isso perdendo preciosos pontos no final das partidas. Erro estratégico que levou a vários erros e à vice-lanterna, marcando o rebaixamento dois anos depois de subir.
12º - Serrano -
O Serrano de Prudentópolis estreou na Elite. No início, mostrou muita inconsistência defensiva. Talvez não tenha caído de imediato a ficha de que o time estava na primeira divisão após dois acessos consecutivos depois da fundação do clube. A diretoria talvez tenha demorado demais para mudar o comando. No que pese também o baixo aproveitamento do ataque especialmente na reta inicial, o que fez muita falta depois. Os problemas ofensivos persistiram, vide o jogo contra o Paraná, em que o Serrano DOMINOU o Tricolor no segundo tempo, mas parou numa atuação brilhante do goleiro Juninho, futuro cidadão honorário de Paranaguá (RISOS).
11º - Toledo -
Quem iria imaginar que aquele Toledo que empatou com o Atlético na estreia e teve um dos artilheiros da Primeira Fase, Leandro Bocão, estaria entre os rebaixados? Pouca gente sabe que o time enfrenta dificuldades financeiras ao ponto do presidente Irno Picinini ter revelado antes do certame que tentou, sem sucesso, vendê-lo e que ele ainda está à venda. Somado a isto, temos um time que caiu por empatar demais. Empatou seis vezes (BIZARRICE EXTREMA: TODOS OS EMPATES FORAM POR 1 A 1), sendo rei do empate e caindo por ter uma vitória a menos que o Rio Branco. Estranhamente foi rebaixado com saldo de gol positivo, enquanto que Corinthians e Paranavaí se classificaram com negativo. No que pese os distúrbios no estádio que redundaram com a demissão de Agenor Picinin em solidariedade ao zagueiro Glauco, vítima de ofensas racistas de um torcedor do próprio time, como outro fator de instabilidade.
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LEONARDO BONASSOLI @00:50 >
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