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rodada anterior a esta. |
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Domingo, Fevereiro 27, 2005
Bizarro
Ramón ganhou causa na Justiça do Trabalho contra o Atlético Mineiro. Motivo: o treinador Levir Culpi havia dito que o meiocampista tinha QI de alface.
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LEONARDO BONASSOLI @09:35 >
Opiniões:
Quinta-feira, Fevereiro 24, 2005
Sonho Futebolístico
Eu jogo futebol tanto quanto o Surfista Calhorda da música dos Replicantes surfa: nada. Sou uma negação: lento, com pouquíssima habilidade, sem resistência, péssimo no cabeceio, erro passes fáceis e mato muito de canela. Posso enumerar algumas qualidades minhas, sim: posicionamento, cruzamentos, inversões e faltas em posições cruzadas. Mas estou mais para Pirata, que para Pelé e graças a Deus nem pensei em ser jogador. Só que essa noite tive um sonho curiosíssimo, que vou dividir com vocês.
Estava eu numa sala, com alguns jogadores desconhecidos. Ao que parecia, era uma apresentação do São Paulo e eu estava meio que de visitante, pois poderia ser contratado. O treinador era parecido com o Bonamigo e falava um pouco de jogadas ensaiadas e perguntou para um outro homem na sala como andava o trabalho do Casemiro Mior. Eu comecei a contar uma história surpreendente para os possíveis futuros companheiros de time, que vale a pena abrir um parágrafo para isso.
Comecei a falar de meus times pregressos. Teria eu jogado na Albinoleffe da Itália por três temporadas e levado o time à Série A da Liga Italiana. Por ter sido artilheiro, chamei a atenção do Milan, que é o dono de meu passe, que me emprestou para o Villareal, para jogar uma temporada para pegar experiência. Quando falei de Villareal, os caras fizeram pouco caso. Quando falei no Milan, fizeram uma cara de "este cara é metido demais". Agora, qual o porquê de não estar no Milan? No sonho, eu expliquei que o time italiano não quis me utilizar na nova temporada porque os titulares de minha posição - Shevchenko e Kaká - eram intocáveis e assim me puseram atrás de um outro time por empréstimo, que poderia ser o São Paulo ou poderia ser (foi citado) algum outro time espanhol. No sonho, falei também que tinha cidadania italiana, que á algo que posso requerer na realidade, pois meu bisavô é italiano. Aí eu acordei e voltei a ser o pereba de sempre.
Bizarro, né? Algum de você - leitores - tem algum sonho desse naipe? Se tiver, escreva aqui nos comentários e fiquem a vontade para contar histórias desse naipe. Agora, dá licença para ver se consigo fazer duas embaixadinhas.
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LEONARDO BONASSOLI @00:14 >
Opiniões:
Sábado, Fevereiro 19, 2005
Pó de Guaraná
* Neste ano, os times do interior estão com as manguinhas de fora, seguindo o fenômeno nacional (bastante forte no Rio). Segue aqui uma listinha de times do interior que já complicaram neste ano as coisas para os times da capital:
- Roma (duas vezes, um autêntico Robin Hood do Café e do Boné)
- Cianorte (é difícil vencer esta equipe muito bem organizada)
- Adap (alguém ainda lembra do Sport de Campo Mourão?)
- Engenheiro Beltrão (acabou de arrancar pontos do Coritiba)
- Londrina (não é time pequeno, embora não seja tão grande quanto já foi)
- ACP (sempre complica no Waldomiro Wágner)
- Nacional (se bobear, o NAC vai lá e pimba!)
Só para comparar, no Campeonato 1997, o único que complicava a capital era o Apucarana (ah... já sei a quem o Roma se saiu!), que acabou decidindo o campeonato de maneira indireta.
* Por falar em Rio de Janeiro, a final, antes de começar, já entrou para os anais do Futebol Alternativo. Proporcionalmente é mais underground que Londrina e União Bandeirante no Paranaense de 1992, que é mais underground que São Caetano e Paulista na final do Paulistão de 2004.
* Antes que falem de Santa Catarina, temos que ressaltar algo a respeito do estado do Guga. Lá, a maior cidade, Joinville, não é a capital e não há nenhuma predominância entre capital e interior. Lá, todos se equivalem. Um estado tão atípico geograficamente só poderia ser bastante atípico futebolisticamente.
* Alguém sabe por onde anda a Tuna Luso?
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LEONARDO BONASSOLI @21:10 >
Opiniões:
Sexta-feira, Fevereiro 18, 2005
Atlético 2005
Enfim o ano começou. Finalmente o ano futebolístico se iniciou para mim, com o Atlético estreando na Copa Libertadores 2005, a terceira em sua história.
As dúvidas e as incertezas eram muitas. Muitas contratações, vários jogadores e ídolos saindo do clube, e os novos jogadores ainda são uma incógnita.
Mas, pelo futebol apresentado terça-feira em Medellín, a confiança parece ter retornado de vez. Sinceramente, surpreendi-me muito. O time jogou muito bem, e fiquei mais surpreso ainda com a postura tática da equipe. O técnico Casemiro Mior montou a equipe do jeito certo, marcando sob pressão, a postura defensiva do time foi muito boa, e a vitória só não se confirmou pela já tradicional vacilada que o Furacão vem dando nos minutos finais de partidas decisivas.
Marcão foi soberbo na zaga, e marcando um GOLAÇO de falta. Denis Marques, craque de bola, excelente finalizador, é ídolo da torcida desde o ano passado. Toda a equipe saiu-se muito bem, com exceção, claro, do atacante Lima, que simplesmente destoou de todo o restante da equipe. Jogador limitado, extremamente lento, sem espírito de equipe. Afinal, quem foi o responsável pela contratação do Lima?
No fim das contas, o Atlético perdeu dois pontos em Medellín, ao invés de ter ganho um. O Libertad, que é o próximo adversário do Furacão, perdeu em casa para o tradicional América de Cali. Espero que estes dois pontos não venham fazer falta ao final dessa primeira fase da Libertadores.
Rodrigo Souto esteve bem solto em campo, gostei de sua atuação. O goleiro Tiago Cardoso portou-se muito bem, defendendo um pênalti inclusive. Baloy foi o grande nome da zaga rubro-negra. Marin até que foi bem, mas a sua merecida expulsão comprometeu o resultado final da partida. Fabrício mostrou serviço, deu o passe decisivo para o segundo gol, e Cocito foi um guardião do meio-campo, dando botinadas nos jogadores das equipes adversárias sempre quando necessário. Agradou-me muito o retorno do Campeão Brasileiro de 2001, Cocito.
A confiança retornou, agora espera-se que a equipe mantenha o ritmo e encontre o entrosamento ideal, para passar tranqüilamente de fase na almejada e interessantíssima Libertadores da América.
Enquanto isso...
Enquanto isso, na Bolívia, o "favoritíssimo" Santos tropeçou contra o Bolívar. O atacante cabeludo, cujo nome me fugiu à memória agora, fez a festa em cima da zaga e do goleiro santista. Portanto, o Furacão, apesar de ter deixado escapar a vitória no finzinho do jogo, foi a equipe brasileira que melhor estreou na Libertadores 2005. E não adianta peixes que falam, ou outros bichos, tentarem dizer o contrário, pois isso é fato. Veremos então qual será a melhor equipe brasileira nesta Libertadores. Façam suas apostas. A minha, logicamente, é o Furacão. E qual a sua aposta?
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JACKSON SARDA @15:29 >
Opiniões:
Quinta-feira, Fevereiro 17, 2005
O Atlético é quase o mesmo, só que mais acentuado
Na partida de estréia da Copa Libertadores, frente ao Independiente Medellín (no campo do adversário), o Atlético mostrou ter virtudes e defeitos parecidos com os do passado. Mesmo renovado e desfalcado a equipe mostrou estar formando uma tradição de estilo de jogo na Baixada.
A marcação foi forte, tanto que, fora a cobrança do pênalti cometido infantilmente por Lima, o primeiro lance de perigo do Medellín foi aos 23 do segundo tempo. O contra-ataque continuou forte, apesar de Fabrício e Lima estarem dispersivos. O primeiro errou muitos passes e o segundo quebrou o ritmo de jogo com sua lentidão.
A bola parada continuou resolvendo com a pedrada de Marcão no primeiro tempo. Dênis Marques, no único grande passe certo de Fabrício também resolveu. Várias chances foram criadas e nota-se que em grande parte do jogo mudou o tipo de marcação do Atlético, que marcou um pouco mais em cima.
