o blog
O Futebol e Fritas é uma criação de estudantes de Comunicação Social da UFPR, mesclando diversão com crônicas sobre futebol.

a equipe
Alex Gruba
jornalista, 23 anos
Corinthians

Bruno Rolim - pessoal
turismo, 2º ano, 21 anos
Atlético Paranaense

Eduardo Amatuzzi
jornalismo, 5º ano, 23 anos
Atlético Paranaense

Eduardo Bresciani
jornalismo, 4º ano, 20 anos
São Paulo

Fabiano Klostermann
jornalismo, 4º ano, 23 anos
Coritiba

Jackson Sardá - pessoal
jornalismo, 5º ano, 25 anos
Atlético Paranaense

Leonardo Bonassoli - pessoal
jornalismo, 3º ano, 20 anos
Atlético Paranaense

Lucas Gandin - pessoal
jornalismo, 3º ano, 22 anos
Paraná

Roger Pereira
jornalismo, 4º ano, 20 anos
Internacional

Túlio Bragança - pessoal
relações públicas, formado, 22 anos
Portuguesa Santista


blogs indicados
Bolão FutFritas
De Curitiba para o Mundo
Portão 8 (Grêmio)
Portão 8 (Internacional)
Inter Sempre
Diabos Vermelhos
Grêmio Sempre
Alma Vermelha
Amor Colorado
Arena do Futebol
Planeta Futebol
Falando de Futebol
Anestesia Geral
Bola na Trave
Blog na Rede
Nove Meses
Bíblia do Futebol
De Primeira
Chutômetro

links para clubes
Furacao.com
e-Atlético
Atlético-PR
(site oficial)
Coxanautas
Coritiba
(site oficial)
Paranautas
Paraná Clube
(site oficial)

hospedagem
Blogger
Arquivos



bolão futfritas - geral


segundo turno


regulamento
Acerto no placar, exato: 5 pontos
Acerto na diferença de gols: 3 pontos
Acerto no time vencedor: 2 pontos
Em casos de empates, todo empate não exato valerá 2 pontos.

Critérios de desempate: 1. Acertos de 5 pontos; 2. Acertos de 3 pontos; 3. Acertos de 2 pontos; 4. Desempenho na rodada imediatamente anterior, e em caso de igualdade, na rodada anterior a esta.
Sábado, Julho 31, 2004

Balanço Individualizado da Copa América

A Copa América acabou, o Brasil venceu, novos valores surgiram na Seleção e outros foram refutados. Muitos estão fazendo balanços sobre os jogadores brasileiros na disputa. Eu farei mais um. Analizando um a um os jogadores.
O goleiro Júlio César foi bem na competição e ganhou um lugar na reserva de Dida. Teve apenas uma falha, contra o Uruguai, e fez grandes defesas, queimando várias línguas, inclusive a minha. O reserva Fábio não teve chance de entrar, mas devido à pouca idade (ele é de 1981), deverá ter mais chances. Pior para o Vasco da Gama, que, desfalcado de seu goleiro titular, sofreu com os galináceos engolidos pelo goleiro reserva.
O lateral-direita Mancine decepcionou e perdeu a chance de ser titular no futuro. Ele não deve ser o sucessor de Cafu. Quem ganhou pontos para Parreira foi Maicon, que eu considero um lateral fraco, que erra muitos passes, perde muitos lances e não acerta um cruzamento. Realmente Cafu faz falta e eu ainda acho que Daniel (do Sevilha) deveria ter uma chance como titular na Seleção Brasileira.
Na zaga, Juan foi absoluto. Demonstrou um grande amadurecimento e muita segurança, podendo ganhar uma vaga de titular na Seleção titular. O jovem Luisão também pode comemorar pois, apesar de algumas falhas, fez uma boa campanha e foi decisivo. Cris aumentou o risco-país e mostrou ser estabanado em suas participações. Assim sendo, não é o nome certo para a zaga da seleção. Bordon não teve oportunidade de jogar, pois se contundiu durante a competição. Gostaria de vê-lo jogando, para ver em que estágio anda.
Na lateral-esquerda, Gustavo Nery foi apenas mediano, alternando bons e maus momentos. Não é o mais brilhante dos laterais-esquerdas que eu já vi, porém tem um cruzamento qualificado. O reserva dele - Adriano (que nem no banco ficava) - com certeza deverá ter mais chances na seleção devido à tenra idade, 18 ou 19 anos (margem de erro de um ano, já que a ficha dele não está a mão).
Renato fez uma boa Copa América, apesar da falha grotesca no segundo gol argentino na final. Jogou fora da posição de origem e foi, por isso, uma boa surpresa. Se for melhor aclimatado na posição de primeiro volante, poderá fazer história no futebol brasileiro. Kléberson foi o mais regular jogador da Seleção Brasileira e um dos mais voluntariosos, chamou o jogo para si e só era substituído nos jogos por não estar no melhor da forma física, já que pouco jogou na última temporada. Kléberson brigará com Juninho Pernambucano por uma vaga na seleção principal. Sem sacanagem: Kléberson foi também o melhor lateral-direita desta seleção. Edu alternou bons e maus momentos, subiu de produção quando desceu o morro e briga com Zé Roberto por uma posição de titular. Júlio Baptista pouco entrou e pouco mostrou, mas deverá ter mais chances pela pouca idade e pela versatilidade (qualquer posição pelo meio de volante a atacante). Dudu Cearense entrou pouco e deverá ter mais chances pela reduzida idade, pesando contra o fato de estar no escondido e ouco competitivo futebol do Japão.
O capitão Alex precisa chamar o jogo para si, mas quando foi acionado foi uma arma letal a favor do Brasil. É muito técnico e tem uma excelente visão de jogo, mas carece de constância durante a partida. Felipe não pode ser colocado como único meia e carece de preparo físico, pois apagou no segundo tempo da partida em que saiu jogando. Seria normal se ele jogasse na Europa, que está de férias, mas ele joga no Brasil e não é um jogador dos mais velhos, prova de que o Flamengo carece de preparo físico. Diego fez bem sua função e deverá, com os anos, naturalmente ganhando um lugar de titular na Seleção Principal, já que tem apenas 19 anos.
Luís Fabiano foi aquém das expectativas e alternou bons e maus momentos. Porém os bons momentos foram fantásticos e ele com certeza voltará a ser chamado. Adriano foi o nome da Copa América: centroavante matador, forte e voluntarioso, perna esquerda forte e letal (de perto e de longe), um pacote técnico acima da média para um jogador de seu porte físico, proporcionando lances desconcertantes. Finalmente uma sombra para Ronaldo ou um sucessor. Ricardo Oliveira entrou bem quando foi exigido e tem o diferencial de ter um bom arremate de fora da área. Vágner Love teve poucas chances e deverá ter mais, até porque ainda é bastante jovem. Espero que não suma na Rússia e volte logo a um grande centro do futebol para que possa ser lembrado.

Em Tempo

Neste domingo, o Nacional de Rolândia, time que adotei na Série C estréia no certame contra o Atlético de Ibirama em Rolândia. O jogo é às 15 horas.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @21:24 > Opiniões:


Quinta-feira, Julho 29, 2004

A imprensa do Paraná perde uma de suas revelações

Escreveria aqui sobre a vitória de ontem sobre a Ponte Preta, mas hoje deixo minhas condolências ao jovem Alexandre Zraik, que faleceu nesta madrugada após um acidente de moto sofrido ontem à tarde. Alexandre, 35 anos, atleticano de família, era um dos poucos jovens a conseguir alguma influência no envelhecido circuito esportivo paranaense, onde figuras como Carneiro Neto, Augusto Mafuz e Vinícius Coelho até hoje dominam - desde os anos 70 tem sido assim.

Uma pena. Descanse em paz, Alexandre.
comentários por BRUNO ROLIM @11:39 > Opiniões:


