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O Futebol e Fritas é uma criação de estudantes de Comunicação Social da UFPR, mesclando diversão com crônicas sobre futebol.

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Acerto no placar, exato: 5 pontos
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Acerto no time vencedor: 2 pontos
Em casos de empates, todo empate não exato valerá 2 pontos.

Critérios de desempate: 1. Acertos de 5 pontos; 2. Acertos de 3 pontos; 3. Acertos de 2 pontos; 4. Desempenho na rodada imediatamente anterior, e em caso de igualdade, na rodada anterior a esta.
Sábado, Agosto 28, 2004

Pequim 2008 é agora

Não, amigo leitor, não estou tendo um lapso temporal e voando quatro anos no tempo. Pequim 2008 é agora mesmo. Estamos nos despedindo de Atenas 2004 e Pequim 2008 começa a entrar na nossa alça de mira. É hora de o futebol começar a se preparar para os próximos Jogos Olímpicos.
O Futebol Masculino vai ter o trabalho mais árduo, até pelas cobranças que estão ficando cada vez maiores. A Argentina fez a coisa certa e está no alto do pódio olímpico. E o Brasil? O que fez? Foi para o pré-olímpico com uma comissão técnica mambembe, sem pulso, sem autoridade e com concepções táticas discutíveis. Além de tudo, tinha alguns jogadores cuja qualidade eu considero duvidosa, casos de Maicon, Maxwell e Marcel. Para 2008, a CBF deverá contratar comissão técnica competente e/ou que já tenha mostrado resultados relevantes em outras categorias (Ricardo Gomes não tinha nenhum outro resultado que me emocionasse). Jogadores que têm atualmente no máximo 19 anos (terão no máximo 23 em 2008) necessitam ser lapidados desde já, utilizando as datas da FIFA para amistosos para reunir o máximo possível de jogadores nesta idade para jogar amistosos com o intuito de se criar um espírito de equipe consistente. Material humano nós temos, só falta competência e proteção contra o famoso Sobrenatural de Almeida.
O Futebol Feminino demonstrou um potencial de encher os olhos do mundo e só não ganhou o ouro por causa de um erro de arbitragem: um pênalti claríssimo não marcado quando a final estava empatada em 1 a 1. O que precisa é investimento, clubes, patrocínio, locais de treinamento, incentivo para as novas atletas e para as existentes. Nossas garotas são boas de bola e merecem espaço. Precisamos de ligas. Precisamos profissionalizar o Futebol Feminino. Clubes da Primeira Divisão poderiam montar ou remontar suas equipes e, quando possível, promover partidas nas preliminares de seus jogos. A televisão precisa mostrar para o país inteiro ver o que temos de jogadoras. Talvez a medalha de ouro feminina venha antes da masculina.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @22:26 > Opiniões:


Domingo, Agosto 22, 2004

Viva às Mulheres

Há a chance real de medalha do futebol feminino. Sim, elas que sofrem a falta de estrutura e apoio aqui no Brasil foram mais competentes que os jogadores da seleção masculina, que malograram ainda em terras sulamericanas.
Torço por uma medalha. Elas merecem pela citada falta de estrutura. Elas já mereciam antes, pois bateram na trave duas vezes (Atlanta e Sydney). Elas precisam que essas vitórias tragam apoio ao esporte.
A vida de uma jogadora de futebol brasileira não é fácil. Mesmo as da seleção sofrem com falta de clubes e campeonatos organizados em vários lugares do país, oa ponto de a CBF ser o "clube" de grande parte delas. Em uma época não muito distante, tivemos o esboço de competições, mas a fonte parece ter secado.
As garotas sofrem muito preconceito por praticarem um esporte que, aqui no Brasil, é considerado masculino. Conheço muitas mulheres que dão baile de bola em muito marmanjo. Conheço mulheres que entendem muito mais de futebol, que muito marmanjo que se acha entendido no assunto. Segundo o próprio Renê Simões - técnico da Seleção Feminina - este preconceito prejudicou muitas atletas, como Milene Domingues, que gostava de jogar com os garotos, porém eles não deixavam, fazendo com que Milene se tornasse a Rainha das Embaixadinhas, uma jogadora de extrema habilidade, porém com uma prejudicada movimentação em campo.
É preciso desestigmatizar as mulheres que jogam futebol. Lugar de mulher é no campo, mostrando seu valor e sua habilidade. Se depender de mim, o ouro é nosso. Mas mesmo que batamos na trave de novo, deixo meu viva às mulheres do futebol. Elas merecem muito mais que todos.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @00:54 > Opiniões:


Domingo, Agosto 15, 2004

Clássico Algodão Doce no Mundo dos Mortos

O Matsubara, o algodão da história, já tinha parado suas atividades. Agora á a vez do açúcar, o União Bandeirante, que pode fechar as portas. Triste para o futebol paranaense que perderia um de seus grandes clubes do interior. Grande pelas histórias e pelo folclore, pois sempre foi um clube bastante grande para a cidade que honrosamente representou, Bandeirantes.
Tendo sempre a frente o folclórico Seraphim Meneghel, uma das mais controvertidas figuras do futebol paranaense, o União revelou vários jogadores, dentre eles Paquito, Tião Abatiá e mais recentemente o goleiro Fábio e o atacante Nilmar, tendo os últimos dois vestido a amarelinha.
Sobre Seraphim Meneghel muito se diz. São histórias conhecidas pela truculência, muitas vezes, como o caso do time visitante que teve a estrada iluminada pelo canavial em chamas. Outras são conhecidas pelo inacreditável, como a vez que Meneghel acertou um tiro de espingarda numa bola para que se parasse uma partida. Outras beiram o folclórico, como a declaração de que a dupla caipira do União Bandeirante, Paquito e Tião Abatiá, iria viajar de cavalo até Curitiba para se apresentar ao Coritiba (muita gente acreditou na época).
Parece que Seraphim Meneghel cansou do futebol profissional, que se tornou pouco rentável para o União, que não conseguiu repetir os bons resultados do início da década passada (dois vice-campeonatos estaduais: 1989 e 1992). Neste ano, a equipe sequer cogitou a participação na Série C do Brasileiro, competição em que foi o melhor paranaense ano passado, sendo eliminado no "clássico" com o União Barbarense (realmente não foi por falta de união).
Perderia muito o futebol paranaense, pois não o União revelava muitos jogadores que reforçavam as equipes da capital e de outros lugares (realmente era muito difícil enfrentar o time junior do União). Esperamos que Seraphim Meneghel queira tocar em frente um dos clubes do interior paranaense com mais história e tradição e que encontre fundos para que o União Bandeirante continue atrapalhando os grandes (vide Coritiba e Paraná Clube em 1992) e revelando bons jogadores para o futebol brasileiro. Não desista, Seraphim! Bandeirantes pode ser uma cidade pequena, mas é preciso que os times dessas cidades se mantenham, pois os times das grandes cidades do interior estão em crise. O Londrina é uma pálida sombra. O Grêmio Maringá já não canta de galo. O Cascavel é uma confusão de fusões e profusões de fracassos retumbantes. O Batel de Guarapuava está inativo. O Foz nunca foi grandes coisas. O Operário de Ponta Grossa está muito longe de ser o poderoso Fantasma do passado. O Rio Branco de Paranaguá salva a lavoura, mesmo sem ser muito brilhante. O Malutrom de São José dos Pinhais está estacionado. Colombo ainda não tem um time profissional.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @00:34 > Opiniões:


Sexta-feira, Agosto 13, 2004

O Salvador

O primeiro reforço do Paraná Clube, para tentar afugentar a crise, veio sob o epíteto de salvador. É o Messias, volante, o enviado pela diretoria para salvar o elenco. Penso que o Paraná Clube está mais precisando do outro Messias do que deste jogador. Afinal, só poderá salvar o tricolor aquele que trouxer uma intervenção divina, miraculosa.
O problema não está na diretoria de futebol, nem na comissão técnica e muito menos na equipe. O que está levando o Paraná ao buraco e a força motriz de toda essa crise é a política de futebol. A diretoria administrativa não se deu conta de que o time precisa como sempre escapar do rebaixamento e montar um time forte o bastante para competir na Sul Americana. Não será com esse time que o Paraná conseguirá jogar alguma espécie de futebol.
Quando digo time, refiro-me à política de futebol. Contra o Internacional, o Paraná, mais na raça do que na técnica, mostrou que tem jogadores que podem render mais do que rendem atualmente. O que falta é uma organização que privilegie as qualidades individuais de cada jogador. Não esta bagunça desordenada que se percebe.
A única qualidade privilegiada no Paraná atualmente é a capacidade milagrosa dos jogadores e as instâncias sobrenaturais de profissionais de fora do Paraná.

comentários por LUCAS GANDIN @23:55 > Opiniões:


Domingo, Agosto 08, 2004

Dominus vobiscum

Se tem algo que está errado no Paraná Clube, não é preciso ser pai-de-santo para descobrir que é a administração. O rasoável time de 2003 foi desmantelado e as novas contratações ainda não disseram para que vieram. Não adianta culpar os jogadores, eles são o último estágio da degradação paranista.
Quando se pensava que Paulo Campos ia conseguir entrosar o time, ele foi despedido. Nessa época o Paraná ainda vivia no Purgatório. Hoje, com Gilson Kleina, ele vive no Inferno. O time não se entende e a diretoria ainda teima em persistir no mesmo erro. E assim vai somando uma coleção de erros sucessivos.
E diante de toda essa palhaçada, a diretoria chamou dois padres para tentar afasta a uruca. Mas eu tenho a impressão de que eles foram convocados para encomendar a alma tricolor. A nós torcedores só nos resta rezar. In nomine dei Patris et
Filii et Spiritus Sancti...
comentários por LUCAS GANDIN @15:44 > Opiniões:


Sexta-feira, Agosto 06, 2004

Histórias do Rádio

No alto de seus dois metros de altura, o jornalista, radialista e apresentador de TV Cristian Toledo, conta várias histórias do rádio nos debates em que participa. Algumas são muito curiosas sobre jogadores que em momento de extrema alegria pelos gols ou pelos títulos soltam palavrões nos microfones das rádios.
Imagine, ouvinte, você faz o gol do título, faz um gol importante e resolve externar toda a sua emoção e eis que surge um microfone de rádio captando o que você fala. Sim, jogadores de futebol falam muitos palavrões. Técnicos, como Wanderley Luxemburgo também falam palavrões, sendo que os do treinador já foram diversas vezes captados pelos microfones de som ambientes da TV. Mas voltando às histórias do rádio... Ah, sim, as histórias...
A primeira é a do zagueiro Émerson Roberto, ex-Atlético Paranaense. Subiu de cabeça, marcou o gol e foi para a galera. Surgiram os microfones e o defensor resolveu fazer uma singela dedicatória para a obra futebolística que acabara de concluir: "Esse é para Jesus!!! P*** que pariu!!!" Tudo devidamente registrado, para o provável desespero dos repórteres (ou deleite, vá saber...).
A segunda é do também zagueiro e também ex-atleticano Gustavo, que hoje defende o São Caetano. Gustavo fez o gol do título paranaense de 2000, um gol de extrema importância para o clube num Atle-Tiba extremamente catártico. Após o jogo, festa dos campeões, todos comemorando e a reportagem foi toda falar com o grande (sentido próprio e figurado, pois Gustavo tem 1,92m de altura) herói da partida que desabafou sutilmente: "É campeão, p****!!!"
Por falar em rádio, eu faço uma pequena auto-promoção para você que está ou estará em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba: domingo, dia 8, estréia na Educativa FM (100,7 Mhz) o programa Show de Bola. Com Dr. Rodrigo Nasuno, Jackson Sardá e eu, Leonardo Bonassoli. O programa vai ser semanal das 18 às 20 horas. Apareçam.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @16:22 > Opiniões:


Terça-feira, Agosto 03, 2004

Nacional de Rolândia vence na Estréia

O Nacional de Rolândia estreou bem na série C, no último domingo. Jogando em casa, vendeu de virada o time catarinense do Atlético de Ibirama (Hermann Atchinger para os íntimos). 2 a 1 no placar e três pontos no bolso para o time do norte do Paraná...
comentários por LEONARDO BONASSOLI @16:56 > Opiniões: