Sábado, Abril 30, 2005
Futebol e Fritas no Homem-Chavão
Considero-me tremendamente honrado pela presença do Futebol e Fritas no Homem-Chavão. Sinal de que alguém nos lê. O motivo de tal honraria foi a utilização do termo 'conclave' num texto sobre a troca de técnicos no Atlético.
Realmente, confiro que fui o primeiro (cardeal primaz?) a utilizar a referida metáfora em comparação aos anteriores. A troca de técnicos no Atlético foi anterior à do Flamengo e a do São Paulo. Honra-me ter sido o único presente de fora do Eixo Rio-São Paulo.
Realmente, por algumas gerações teremos o seguinte problema: o tiozão velho do bairro vai contar que tal jogador teve luxação no conclave, ao invés da clavícula, mas isto a gente compreende...
Estou pensando seriamente na possibilidade de falar com outros cardeais aqui do FutFritas e fazer um conclave para achar reforços para nosso time, antes que feche o mercado europeu.
Futebol e Fritas - Agora com slogan!
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LEONARDO BONASSOLI @21:54 >
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Sexta-feira, Abril 29, 2005
Seqüelas de Brasil 3:0 Guatemala
Mais que um posts de notas e comentários tentarei fazer uma breve previsão quanto ao futuro de alguns jogadores na seleção.
GR:
Marcos : Mostrou estar no mesmo bom nível de Dida. Não foi muito exigido : 7 (Rogério Ceni : entrou no lugar de Marcos e não foi muito exigido também. é um goleiro do mesmo nível, prova que temos uma das melhores safras de goleiros da história : 7)
DD:
Cicinho : Gostei do seu futebol, principalmente no primeiro tempo. Joga com uma leveza rara e tem um handicap de cruzamentos melhor que a média. Merece mais chances na Seleção e acredito que está começando a cavar uma vaguinha : 8 (Gabriel: Entrou no lugar de Cicinho e fez atuação curta e discreta: 6)
DC:
Ânderson : Foi efetivo no ataque e não muito exigido na defesa. É o jogador de defesa com mais chance de reaparecer em outros jogos : 7
Fabiano Eller: discreto e não exigido : 6,5 (Gláuber : Ficou pouco tempo em campo : sem nota)
DE:
Léo : Não foi tudo aquilo que se ventilava, mas fez algumas boas jogadas. Explica-se tudo por não ter sido tão acionado quanto Cicinho : 7
MD:
Mineiro : Carregador de piano, que só precisou carregar teclados eletrônicos modernos, pois a Guatemala não chega a assustar : 7
Magrão : Fazia a de cão de guarda até um choque de cabeça que lhe causou fraturas no frontal. Seis semanas de molho, mas depois disso é capaz de voltar à Seleção, até por ser jogador de confiança de Parreira : 6,5 (Marcinho : Não mostrou o mesmo futebol do São Caetano, talvez pelo posicionamento diferente: 6)
MO:
Carlos Alberto : Toques rápidos, mostrando certa versatilidade de ser tanto segundo, terceiro ou quarto homem de meio de campo. Poderá ter mais chances por conta disso : 7,5 (Fernandão : grata surpresa. Um gladiador em campo e outro jogador versátil, já que joga no ataque também. É um raro meia-atacante com características claras de força : 7,5)
Ricardinho : rara visão de jogo. É claramente um armador clássico. Deu um passe preciso para Romário e praticou belos lançamentos : 8
AC:
Robinho : Ciscou bastante, arriscou alguns lances, fez boas tramas com Léo : 8 (Fred : Mostrou ser dos ramos - chute a gol e Seleção. Não deixou o dele, mas é promissor : 8)
Romário : Fez o que podia, até mais. Deixou o dele, no estilo dele. O dono da festa : 8 (Grafite : outra grata surpresa, entrou com gana. Chamou o jogo e fez o dele. Merece mais chances. Não esperava tanto dele, mas Grafite mostrou que é mais do que eu imaginava : 8)
Parreira:
Fez alguns testes que devia. Espero que tenha feito bom proveito do laboratório para renovar um pouco a Seleção.
O adversário:
Guatemala : É um time bem arrumado, com a tradicional defesa caótica. Estava com cinco desfalques, sendo que três eram por conta da não-liberação de atletas por clubes dos Estados Unidos. Se o trabalho estiver sendo feito a longo prazo, a próxima geração de futebolistas guatemaltecos poderá surpreender. Imagine mais talento somada à disciplina tática que a equipe mostrou.
Curioso: Ninguém acertou a câmera e os fios sobre o campo. O leitão fica acumulado para a próxima partida com esta câmera aérea, em que o prêmio, então, será de dois leitões.
PS: Só eu que escrevo aqui?
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LEONARDO BONASSOLI @14:24 >
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Quarta-feira, Abril 27, 2005
Pó de Guaraná
* O Coritiba foi a salvação da Lavoura Paranaense na primeira rodada. A vitória contra o Fortaleza foi importantíssima na largada, até por ser fora de casa e ao mesmo tempo alivia o ambiente no Alto da Glória. A segunda partida será contra o Santos, isto é, dificílima.
* O Paraná Clube parece continuar o mesmo. O tricolor arriou no segundo tempo e tomou dois gols do Goiás em dois minutos. A defesa continua a trapalhona de sempre, porém apenas um reforço estreou e uma primeira rodada é cedo demais para tecer prognósticos definitivos sobre a sorte das equipes.
* O Atlético foi vítima do ferrolho. A Ponte Preta foi eficiente e fez o gol num dos poucos ataques. Fora isso, fechou-se num improvável 5-4-1 e amorcegou a partida. O desfalcado Furacão não conseguiu derrubar a Ponte e larga no prejuízo.
* A bizarra da rodada fica por conta do Cléverson do Atlético. Após o jogo disse não saber o que estava fazendo em campo, que era meia ofensivo e não lateral e etc. Entregou o técnico, digamos.
* Foi uma rodada de zebras, a abertura do Brasileirão. Além da derrota do Atlético para a Ponte, o eqüino listrado galopou por mais lugares do país.
* Primeiro começou no Rio de Janeiro, com o empate entre o Cruzeiro (um dos favoritos) e o Flamengo. Na verdade, foi mais um empate leviriano. O Cruzeiro fez um gol e recuou totalmente até tomar o empate. O receio de tomar um gol se concretizou e evitou que o segundo fosse feito.
* Outra presença de nossa amiga Zebra também foi no Maracanã. A tão propalada superioridade sãopaulina caiu por terra na partida contra o Fluminense. Boa partida de Tuta, autor dos dois gols do Fluminense e artilheiro momentâneo do campeonato.
* A zebra também subiu a serra e chegou ao planalto para freqüentar o Pacaembu, no empate entre Corinthians (o dos Galáticos) com o incógnito Juventude, com direito a golaço de Enílton, ex-Coritiba.
* Para fechar a Seção Eqüino de Listras, a Zebra foi tomar um chimarrão em Porto Alegre e presenciar o Botafogo - de mesma composição de cores do animal - vencer o Inter por 2 a 0. Foi uma vitória da eficiência botafoguense contra os desfalques colorados. Ou será que o Saci não era tudo aquilo.
* Já que toquei em Pacaembu, temos Seleção hoje contra a Guatemala. Será a despedida de Romário e a estréia de um sem número de jogadores. Confira.
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LEONARDO BONASSOLI @14:16 >
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Quinta-feira, Abril 21, 2005
Atitude faz a diferença
Edinho teve a atitude certa ao ficar com apenas dez jogadores na partida contra o Libertad, no Paraguai: manter a formação e mexer no time com as peças em campo. Deu resultado até os paraguaios terem um jogador expulso. Aí abriu-se o caminho para a vitória rubro-negra.
O objetivo de Edinho era buscar a vitória, mesmo com o empate sendo um bom resultado. Conseguiu o objetivo, assim como em suas duas partidas anteriores. Era essa a atitude que faltava aos quatro treinadores anteriores do Atlético: Casemiro Mior, Levir Culpi, Mário Sérgio e Vadão. O primeiro não conseguiu dar um padrão de jogo para a equipe, o segundo entrou em parafuso na hora da decisão e preferia um empate a uma vitória com riscos, o terceiro era completamente instável e tinha amor pelas retrancas e improvisações desnecessárias, e o quarto demorava muito para mexer na equipe quando os resultados não eram o esperado. Edinho parece estar no caminho certo, tão certo quanto disse que o técnico não é tudo.
Concordo com a visão de Edinho. Um técnico não ganha a partida sozinho, mas pode ajudar a potencializar as qualidades de um jogador e da equipe como um todo. O treinador pode ajudar a equipe corrigindo dificuldades de um jogador e montando um esquema de trabalho conforme as características dos jogadores. Nunca abdicar da vitória foi o que Edinho fez nos três jogos, portanto nada mais justo que a classificação quase garantida na Libertadores com a vitória por 2 a 1 sobre o Libertad.
O que ficou do texto anterior
Talvez não tenha sido muito claro. Quando citei que o Grupo B do Paranaense acabou ficando mais forte que o A, foi meio que uma resposta a uma opinião que havia se generalizado aqui no Paraná de que o grupo A era mais forte, apesar de os grupos serem sorteados conforme classificação de 2004. No fim das contas, os clubes que vieram do grupo B eliminaram os do A, com exceção do Coritiba, que havia sobrado na fase anterior.
Quanto a final. O Atlético venceu o Coritiba nos detalhes. Os times titulares, são tecnicamente próximos, mas o Atlético mostrou ter mais peças de reposição. O Atlético venceu também na atitude de, no último jogo, não abdicar do ataque e resistir quando sentiu o cansaço da seqüência de jogos mais dura que a do rival. O Atlético foi campeão com méritos, pois teve o melhor ataque e a melhor defesa (melhor defesa que o Coritiba também teve) mesmo dando-se ao luxo de se utilizar da equipe reserva em alguns jogos.
Santos vence fora
Aí também valeu a atitude e o desejo de vitória do Santos. Gallo fez a coisa certa ao pôr Basílio e acreditar na vitória que veio. Ontem foi o dia em que o futebol brasileiro desencantou no exterior nesta Libertadores. Primeiro o Atlético no Paraguai, depois o Santos no Uruguai. Parabéns.
Lamentável apenas as cenas de violência no final de partida naquele estádio do Danúbio. O VGD do Londrina dá de dez naquilo.
No 21, 13 leva 2
O Coritiba venceu o Treze, nesta quinta de tarde por 2 a 1 e conseguiu relativa vantagem para o jogo de volta. Marciano desencantou e fez um belo gol da vitória.
Fato triste foi que após a partida um pé d'água fenômenal (fez acabar a luz aqui em casa), derrubou tijolos da área interna do estádio e feriu de maneira grave três pessoas que saíam do local.
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LEONARDO BONASSOLI @22:18 >
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Quarta-feira, Abril 20, 2005
Besteiras e Bestialidades - Um Giro pelo Brasil
Foi um jogo nervoso. Só estou relatando agora pelo fato de não estar conectado todos os dias. Primeiro a grande besteira da Diretoria Atleticana: Não ter liberado a transmissão ao vivo para a capital, sendo que o estádio estava lotado e o torcedor que não tinha TV a Cabo não foi pelo simples fato de não haver espaço no estádio. A partida não tinha Pay-Per-View, apenas "transmissão normal a cabo" e sendo assim, na região do código 41, apenas pouco mais de 20.000 pessoas sem TV a Cabo foram incluídos no paraíso visual. Aos excluídos, restaram apenas as ondas que rebatiam na ionosfera. Foi um tiro no pé da diretoria, pois seria a grande oportunidade de, quem sabe, arrebatar mais torcedores na região. O Fluminense agradece.
A partida inicia-se com surpresas de ambos os lados. No Atlético, Edinho sacou Marín, deslocou Marcão para a esquerda e encorpou o meio de campo com o jovem Ticão, jogador de características tanto ofensivas quanto defensivas - aquilo que Eduardo Amatuzzi gosta de chamar de volante moderno. Do lado verde, Antônio Lopes sacou o médio-ofensivo Marquinhos e colocou a worthmaniana (de Ivo Worthman) surpresa de Atletiba, Pepo, um volante que ficou encarregado de marcar Fernandinho. Nota-se os objetivos dos treinadores: Edinho quer a vitória, Lopes o empate.
Aos onze minutos um lance que pode ter decidido o jogo. O lance pertence à classe das besteiras, mas no fundo Aloísio acabou sendo bestial. O experiente atacante fez jus à alcunha de Chulapa e mandou uma bifa no jovem zagueiro Miranda, que ingenuamente revidou. Henrique França Triches corretamente expulsou os dois atletas. Edinho manteve o time com a mesma formação, Lopes recompôs a defesa tirando o atacante Marciano e colocando o zagueiro Flávio. Assim, o Atlético que já pressionava, passou a atacar como uma fera.
A pressão seguiu de tal maneira até o fim da primeira etapa, embora o Atlético não tivesse sido tão objetivo. O zero a zero era do Coritiba, que terminou o primeiro tempo campeão.
Na virada do intervalo Edinho deu um grande passo para o título: sacou o lateral Etto e colocou o veloz atacante Maciel. O Atlético continua pressionando, porém exposto aos contra-ataques Coxas. Antônio Lopes saca um meio campista para a colocação do atacante Nunes. Fernandinho se machuca e Edinho põe Lima, passando o Atlético a jogar num curioso 3-3-3. Funcionou para o Atlético, pois Maciel cruzou, Lima ajeitou de cabeça e Dênis Marques, corta os zagueiros à Oséas e bate para o fundo das redes. 1 a 0.
O jogo fica lá e cá, até que o tempo normal acaba e o jogo vai ao tempo extra. Antes do final do tempo normal, Ticão sente caimbras e é substituído por Rodrigo Souto. Na prorrogação, Lopes põe Jackson para deixar o meiocampo alviverde mais ofensivo. O Atlético estava arriado por conta da desgastante partida de quinta contra o América de Cali. O Coritiba pressionou os rubronegros, mas não conseguiu vencer a meta de Diego. Os pênaltis chamaram todos ao gol de fundo (o da Madre Maria dos Anjos), pois lá que o campeonato seria decidido.
Primeira cobrança para o Coritiba. Foi para a bola Capixaba, escolhido Craque do Campeonato pela crônica que votou antes da partida final (e falam mal da FIFA!?), Capixaba correu e deu um presentinho para a turma da Madre Maria Inferior, para fora. Alan Bahia foi para a cobrança para o Atlético e converteu: 1 a 0. Rafinha empatou: 1 a 1. Fabrício deixou o Atlético na frente: 2 a 1. Mais uma cobrança para cada lado e 3 a 2 para o Atlético no placar. Quarta cobrança para o Coritiba, Reginaldo Nascimento foi lá e mandou na trave. Agora, Lima (agora conhecido como "O Predestinado"), tem que converter o para dar o título ao Atlético e assim o faz, batendo de maneira que Fernando quase defendeu.
O título voltou ao Atlético, time que teve, no final das contas um grupo mais forte na primeira fase, pois o campeão, o terceiro e o quarto eram do grupo B. O Vice-Campeonato explica o porquê do Coxa ter sobrado na primeira, fase, pois esteve no mesmo nível dos times fortes do B.
Pelo Brasil
O Icasa acabou sendo vítima do regulamento e de Clodoaldo (Ih! Voltou aquela musiquinha!). Perdeu por 1 a 0 no tempo normal (gol do Clodoaldo nos acréscimos do segundo tempo) e como não valia o saldo do primeiro jogo foi para a prorrogação e tomou mais um gol do Clodoaldo. Fortaleza Campeão Cearense.
Na Bahia, o Vitória segurou o oxo e foi campeão, deixando o Bahia com o Vice. Aliás, foi o primeiro Tetra da história do Vitória.
No Distrito Federal, o Brasiliense, que precisava de um mero empate contra o Gama, fez mais: goleou de maneira impetuosa. Um 3 a 0 que veio sacramentar o Brasiliense como a atual grande força do futebol candango.
Um pouco ao sul, em Goiânia, grande e épico clássico entre Goiás e Vila Nova, tendo o segundo sagrado-se campeão nos pênaltis. Curiosidade do Campeonato Goiano foi o artilheiro: Paulo Baier, que é lateral e às vezes meio-campo.
Em Minas Gerais, a filial bateu a matriz. O Ipatinga superou o Cruzeiro numa das maiores surpresas da história. O jogo foi em pleno Mineirão e pode ser considerado o Maracanazzo da Raposa, ou melhor, Mineirazzo.
No Rio, o Fluminense, com a mãozinha do árbitro, venceu aos 47 do segundo tempo. O Volta Redonda saiu na frente e sofreu o empate num gol em que Tuta fez falta no goleiro Lugão. No segundo tempo, Tuta foi expulso por agressão. Para equilibrar, o árbitro expulsou um jogador do Volta Redonda numa falta que não existiu. O Voltaço sofreu a virada e o gol do título do Fluminense foi feito com um adversário bastante minado.
Em Santa Catarina, não foi desta vez que o Atlético Hermann Aichinger chegou ao título. O Criciúma venceu por um a zero e slenciou a pequena Ibirama.
E para fechar, os Pampas. O 15 de Campo Bom fez o que parecia improvável e venceu por dois a zero, levando o jogo para a prorrogação. No tempo extra, surgiu Souza, que fez dois, um deles após empate do 15. Inter 2:1 15 de Novembro. Inter tetracampeão gaúcho.
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LEONARDO BONASSOLI @14:08 >
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Sábado, Abril 16, 2005
Pó de Guaraná
* Amanhã será o dia dos campeões. Grandes partidas ocorrerão nos estaduais. Grandes clássicos, ou duelos alternativos fecharão o primeiro ato do calendário da bola brasileira. Façam seus palpites.
* Será que a catártica vitória contra o América de Cali servirá de combustível para o Atlético contra o Coritiba?
* Será que os alternativos Hermann Aichinger, Icasa e Volta Redonda suplantarão os rivais tradicionais.
* Será que teremos recordes de público (no RS é impossível pelo tamanho do estádio do 15).
* Estas dúvidas ficarão a cargo do tempo.
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LEONARDO BONASSOLI @21:10 >
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Quarta-feira, Abril 13, 2005
Conclave Instantâneo
Pegou de surpresa a todos a queda de Casemiro Mior do comando do Atlético Paranaense. Foram apenas duas derrotas no comando da equipe, mas que custaram caro ao treinador.
Uma das possíveis causas da queda de Mior, pode ter sido a inconstância da equipe nas partidas, pois o Atlético sempre começava perdido e apático em campo, sendo corrigido ao longo da partida. No Atletiba, não foi diferente, porém a correção de curso não deu certo e o rubro-negro perdeu por 1 a 0 para um Coritiba não tão inspirado, mas eficaz.
Outro ponto a ser focalizado é a ausência de padrão tático da equipe. Mesmo com uma relativa renovação (são apenas cinco titulares em comum com o time do ano passado), Casemiro manteve muito do padrão de jogo de Levir Culpi e não conseguiu nestes quase três meses como treinador impôr muitas marcas pessoais. A única, foi uma pequena alteração na forma de marcação, que não ficou tão recuada como nos tempos de Levir.
Após a queda do técnico, fez-se um rápido e surpreendente conclave entre os cardeais da diretoria atleticana e a fumaça branca subiu imediatamente com o nome de Edinho. Agora, que efeitos trará a contratação deste novo treinador eu realmente não tenho idéia. Confesso não lembrar muito do estilo dele, até porque estava muito longe dos clubes de maior visibilidade.
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LEONARDO BONASSOLI @14:05 >
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Sábado, Abril 09, 2005
O que pode ter matado o Cianorte
Confesso não ter assistido ao jogo, pois além de não ter sido televisionado em TV aberta (não tenho TV a Cabo), estava num Festival de Cinema. Conferi os últimos minutos pelo rádio no caminho de volta para casa. Mas, mesmo assim posso desenvolver algumas hipóteses partindo do universo paralelo de "Elseworlds" (o autor da expressão tem alguma objeção ao vê-la utilizada aqui?).
O momento psicológico da partida era mesmo favorável ao Corinthians, que depois daquele jogo em Maringá se acertou com os novos jogadores e ganhou um certo padrão de jogo com Passarela. Neste mesmo tempo, o Cianorte começou crescendo no Campeonato Paranaense e depois levou um duro golpe ao ser eliminado no campeonato numa série de pênaltis contra o Londrina em plena Cianorte. Aí começou a derrocada pé-vermelha.
E se a partida de volta fosse disputada na semana seguinte ou na subseqüente à seguinte da partida de ida? O Corinthians não estaria tão arrumado e o Cianorte não estaria tão abatido. Poderia ter sido bem diferente, poderia ter sido uma partida mais dura. Não sei se os jogadores do Cianorte se assustariam da mesma maneira com o Pacaembu ou se entrariam na mesma tática suicida de se acovardar, fechando se no próprio campo como o prosaico avestruz que põe a cabeça na terra (prosaico, pois na realidade os avestruzes não fazem isso).
O que ocorreu foi a pior partida do Cianorte do ano, a mais desastrosa jornada talvez da curta história do clube, o Hindemburg, o Titanic, o Waterloo do Leão do Vale, a Retirada de Laguna. Se perguntarem sobre a eliminação do clube no Paranaense, aquela havia sido uma jornada de superação, pois jogaram quase o tempo todo com um jogador a menos e buscaram o empate, caindo nos pênaltis por culpa de jogadores que cobraram as penalidades com displicência.
Outra de "Elseworlds". Se fosse o Corinthians sem MSI, teria passado pelo Cianorte? Acho que teria grandes chances, pois aquele Corinthians do ano passado, mesmo não tendo grandes estrelas, era um time brioso com alguns bons jovens valores e muita disciplina tática. Levando-se em conta a pujança das categorias de base do Corinthians, seria uma boa equipe. Por isso, eu afirmo (anotem e cobrem de mim depois): Se não houverem grandes guerras de egos, o Corinthians, na pior das hipóteses, chegará entre os três primeiros no Brasileirão.
Arrogância
O final da partida que eu acompanhei foi na CBN, que estava ligada à CBN de São Paulo. Um jogador do Corinthians (não consegui flagrar qual) soltou uma declaração do seguinte naipe: "Nós não sabíamos o nome de nenhum jogador, na hora de marcar era: pega o sete, pega o seis, pega o quatro." Ora, isso mostra total arrogância do jogador que parece não ter dado ao trabalho de rever o primeiro jogo para conhecer as características dos adversários e de sequer ver tapes de partidas anteriores do Cianorte (coisa fácil de encontrar, pois várias partidas do clube paranaense foram televisionadas por mais de uma emissora, sendo que uma pode ser captada pela parabólica). E se tivesse malogrado a classificação do Corinthians, qual seria o papo?
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LEONARDO BONASSOLI @22:47 >
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Quarta-feira, Abril 06, 2005
Pinheirão (Mais Uma Vez)
Já que virou moda escrever sobre o Pinheirão, lá vou eu. No De Primeira, foi meu texto melancólico, depois o nostálgico-divertido do Pugliesi, agora escreverei sobre o atual estado do estádio, com base numa visitinha que fiz na última quinta-feira.
Realmente a conservação é preocupante no Pinheirão. Na área dos setores com números, que é a área das cabines, temos diversas goteiras, mesmo quando está a muito sem chover. Digamos, brincando, que são as mais altas bicas da Serra do Mar. Algumas cadeiras foram depredadas e ficaram sem plaquinhas e sem numeração. Na reta oposta, o chão chega a ranger perto da cerquinha, sendo - que em pontos dela - já temos teias de aranha. O fosso já criou vegetação, podendo ser chamado de Everglades do Tarumã, e a rede seguradora de bolas está rompida em vários pontos.
A cobertura, em alguns pontos, balança por falta de alguns parafusos e ao vendaval mais forte, poderá destelhar o campo. Algum "diarréico" (pode ter sido o cachorro que circula pelo estádio) defecou perto da entrada sul das cabines de rádio e TV, deixando um cheiro insuportável no recinto. Para o torcedor invadir o campo, não é tão difícil caso falhe o policiamento: qualquer mais "JackAss" consegue. O túnel do lado das cabines, tem uma bizarra grade para o povo não se alagar pelas canelas e para não prenderem a trava das chuteiras no buraco, meteram um tapete de banheiro no local.
A Pista de Atletismo é boa, mas está mal cuidada, portanto não pode sediar provas. A área de saltos está sucaterada. Pessoas que utilizam o banco de reservas não se dão ao trabalho de pelo menos recolher o próprio lixo, o que aliviaria um pouco o trabalho da limpeza do estádio e daria um bom exemplo para o povo. O gramado continua muito irregular e a grama estava muito alta naquele dia. Para ter uma idéia dos buracos, dependendo da posição que você chutar no gol de fundos e a bola bater no chão, ela poderá voltar para o campo ou ir para o gol, pois a linha é muito íngreme.
Levantamento da Fauna
Além da flora (grama, plantas ornamentais e o Everglades do Tarumã) temos animais no Pinheirão. Já falei do cachorro que segue pela área. No Pinheirão temos muitos pombos urbanos cinzentos. Lá temos quero-queros planando de maneira ameaçadora e gritando pela demarcação do território. Formigas têm base em formigueiros atrás dos gols (serão repórteres?). Pequenos pássaros saem cantando pelo estádio. E o mais fantástico: sabe aquele papo de acordar a coruja? Então... o Pinheirão tem um belo casal de corujas, que, provavelmente, fica cada exemplar uma num gol durante o jogo, para servir de referência para os chutadores mais ousados.
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LEONARDO BONASSOLI @14:54 >
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Sábado, Abril 02, 2005
Atletiba de novo?
Tudo parece se encaminhar para mais um Atletiba na final do Campeonato Paranaense. Seria um prêmio para o torcedor, que iniciou o campeonato sem a certeza de que o campeonato teria seu clássico mor. Seria um prêmio às duas equipes, que até agora foram as mais competentes do Campeonato.
Deveremos ter este clássico salvo algum "acidente de percurso" grave de qualquer uma das equipes e, mesmo antes da bola rolar, o clima já esquentou com declarações de Antônio Lopes - técnico do Coritiba - achicalhando as arbitragens. Isso não passa de jogo de cena para mudar o foco da disputa, pois as arbitragens têm sidos desastrosas para todos e neste ano tivemos o retorno de um esporte há um bom tempo esquecido no futebol paranaense: a agressão ao árbitro, realizada na primeira fase por um membro da comissão técnica do Nacional de Rolândia. Se você ler sobre a história do futebol paranaense, virá que isto é mais comum que se imagina.
Mas voltando ao Atletiba, digamos que será um jogo sem prognósticos seguros e sem favoritos. Clássico se decide em detalhes e eles poderão ser para qualquer dos lados. Nos clássicos, o Sobrenatural de Almeida gosta de aparecer, como o lance do Berg em 1990. Em suma, tudo pode acontecer, até o que sempre se espera.
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LEONARDO BONASSOLI @21:28 >
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