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Sábado, Maio 28, 2005
Os Grandes Duelos
A Libertadores da América se afunila e grandes embates começam a surgir com mais freqüência. Dois deles envolvem brasileiros.
São Paulo e Tigres deverá ser um grande jogo. O Tigres é uma força do veloz futebol mexicano e conta com vários jogadores de seleção. O São Paulo é bem conhecido de nós brasileiros e é uma das principais forças da atualidade. Deverão ser dois jogos muito francos e abertos, com muita velocidade e gols. Será difícil para ambos os lados.
O outro embate das quartas de final envolve dois brasileiros: Santos e Atlético Paranaense. O primeiro continua praticamente o mesmo do último ano e segue em alta na competição nacional: é um time bastante técnico. O segundo está bastante mudado e faz apresentações irregulares: é um time mais brigador. Palpite? Difícil de apresentar, pois um time parece ser o mais técnico, mas o outro parece ter alma de time copeiro. É aguardar para ver.
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LEONARDO BONASSOLI @16:05 >
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Segunda-feira, Maio 23, 2005
O Jogo dos 7 Erros do Atlético
Todos podem perceber que o time do Atlético Paranaense tem problemas. Cinco derrotas consecutivas e a pior campanha de início de campeonato do clube na história não deixam ninguém mentir. Mas o que deu errado no Furacão?
Erro 1
No ano passado, discussões quanto a renovações de contrato do treinador Levir Culpi tiraram o foco da equipe no final do campeonato, o que permitiu a canhestra seqüência de jogos fora de casa Grêmio e Vasco, apesar do bom jogo frente ao São Caetano. Contra o Botafogo, não havia muito o que fazer. Se a discussão disso tudo fosse feita após o fim do campeonato, talvez a sorte da equipe pudesse ser melhor no fim do Brasileirão.
Erro 2
A equipe perdeu muitos valores do ano passado. Perdeu Marinho, um dos nomes mais importantes da defesa. Perdeu Rogério Corrêa, um líder dentro do elenco. Perdeu Ivan, que subia de posição na lateral-esquerda. Perdeu Fabiano, que era o equilíbrio na marcação de meio-de-campo. Perdeu Jadson, o cérebro do time. Perdeu Washington, o finalizador e outro líder dentro do elenco. Além da grave contusão de Dagoberto, ocorrida ainda no fim do ano, perdendo o time seu ponta desorganizador.
Erro 3
Tendo uma Libertadores pela frente, errou-se no planejamento. O Atlético demorou de mais para se apresentar e ainda dividiu o elenco em time da Libertadores e time para o início do Paranaense. As outras equipes brasileiras na Libertadores e do Brasileirão, começaram a se preparar antes e não pouparam as equipes. A pré-temporada foi mal elaborada e concluída e os resultados foram desastrosos, pois a equipe totalmente reformulada não conseguiu o entrosamento necessário, o preparo físico está falho e com o aumento do número de partidas, muitas contusões ocorreram, deixando o time com dificuldade, em alguns jogos pela Libertadores, de completar o banco.
Erro 4
Demora para definir o treinador. No início do ano, o Atlético foi o último time do Brasileirão a definir o treinador e o escolhido - Casemiro Mior - não durou muito, sendo substituído por Edinho, que durou um mês. Isso demonstra a instabilidade do ambiente atleticano, o que ficou mais patente na coletiva de uma semana e meia atrás.
Erro 5
Excesso de contratações sem critério. O elenco ficou inchado, confundindo os treinadores pelo excesso de opções, muitas de qualidade discutível. Fica mais difícil entrosar um elenco numeroso, ainda mais depois de um desmanche que foi maior que o feito na virada de 2002 para 2003. O único clube que eu vi trabalhar com tantos atletas e dar certo foi o São Paulo de Telê Santana e Muricy Ramalho (que era o auxiliar que cuidava do time reserva). O Palmeiras B não conta, por ser equipe que disputa campeonatos sob o nome B. Mesmo com as dezenas de contratações, algumas posições ainda estão carentes no Atlético.
Erro 6
Faltou padrão de jogo. No início da temporada, os treinadores do Atlético não conseguiam definir um padrão de jogo para a equipe. Simplesmente era imitado o do ano passado, que não dava certo por conta do fato de serem outros jogadores e com características diferentes. Só o interino Borba Filho está tentando impôr um novo padrão para a equipe e isso tem um preço que são as falhas defensivas da defesa, que espera a cobertura do líbero fantasma, preste atenção nos gols sofridos contra Cerro e Inter.
Erro 7
Não aprender com os erros do passado. Alguns erros são repetidos. Em 2002, a pré-temporada foi pífia e o time se arrastou na Libertadores e patinou na segunda metade do Brasileirão, perdendo fôlego. Na primeira metade da década de 90, era costume montar novas equipes a cada ano. O Atlético perdia os bons jogadores para outros clubes e os piores eram dispensados. Então montava-se uma nova equipe, que demorava para se entrosar e o ciclo continuava. A diretoria deve tomar cuidado para se evitar esse retrocesso e cair num circúlo vicioso.
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LEONARDO BONASSOLI @16:35 >
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Sábado, Maio 21, 2005
Cérebros do Brasileirão
Este texto parece ser um tanto adepto da Teoria Funcionalista, em que as instituições ou pessoas são parte de um sistema e trabalham como se fossem parte de um organismo. Times de futebol rendem mais com cérebros, jogadores que criam jogadas e distribuem o jogo. Equipes acéfalas tendem a não conseguir grandes resultados. Vou apresentar alguns cérebros do Brasileirão.
Fernandão é o cérebro do Internacional. É um cérebro forte de de boa chegada na frente. É um cérebro rompedor e facilmente confundido com um avante, que na verdade também é. Começou no Goiás e teve passagem brilhante pelo futebol francês até desembarcar no Internacional.
O Paraná Clube tem um cérebro jovem. É o garoto Thiago Neves. Direto das categorias de base, é um cérebro de velocidade e de boa chegada. Thiago Neves tem tudo para repetir os passos de Ricardinho e virar um jogador de primeira linha.
O Atlético Paranaense havia perdido seu cérebro Jadson. Permaneceu como equipe acéfala por um tempo, mas parece que foi encontrado o substituto para o cérebro anterior: Rodrigo, armador canhoto, que volta de longa contusão e foi importante na vitória contra o Cerro, apesar de estar ainda longe da forma ideal.
Os cérebros do São Paulo ficam nos lados. São Júnior e Cicinho, laterais que criam as jogadas do tricolor. Note que alguns times têm dois cérebros.
Fluminense e Palmeiras têm cérebros homônimos: Juninho. São tormentos para os adversários de igual maneira.
O Santos também tem dois cérebros. Ricardinho, criado nas categorias de base do Paraná Clube (onde se profissionalizou), passou pelo Bordeaux, desembarcou no Corinthians, teve uma nova passagem curta pela Europa, passou pelo São Paulo e desde 2004 está no Santos, é um armador clássico, de precisa perna esquerda. Robinho, o outro cérebro, cria as jogadas utilizando a estratégia de instaurar o caos nas defesas adversárias, criando espaços.
Tá, esse é um pequeno compêndio dos cérebros do Brasileirão. São apenas alguns dos cérebros que desfilam em nossos campos. Você poderá sugerir mais jogadores com este título nos comentários. Sinta-se à vontade e use seu cérebro.
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LEONARDO BONASSOLI @21:27 >
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Segunda-feira, Maio 16, 2005
Ela é Carioca
A surpresa vem do Rio, ou melhor, as surpresas. Passadas quatro rodadaas do Brasileirão, vemos dois times do Rio, que não constavam como favoritos despontando na frente da classificação. Ainda é cedo demais para apontar definitivamente se essas equipes continuarão na frente (vide o Criciúma do ano passado), mas a menção é válida. A impressão que tenho é que os cariocas aprenderam a jogar com pontos corridos.
Esses dias, Edmundo (jogador do Nova Iguaçu - os Galáticos do Sub-40) disse que no Rio, só voltaria a jogar no Fluminense, por causa da estrutura e do trabalho sério realizado lá. A estrutura, realmente, não é das mais exuberantes, mas perto das outras equipes do Rio, o Fluminense vai bem neste quesito. Dentro de campo, a equipe desfez-se dos medalhões do ano passado e investiu numa mescla de pratas da casa (Juan, Arouca e outros), com jogadores com certa rodagem (Tuta é um destes casos) e jogadores promissores que não tinham espaço em outros clubes (aí entra o Gabriel). Está dando certo e essa é uma receita parecida com o São Caetano dos bons e não tão distantes tempos.
O Botafogo sofreu muito nos últimos anos. Bebeto de Freitas, antes conhecido por ser um treinador vencedor no voleibol, pegou o clube na segunda divisão e em frangalhos. A recuperação foi difícil, pois com o retorno à primeira o fantasma do rebaixamento não parou de rondar. Campanhas fracas se sucediam, mas parece que agora o bom (e hercúleo) trabalho de Bebeto começa a dar os primeiros frutos. O Botafogo ainda está doente como clube, mas podemos dizer que saiu da UTI. Em campo, o Botafogo mescla jogadores com experiência (César Prates, Alex Alves, Caio) com ilustres desconhecidos, montando um elenco com "responsabilidade fiscal" há muito não vista pelos campos fluminenses. Um título daria alta para o Fogão.
Embora não seja líder, o Flamengo ajudou seus conterrâneos ao bater o Santos. Olho nesse time, que poderá engrenar, contando com o bom Obina no ataque e com uma mescla de jogadores pratas da casa (Diego e Fellype Gabriel entre eles), pratas da casa pródigas e rodadas (Fabiano Viegas e Júnior Baiano) e jovens promissores (o já citado Obina e Geninho entre eles).
O Vasco é o único que destoa de seus conterrâneos. Ainda investe em medalhões e parece estar contratando sem critério. Para piorar, não consegue repetir a mesma equipe de maneira seguida. O Vasco, que continua mal-administrado, é o carioca que corre real perigo neste momento.
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LEONARDO BONASSOLI @15:43 >
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Domingo, Maio 15, 2005
Limpa Adianta?
Como todos já cansaram de saber, o Atlético Paranaense foi goleado em casa pelo Independiente Medellin, mas se classificou para as oitavas de final da Libertadores por meio de uma miraculosa combinação de resultados, que foi a vitória do lanterna Libertad sobre o favorito América de Cali, em plena Colômbia por 1 a 0, gol de De Vaca.
Após isso, todos estão cansados de saber, que houve uma "carnificina" no clube, saindo técnico, auxiliar, preparador físico, doze jogadores, além de férias para o outro preparador, que seria o provável interino. Quem acabou ficando com a interinidade foi o experiente Borba Filho, que já treinara o clube e que ganhou alguns títulos estaduais em vários clubes nas décadas de 70 e 80. Borba estava trabalhando como consultor especial para a Libertadores, observando adversários do Atlético.
A pergunta que fica é: dispensar por atacado funciona? Funciona em termos. Foram dispensados jogadores que não estavam sendo aproveitados. Para quem não sabe, o elenco atleticano está inflacionado com um número de jogadores próximo da meia centena, talvez isso ajude o trabalho do próximo treinador, que ficará menos confuso com tantas opções, ainda mais de qualidade duvidosa. Tudo isso ocorreu por conta da própria diretoria, que contratou por atacado, sem levar muito em conta a qualidade dos jogadores, sendo que, em muitas posições, facilmente podem ser encontrados melhores exemplares nas categorias de base.
O elenco da Libertadores não pode (e nem pôde) ser muito mexido, até porque só é permitido um máximo de três alterações na inscrição para a próxima fase.
Candidatos para as vagas dentro do elenco atual: Etto é titular do time, mas foi contratado tarde demais para a Libertadores; Leandro - o Húngaro - é opção de lateral-esquerda e meia; Rodrigo Beckham já poderá ter condições de jogo para as oitavas de final; Dagoberto também poderá ter condições. Fora isso, a diretoria já saiu promentendo contratações de impacto para resolver o impasse do time, especialmente no meio de campo, nas laterais (ressaltando a direita) e no ataque.
Sobre um novo treinador, os nomes favoritos da torcida são Geninho e Péricles Chamusca. Mas a torcida querer e a diretoria contratar são coisas muito diferentes no Atlético (vide os treinadores deste ano).
Depois deste turbilhão fica a dúvida: será que agora vai?
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LEONARDO BONASSOLI @00:06 >
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Sábado, Maio 07, 2005
A/C de José Kalil
Caro José Kalil, eu costumo ver o início do programa em que você participa na Rede TV! até porque sou telespectador assíduo do programa que passa antes do seu. Acho que você é exageradamente crítico de arbitragens, pois muitas vezes não há muita razão da reclamação e acredito que fazem até muito sensacionalismo em cima de lances banais.
No início do último programa acredito que dois equívocos foram cometidos. O primeiro foi reclamar (mais uma vez) da arbitragem do jogo Coritiba e Santos, no lance da expulsão de Ricardo Bóvio. O lance foi um tanto polêmico, pois a crônica paulista resolveu cair de pau em cima do árbitro da partida. O árbitro acertou pelos seguintes motivos:
1- Havia avisado a Bóvio, em lances anteriores, que se ficasse repetindo as faltas, teria punição.
2- Bóvio foi imprudente e da maneira que pegou o jogador do Coritiba poderia até ter causado uma fratura séria no companheiro de profissão, caso o coxa-branca estivesse com a perna mais firme no chão.
Além disso, acredito que o árbitro foi feliz nas expulsões de Miranda e Ricardinho (do Coritiba), no segundo tempo, principalmente do segundo, que fez uma entrada criminosa que lembrou o velho Jorjão.
Fora isso, o comentarista fez uma insinuação sem provas (de que haveria um esquema contra o Santos) e se apoiou num factóide do passado, que nunca existiu, mas ajudou o Santos psicologicamente no último Brasileirão.
Em primeiro lugar, se há um esquema de arbitragem contra o Santos, que prove, antes de sair falando abobrinhas na TV em rede nacional. Em segundo lugar, o que tem a ver os 18 pênaltis a favor do Atlético Paranaense em 2004, se eles realmente ocorreram em sua maioria absoluta? Os gols legais anulados do Santos, como eu já dizia, foram culpa da inépcia dos bandeirinhas brasileiros (na verdade, a inépcia é global), ludibriados pela fantástica velocidade do ataque santista, que jogava na base de lançamentos. Os pênaltis do Atlético surgiram do fato de que a equipe tinha jogadores que trabalhavam dentro da área e que estavam sujeitos ao contato físico. O único pênalti que realmente não foi, Washington chutou para fora. Sugeri até, ironicamente, que houvesse cotas de pênaltis, para ninguém chiar.
Ano passado foi um inferno agüentar santistas publicando listas de lances em que foram prejudicados. Se fosse com um time de fora do eixo Rio-São Paulo, teria passado em branco. Perguntem para qualquer torcedor atleticano, sobre os lances em que o Atlético foi prejudicado no ano passado (que não foram poucos, em expulsões errôneas, pênaltis não marcados e pênaltis inexistentes marcados contra, além de gols impedidos de adversários). Dará um resultado parecido com o do Santos, pois os erros não foram poucos. Pergunte para um torcedor de cada clube (pergunta também para o paranista que viu seu zagueiro puxado por Lugano no lance do gol). O resultado será o mesmo, prova de que a arbitragem brasileira - uma das melhores do mundo - ainda tem problemas de ordem técnica dos árbitros.
Aliás... O que eu estou falando desse assunto? Acho que essa choradeira não tem que voltar. Logo, logo, nós aqui lançaremos o "Kit Chupeta", que fará conjunto com o "Kit Corneta". Ah, sim... José Kalil, tome cuidado com o que fala (você e toda a crônica esportiva), pois liberdade (de expressão) significa também responsabilidade e estragar a imagem de alguém é mais fácil que consertar.
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LEONARDO BONASSOLI @21:44 >
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