Terça-feira, Julho 27, 2004

Nove Metros e Quinze

Nove metros e quinze, assim se decidiu a Copa América. A bola parte, fica na rede, no goleiro, na trave ou vai longe. Quase todas foram parar na rede. D'Alessandro telegrafou o canto e Júlio César pegou. Heinze mandou lá em Arequipa. Aí que o Brasil decidiu os pênaltis.
Mas a vitória saiu nos empates. "O primeiro tempo parecia ilusão, mas foi Luisão", disse Chico Justus, amigo, gozador e guarapuavano. Luisão fez pênalti (convertido por Kily Gonzáles), mas fez gol.
No segundo, tudo parecia equilibrado, mas a Argentina dominava e quando parecia se encaminhar para o 1 a 1, a bola foi lançada na área, Renato furou bisonhamente e Delgado mandou para dentro. A Argentina começou a tripudiar em cima do Brasil, brincando com a posse de bola. Num momento a dita cuja foi parar com o Brasil e o trator Adriano deu um chute letal de perna esquerda. O Brasil terminou com o espírito de franco-atirador e sem a pressão de ser campeão a todo custo. A Argentina foi para os pênaltis com o peso de ter cedido o empate duas vezes. O Brasil não se abateu com as três saídas por contusão: Kléberson, Luisão e Alex. Foi uma vitória da experiência de jovens jogadores contra a inexperiência de jogadores experientes. O Brasil ganhou com a cabeça e o coração.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @00:37 > Opiniões:


Domingo, Julho 25, 2004

Afinal, a Final

Finalmente, a final da Copa América é entre os dois times que verdadeiramente representam o futebol da América do Sul pelo mundo. Brasil e Argentina vão medir forças hoje, mas apesar de torcer, brigar, xingar e tudo o mais sabemos que este jogo no fundo vale bem pouco. Um torneio mal nascido e mal executado como a Copa América precisa ser repensado. Mas as críticas ficam para depois, vamos ao jogo!
Para mim a Argentina é a franca favorita para hoje. Com a seleção principal o time joga pela cabeça de seu técnico, que não deve resistir a um possível fracasso. O Brasil aposta na superação e vê hoje o que realmente poderemos ter no futuro próximo do nosso futebol. Hoje é o dia de Alex e Luís Fabiano mostrarem que são craques e merecem espaço. Hoje é o dia de Adriano, Juan e Júlio César confirmarem o bom trabalho na competição e mostrarem que não "amarelam". Hoje é o dia de Gustavo Nery, Kléberson, Renato e todos os outros provarem que podem ser uma boa opção. E hoje é o dia de tudo isso, uma derrota para a Argentina numa final vai apagar tudo o que este time fez. Porque, afinal, é Final!!!

Joguinho

Ontem vi meu São Paulo nos 90 minutos pela primeira vez desde o êxodo. Sinceramente, um jogo muito ruim. O time do São Paulo tem uma carência muito grave na criação e os jogadores estão muito abaixo do esperado. É importante vencer, mas já está na hora de jogar bem. O Vasco também não é grande coisa, mas deve estar entre os melhores do Rio e pelo menos não cairá como Flamengo e Botafogo correm sérios riscos.
comentários por EDUARDO BRESSAN BRESCIANI @11:01 > Opiniões:


Quinta-feira, Julho 22, 2004

Pó de Guaraná

* Uma goleada a favor. Uma contra. Uma a favor. Esperamos que contra o Criciúma este ciclo não continue a imperar no Atlético e que o time finalmente engrene uma fase de bons resultados.

* Aliás, na goleada de 4 a 1 sobre o Fluminense, meus parabéns para Dagoberto e seu hat-trick.

* Deu a louca nos goleiros da dupla Paratiba. No jogo contra o Figueirense, Fernando do Coritiba saiu de maneira totalmente controvertida e deu um gol de presente para o Figueira, estragando a chance de uma excelente vitória alviverdecinzanegra, já que o jogo ficou no 1 a 1. Já Darci, que substitui Flávio no Paraná, tentou dar uma de zagueiro e saiu se como um dos piores da posição dando um gol de presente para o Grêmio, time ressuscitado, que venceu pela escancarada contagem de 4 a 0.

* Muito bonita de se ver a vitória do Brasil sobre o México no que tange à participação de alguns jogadores. Adriano foi o maestro da contagem, participando dos quatro gols. Foi malandro ao cavar o pênalti do primeiro. Teve coragem e visão de arrematar de fora da área e fazer o segundo. Acreditou na jogada e mesclou força e categoria no terceiro. Acreditou na jogada e deu um toque desconcertante para Ricardo Oliveira para fazer o quarto. Alex foi bem quando apareceu no jogo, fazendo o primeiro, inclusive. Edu desceu a serra e subiu de produção. Kléberson está recuperando o futebol dos tempos de Atlético Paranaense e promete chegar voando para a temporada 2004-2005 no Manchester United. Aguardem.