Só que perto da clepsidra expirar, voltou o problema da marcação recuada e da defesa em bolas aéreas, pois Marcão tentou cavar uma falta num lance de área e rebateu mal, originando o primeiro gol do time colombiano. O momento psicológico do time também prejudicou e manteve o mesmo e Marín manteve a tradição do Atlético de ter jogador expulso quando a vaca está indo para o brejo (vide Vânderson [2004]). E outra tradição se cumpriu: tomar gol de empate em cima da hora (vide Bolívar [2002], Juventude e Grêmio [2004]).
Mas, se excluirmos as circunstâncias do jogo, o empate foi um bom resultado, por conta da estréia de vários jogadores (Baloy, Marín, André Rocha e Maciel) e da impossibilidade de contar com alguns jogadores (Diego, Durval e Aloysio Chulapa). Mais um fator, dentro disso pode ser adicionado à história do jogo: o físico pesou. Até por isso, podemos confiar numa boa campanha do Atlético na Libertadores. O time está um pouco mais atrevido que o do ano passado e precisa arrumar a parte física e o entrosamento. A próxima partida é contra o Libertad na Baixada, num jogo teoricamente mais fácil.
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LEONARDO BONASSOLI @00:09 >
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Sábado, Fevereiro 12, 2005
Diego "Cañizares"
O goleiro Diego, nesta semana, entrou para o hall das contusões inacreditáveis ao sofrer um acidente doméstico, cortando o braço numa mesa de vidro. Diego levou 21 pontos (sete a mais que o Atlético, time com mais pontos no Campeonato e que Diego ajudou a garantir alguns deles).
Diego se junta a Santiago Cañizarez, espanhol que cortou o pé numa lâmpada que caiu do teto e acabou ficando fora da Copa de 2002. Bom para Iker Casillas que acabou indo bem no Mundial.
Ao que me consta, Velloso ou Marcos já teriam se machucado em casa também, o mesmo para Taffarel. Portanto, o ótimo goleiro Diego estaria bem acompanhado neste hall das contusões inacreditáveis.
Cai o Tabu (e não é o time de Clevelândia)
O Coritiba foi o primeiro time da capital a vencer um jogo transmitido pela RPC neste campeonato. Após o empate Coxa por 1 a 1 com o Cianorte, o empate do Furacão com o ACP pelo mesmo placar, a derrota Coxa contra o Roma (o Robbin Hood do certame) por 1 a 0 e o empate sem gols entre Atlético e Londrina, o time alviverde venceu o Rio Branco pela contagem mínima.
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LEONARDO BONASSOLI @21:40 >
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Sábado, Fevereiro 05, 2005
Pó de Guaraná
* Eis que o Atlético além de fazer a rapa no Guarani está fazendo a rapa na Europa. Aliás, os clubes brasileiros estão se reforçando de fora, será que estão ficando fortes financeiramente ou se reafogando em dívidas?
* E o Corinthians-MSI ainda não emplacou... Falta reforços em algumas posições carentes do elenco. Porém, hoje, Tévez desencantou num gol razoavelmente bonito.
* O São Paulo não fez tanto alarde, mas manteve a base do time e está fazendo bonito no campeonato, apesar do tropeço contra o União Agrícola Barbarense.
* O Campeonato Carioca de 2005 está sendo bizarro para os grandes. Na Taça Guanabara, três deles naufragaram e o Botafogo ainda não se garantiu. Sinal dos tempos ou de alerta?
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LEONARDO BONASSOLI @22:04 >
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Quinta-feira, Fevereiro 03, 2005
Pó de Guaraná
* Fazia tempo que não acontecia de Paraná e Coritiba perderem na mesma rodada para times do interior. Porém, há de ressaltar que foram batidos por duas das melhores equipes do interior: o Cianorte, que está de olho na Copa do Brasil; e o Roma que, apesar de inconstante, é perigoso.
* Quem diria que o Império do Futebol - O Clube Sem Sede - seria o responsável pelo campeonato não ter mais equipes com 100% de aproveitamento. O Londrina que o diga. O curioso é que mais uma vez (a quarta em quatro rodadas) o time cedeu um resultado que era favorável. Falta gás no fim dos jogos para o Império.
* Pelo que parece a Adap está inspirada pelo garoto Jean Carlo, de 9 anos. A equipe é a líder do Grupo A, o mais forte do campeonato, e tem dois goleadores: Adílson Popó e Barbiéri.
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LEONARDO BONASSOLI @00:08 >
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