* Foi um jogo emocionante, mas de pouca técnica. O Uruguai equilibrou na vontade o jogo. Júlio César falhou. Adriano foi mais uma vez o melhor do Brasil. Júlio César se redimiu nos pênaltis.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @18:10 > Opiniões:


Terça-feira, Julho 20, 2004

A briga do "Tapetão"

Este país realmente é uma piada de mal gosto. Criado para evitar que decisões esportivas fossem parar (no sentido de ir e no sentido de ficar estacionada, não sair do lugar...) na Justiça Comum, foi criado o Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o STJD, carinhosamente chamado de Tapetão. Mas o que é mais legal é que agora a briga dos dois "stars" do futebol brasileiro, Zveiter e Teixeira, foi parar justamente na Justiça Comum!
O mandato do senhor "rei dos reis" Luiz Zveiter acabou neste sábado e o seu "muito esperto" Ricardo Teixeira foi lá correndo, evitou a reeleição do Zveiter e colocou um tal de Braga na presidência. Mas o mais legal é que tiveram duas eleições, com dois vencedores e em dois dias diferentes. Quer dizer, virou bagunça! (E já não era???)
Esse episódio veio mostrar como as leis do nosso país são extremamente ruins, porque você vê juristas, especialistas no assunto, dizendo que os dois estão certos e os dois estão errados. O resultado é que não tem mais Tapetão, ao menos por uma semana. Bom, porque o que fazia de besteira esse órgão...
Ruim, porque sem ele pode ser pior ainda, virar farra do boi mesmo...
E agora o que será? Será que o Tapetão vai pro Tapetão???
comentários por EDUARDO BRESSAN BRESCIANI @12:57 > Opiniões:


Sábado, Julho 17, 2004

Gotas de Futebol (Pó de Guaraná Granulado)

* Contra a Costa Rica, o Brasil jogou ao natural e venceu facilmente. Alex provou que, quando é acionado, costuma ser genial e Adriano provou ter faro de gol. Mas uma equipe como a Costa Rica não serve de parâmetro para verificar a força de uma equipe. Este é o próximo tópico.

* Já contra o Paraguai faltou objetividade e poder de fogo para decidir o jogo quando havia a posse de bola. Felipe fez um bom primeiro tempo, porém sentiu problemas físicos no segundo. Kléberson ainda carece de um companheiro decente para fazer as jogadas pela direita. Muitos se surpreendem ao ver o Kléberson como um ala auxiliar, mas ele começou a carreira como ala direita e já foi lateral-direita do Atlético na primeira partida das finais do Paranaense 2000, em que foi bem, mas levou o terceiro amarelo e quem voltou à posição foi Luisinho Netto, que se consagrou fazendo uma partida memorável. O treinador da época, Vadão, falou que Kléberson, na lateral-direita, chegaria logo à seleção. Vadão acertou em termos: Kléberson chegou à seleção na meia-cancha, como segundo volante, porém foi utilizado em alguns momentos da Copa do Mundo na posição. Taí uma múltipla dica de aproveitamento do Xaropinho.

* Por falar em Atlético: nesta semana todos ficaram surpresos duas vezes. A primeira foi com a saída de Adriano do clube, indo substituir Alex no Cruzeiro. Aos cruzeirenses um aviso: não esperem um Alex II, pois o estilo de Adriano é bem diferente do meia paranaense. O alagoano é um jogador de velocidade, condução e movimentação, ao contrario de Alex, que é mais um articulador, um homem de passes. A segunda surpresa foi a homérica goleada sobre o Goiás: 6 a 0, a maior do clube na história dos campeonatos brasileiros. A maior, antes de terça, tinha sido 5 a 0 no ABC (1984) e no Corinthians (2004). A surpresa dentro da surpresa foi que Levir Culpi sacou Jadson e pôs Ilan, jogando praticamente num 4-3-3 e os três atacantes - Ilan, Dagoberto e Washington - estavam numa noite endiabrada, destruindo a defensiva goiana. Washington - O Coração Valente - marcou três - um hat-trick.

* Uma no cravo, outra na ferradura. Hoje, sábado, o Atlético foi a Porto Alegre e levou os mesmos 6 gols do Internacional. Aqui ficam algumas perguntas. Foi a tática errada? Foi um dia ruim? O time do Inter é bom assim? A camisa dourada dá azar (o Atlético segue sem vencer com a camisa dourada)?

* Perguntar não ofende: quando a International Board vai adotar o spray para disciplinar barreiras em jogos internacionais. Será que vai demorar por ser uma invenção brasileira? O spray melhorou bastante o problema das barreiras que andam por estas plagas. Aliás, a barreira também é uma invenção brasileira, assim como a bicicleta (Leônidas da Silva) e o quarto-zagueiro, que, desculpem-me os leitores, foi inventado não me lembro por quem com o intuito de anular o ponta-direita Mané Garrincha, com certeza o melhor que o futebol já produziu.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @23:15 > Opiniões:


Segunda-feira, Julho 12, 2004

Chatérrimo

Infelizmente fui ao jogo sábado, contra o Palmeiras. E apatia é a palavra que define o meu sentimento após sair do estádio. Mas nem tanto pelo jogo em si, e sim pelo que presenciei.
Ir à Arena da Baixada tornou-se algo chato, burocrático, sonolento. Infelizmente,lá se vai o tempo em que a diversão estava garantida quando eu adentrava ao templo sagrado do futebol.
Confusão, muita ZONA na hora de comprar o suado ingresso. Os tais ingressos numerados, com o tal local pré-determinado pra se sentar... Tudo isso, uma PORCARIA!!!
Cadê a minha liberdade de ir e vir? Cadê o meu direito à escolha do local que eu quero ficar? Cadê o meu direito de passear pelo estádio?
O tal "Estatuto do Torcedor", que é a maior PORCARIA já inventada pelos legisladores do nosso "país", simplesmente ACABOU com o prazer de se assistir a uma partida no nosso querido e saudoso Caldeirão. Não posso circular pelo estádio, não posso trocar de lugar, enfim, não posso mais fazer muitas coisas dentro da Arena.
Desorganização, muita desorganização... "Seguranças"... e eu pergunto: que espécie de seguranças são esses que o Atlético contratou? Mal-educados, eles proibiram a moça que estava ao meu lado de ir ao banheiro: -"Se você for ao banheiro e sair do seu local, não pode voltar mais.", sentenciou o idiota do segurança.
Silêncio, total silêncio... e cadê a bateria? Por que essa diretoria está fazendo isso com a torcida atleticana. Levei um amigo meu ao estádio, ele nunca havia ido a um estádio aqui em Curitiba. E propagandeávamos o Atlético e sua incrível e barulhenta torcida. A primeira impressão é a que fica, já afirmava uma propaganda de desodorante. E qual a impressão que ele terá da torcida atleticana?... É realmente desolador...
E para piorar: a torcida verde portava instrumentos de percussão! Onde já se viu isso?? Torcida adversária com regalias, e a torcida local não! A que ponto chegou a intolerância e a estupidez dos dirigentes rubronegros.
Sem aquela pressão, tradicionalmente verificada dentro do Caldeirão, a apatia foi transferida aos jogadores, que pouco conseguiram produzir. Com todas estas diversas proibições perante a torcida rubronegra, as equipes adversárias não se sentem mais intimidadas, e conseguem desenvolver o seu futebol. E diante de todas estas circunstâncias, o empate com o líder Palmeiras acabou sendo um bom resultado.
Qualquer análise técnica ou tática da partida perde totalmente o seu efeito, diante de tais fatos. O fato é que a apatia se transferiu, a falta de um barulho convincente foi estranhada pelos próprios jogadores, que, conseqüentemente, estavam mais lentos e desligados da partida. Fiquei com sono, muito sono durante a partida. E eu nunca havia ficado com sono dentro do Caldeirão.
E brigas, várias brigas. O tédio acabou se transformando em violência. Uma briga na Fanáticos, outra briga na reta inferior, e uma briga próxima da onde eu estava. Policias mal-educados, seguranças totalmente desnecessários e extremamente invasivos e incovenientes... era uma vez a diversão! Era uma vez o tempo em que ir á Baixada torcer para o Furacão era uma das melhores coisas desse mundo... e viva o desânimo!
A partir de agora, viva o rádio! Recuso-me a entrar na Arena, se esse quadro não mudar.

comentários por JACKSON SARDA @14:48 > Opiniões:


Domingo, Julho 11, 2004

Segundos Atacantes

Vocês viram quem são os segundos atacantes da Seleção Brasileira na Copa América? Não? Nem eu. Parreira chamou quatro jogadores de ataque. Quatro centroavantes. Nenhum segundo atacante, aquele que busca jogo e se movimenta pelos flancos ou mesmo pelo meio. O mais próximo desta característica é o Wagner Love, que é o mais veloz dos atacantes e até poderia fazer esta função.
Será que vivemos uma crise de segundos atacantes? Quem poderia fazer esta função e está disponível no Brasil? Dagoberto e Robinho, pontas? Júlio Baptista, curinga? Felipe, lateral-que-virou-meia-que-trocou-de-lado-e-é-atacante-de-vez-em-quando? Diego, meia com boa chegada? Luís Mário, meia ou atante, tanto faz? Daniel Carvalho, atacante por quaisquer lados, quase meia? Adriano Gabiru, meia-atacante? Fernandinho, meia-atacante? Edílson, pode estar velho, mas faz os dele? Denílson, ponta driblador? Grafite, o escudeiro de Luís Fabiano?
A real é que na seleção principal, Kaká e Ronaldinho Gaúcho se revezam na função, encostando mais em Ronaldo. Os dois são híbridos de meias e atacantes. Parece que o tempo de Bebetos, jogadores que faziam dupla com os Romários, jogadores que jogavam enfiados chegou ao fim. Ainda temos nossos Romários, centroavantes. Já não temos Bebetos, atacantes que buscam, na seleção. Parece estranho. Será que vai dar certo?

PS: Atentem para o fato de chamar de Bebetos ou de Romários não se refere à qualidade dos jogadores e sim ai posicionamento em campo e função tática.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @00:10 > Opiniões:


Sexta-feira, Julho 09, 2004

Brasil 1 X 0 Chile - Anatomia de Uma Vitória Apertada

Morno, muito morno, foi o jogo da estréia da renovada Seleção Brasileira contra o Chile. Muitos passes errados, muitos impedimentos. Um pênalti convertido, retornado e perdido. A prova do que um centroavante é capaz. Mas como diria o Conselheiro Acácio, "Começaremos pelo começo".
Duas equipes com pouquíssima inspiração, talvez pelo peso da estréia, talvez pela altitude de Arequipa (2325 metros). Num exato momento, Edu faz pênalti. Gonzáles vai bater. Canto direito, gol do Chile. O árbitro Marco Rodriguez, mexicano, manda voltar a cobrança alegando invasão. Gonzáles bate no mesmo canto, só que mais alto, encobrindo o travessão. E assim segue o cortejo: sem muita inspiração, sem gols no placar.
No segundo tempo, Parreira faz o que poucos esperariam dele: mudar o time taticamente e com ousadia. Sacou Dudu Cearense para pôr Diego, que melhorou a armação. Tirou Adriano e pôs Ricardo Oliveira. Esta última causou certa estranheza, pois Adriano estava melhor que Luís Fabiano na partida. A outra substituição foi seis por meia dúzia: Maicon por Mancini, que não estava bem em campo.
O Brasil realmente cresceu nos últimos minutos. Num lance reclamou pênalti duas vezes: a bola bateu na mão do chileno na cobrança de falta e no lance do rebote, bateu na mão do chileno e saiu pela linha de fundo. O árbitro não marcou. O Brasil ficou apenas com o escanteio. O que vem a seguir, é digno de um novo parágrafo.
Bola na área, cruzamento na medida e todo o poder de um centroavante matador: Luís Fabiano, bola na rede, nove na camisa, um no placar. Ele que sumiu durante o jogo inteiro, marcou o único e apoteótico tento da peleja. Usando a cabeça. Fabuloso. Centroavante de classe é isso: pode sumir o jogo inteiro, mas se tem meia chance para decidir, decide. Uma única bola flamejante para constar no placar de uma partida morna na fria Arequipa. Numa partida a 2325 metros de altitude, Luís Fabiano subiu na altura 2328 para decidir. Três pontos na cuia e que venha a Costa Rica.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @14:40 > Opiniões:


Domingo, Julho 04, 2004

Volantes Técnicos

Dizem que o sucesso do futebol brasileiro está nos atacantes. Quase todos no mundo têm (tá, a França carece de um homem de conclusão). Outros dizem que são os laterais-esquerdas. Vários países os têm e eu temo pela próxima geração, pois Roberto Carlos está com cerca de 30 anos e não está claro quem será o sucessor dele. Muitos falam dos meias criativos, mas quase todas as seleções de pontas têm pelo menos um.
Para mim, a resposta está no fato de o Brasil ter descoberto uma excelente safra de volantes técnicos. Jogadores que marcam, mas sabem jogar e são muito mais que simples destruidores de jogadas. Muitos deles eram meias de ligação, que tiveram aptidões de marcadores descobertas.
Kléberson, por exemplo, é quase isso: começpou como ala pela direita, foi meia de ligação e segundo atacante, mas se consagrou como segundo/terceiro volante da seleção de 2002. Segundo/terceiro pois Edmílson (outro volante com algum pacote de técnica) alternava entre ser líbero e primeiro volante. Naquele time ainda tinha Gilberto Silva, zagueiro de origem, mas que mostrava ter um bom passe e uma boa chega à frente.
Essa safra resgatou Juninho Pernambucano, que se encontrava no ostracismo, após algumas passagens pela seleção e resgatou uma boa surpresa, Edu, que merece vaga de titular na seleção no lugar de Zé Roberto para fazer dupla de trabalho pela esquerda com Roberto Carlos. Pela direita, teríamos Juninho Pernambucando brigando com Kléberson (que precisa se reabilitar após seqüência de contusões) pela posição de dupla com Cafu, um garoto de 34 anos.
Aí você vê uma importância tática destes volantes, principalmente os com aptidões de alas (Kléberson, Juninho e Edu), como descongestionantes de meio de campo ou alas auxiliares na cobertura dos avanços dos laterais.
Já os do meio têm uma função de saída de bola e de chegada surpresa nos ataques, além de resguardarem as defesas e geralmente marcarem o principal armador do adversário ou o atacante de maior movimentação. Na classe do meio cito os supracitados Edmílson e Gilberto Silva, além do surpreendente Júlio Baptista, na verdade um curinga que atua em qualquer posição do meio para frente (quem não lembra a fase do titular absoluto de todas as posições do São Paulo de 2002?).
O que maravilhava o mundo em 1974, era a classe dos meias holandeses no famoso carrossel. É esta mesma classe dos volantes brasileiros de ponta, que agora é a chave do sucesso de nosso futebol, a prova concreta de que é tudo cíclico.

Pratos ao chão

Errei minha aposta... Um a zero Grécia. No melhor estilo grego, os discípulos de Hércules venceram com um gol de Charisteas... Teremos alguns dias de festa na Grécia e incontáveis pratos jogados no chão. Viva o Once Caldas... digo... a Grécia...
comentários por LEONARDO BONASSOLI @23:35 > Opiniões:



Grécia: Um time que não fala "grego"

Existe no Brasil a expressão "falando grego" quando o alguém fala algo que a gente não entende. E definitivamente o que este time da Grécia veio "falar" na Eurocopa não foi isso. Com um futebol extremamente responsável e competente, os gregos venceram Portugal e levaram para casa o tão cobiçado troféu da UEFA. Confesso que para quem gosta de tática, como eu, o time grego é perfeito. Extremamente bem postado na defesa, com um contra-ataque eficiente, com boas jogadas de bola parada e o principal, com dedicação de todos os jogadores. A Grécia jogou falando a língua do futebol moderno, o de resultados, portanto, não falou "grego".

Entre e fique a vontade

Domingo já é naturalmente um dia para receber visitas, mas as de hoje estavam muito mal-educadas. Começamos com a já falada Grécia, que calou os fanáticos portugueses no Estádio da Luz. Na série A do Brasileirão tb o dia foi dos folgados. O Coritiba foi a Minas definitivamente dar um passeio no Cruzeiro. O Palmeiras veio aqui pra Curitiba, bateu o ex-time do "pijama" e ainda levou a liderança de lembrança. O Santos subiu pra capital e passou por cima do já acostumado Corinthians. E o dia era tão de visitas que até o Botafogo conquistou a sua primeira vitória no campeonato batendo o forte São Caetano fora de casa. No Brasileirão, só o Flamengo (que perdeu um título em casa na quarta) fez a lição de casa, virou pra cima do Papão e lavou a alma...
comentários por EDUARDO BRESSAN BRESCIANI @20:15 > Opiniões:


Sexta-feira, Julho 02, 2004

O alfa e o Ômega

Não, não é um texto de automóveis, nem sobre a bíblia... Aliás, Bíblia é o nosso amigo e parceiro Rodrigo Nasuno e aqui é o Futebol e Fritas. O assunto é Eurocopa. O torneio que começou com Grécia 2X1 Portugal terminará com outro embate entre as seleções. Portugal X Grécia é o alfa e o ômega, o início e o fim do torneio.
Portugal mudou muito desde o início da competição. Virou um time raçudo, está com a cara de Felipão. ainda tem dificuldades na defesa que bate cabeça à brasileira. O ataque é à brasileira também: jogadores habilidosos, apesar do destoante Pauleta, que abusou do direito de perder gols e jogadas.
A Grécia é o Once Caldas da Eurocopa: retrancada, eficiente. é uma espécie de um a zero futebol clube. Defende-se com competência e ataca apenas na boa. Os discípulos de Hércules desbancaram favoritos como França e República Tcheca e agora querem levar a taça para a terra das Olimpíadas.
Façam suas apostas. Eu aposto em Portugal e em um jogo difícil.

A Propósito

Once Caldas calou o Boca.Pô, mas dois a zero nos pênaltis é realmente incrível...
comentários por LEONARDO BONASSOLI @15:05 > Opiniões:



Eu quis ser Santo André!

Quarta-feira eu quis ser Santo André. Não só por ter vencido o todo-poderoso (?) Flamengo no Maracanã. Não só por ter calado 70 mil flamenguistas crentes do título. Não só por ter jogado um futebol convincente e organizado.
Costuma-se dizer que a dificuldade faz o homem crescer, e foi o que aconteceu com o time do ABC. Prejudicado por incompetência de sua diretoria perdeu 12 pontos na Série B. Perdeu jogadores importantes para equipes de maior expressão no decorrer do campeonato. Nas quartas de final da Copa do Brasil perdeu seu técnico. E mesmo assim não duvidaram de que era possível. Perdiam de 4 a 2 para o Palmeiras e empataram. Tinham que vencer por 2 gols o XV no Rio Grande, e venceram. Precisavam bater o Flamengo diante de um Maracanã lotado, e bateram.
Mas apesar de tudo isso, queria ser Santo André pela imagem que ficou na minha mente desta conquista: os jogadores eufóricos cantando o hino do clube com a taça na mão. Pra mim não existe demonstração maior de respeito e amor a profissão e ao clube. Hoje se fala muito de profissionalização do jogador, mas nunca é demais lembrar que se você não tem vontade não trabalha direito, se você não é feliz, não é respeitado, não rende. E ao que parece, no Santo André as coisas funcionam bem e o título vem coroar isso. Parabéns Santo André e Boa Libertadores para você!

Nem dez, nem doze. Deu Once

O time que provocou crise em dois dos principais clubes do Brasil sagrou-se ontem campeão da Libertadores. Fraco com os pés, o Once Caldas venceu como se deve, com a cabeça. Acredito que a maior virtude deles seja a consciência de suas limitações. Se fossem prepotentes, confiantes ou abusados teriam partido para cima do Santos na Vila, do São Paulo no Morumbi e do Boca na Argentina. Mas não, sabiam o que precisavam fazer: não perder. E não perderam. Na altitude colombiana derrotou seus adversários um a um e provou que apesar de futebol se jogar com os pés o que conta mesmo é a cabeça. Parabéns Once!!!
comentários por EDUARDO BRESSAN BRESCIANI @11:06 > Opiniões:


Quinta-feira, Julho 01, 2004

Poeira?

O Santo André passou um aspirador no Maraca. Após 54 anos, o novo Maracanazzo. Ao invés de Schiaffino e Ghiggia, Sandro Gaúcho e Élvis.

Um novo campeão surge, o Santo que não amarela em finais. Parabéns ao Santo André, primeiro legítimo representante brasileiro na Libertadores 2005. Restam 4 vagas.
comentários por BRUNO ROLIM @09:04 > Opiniões: