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O Futebol e Fritas é uma criação de estudantes de Comunicação Social da UFPR, mesclando diversão com crônicas sobre futebol.

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bolão futfritas - geral


segundo turno


regulamento
Acerto no placar, exato: 5 pontos
Acerto na diferença de gols: 3 pontos
Acerto no time vencedor: 2 pontos
Em casos de empates, todo empate não exato valerá 2 pontos.

Critérios de desempate: 1. Acertos de 5 pontos; 2. Acertos de 3 pontos; 3. Acertos de 2 pontos; 4. Desempenho na rodada imediatamente anterior, e em caso de igualdade, na rodada anterior a esta.
Segunda-feira, Junho 27, 2005

Sobre a Ponte Preta

Não se trata de um texto sobre o famoso ponto histórico de Curitiba: a Ponte Preta sobre a Rua João Negrão (a localização não é nenhum trocadilho), espólio da ligação até a antiga estação ferroviária. O monumento em questão é outro: a Associação Atlética Ponte Preta.

O mais-que-centenário clube está surpreendendo neste Brasileirão. O motivo da surpresa é a comparação com que a Macaca fez (ou deixou de fazer) no Paulistão e o que se esperava dela com o que ela está fazendo até o momento. Claro que é perfeitamente possível que aconteça o que aconteceu no ano passado em que a equipe fez um primeiro turno bestial e um segundo turno de besta. Aquela equipe do ano passado, se defendia como podia, mas se tomasse o primeiro gol, partia para cima e acabava tomando goleadas incríveis, principalmente após a perda de alguns jogadores.

Mas a comparação com o time de 2004 só é válida em alguns momentos, pois esse time de hoje parece ser um pouco mais completo. A Ponte continua tendo um time que se defende primeiro, fazendo um ferrolho e partindo na base do contra-ataque com Harrison armando e Kahê concluindo. O treinador Vadão armou a equipe muito bem, fazendo uma defesa sólida, com um contra-ataque mortal.

Para quem é mais chegado em táticas, a Macaca costuma variar entre um 5-4-1/4-5-1 e um 3-5-2/4-4-2, em que o segundo atacante se faz presente apenas quando necessário. Isso funciona muito bem especialmente fora de casa (Atlético Paranaense e Juventude que o digam) e levou a Ponte à liderança no momento, passando o Fluminense na base dos critérios de desempate (úteis para quem quase não toma gol).
comentários por LEONARDO BONASSOLI @13:55 > Opiniões:


Segunda-feira, Junho 20, 2005

Dúvida Alternativa

O que é mais alternativo? Robgol artilheiro do Brasileirão ou a presença de equipes como o Botafogo (dentro do atual estágio), Juventude e Ponte Preta nas primeiras posições do campeonato?
comentários por LEONARDO BONASSOLI @17:20 > Opiniões:



Agora que só o Bona tá postando...

Olha só, nós estamos famosos!
comentários por BRUNO ROLIM @06:48 > Opiniões:


Domingo, Junho 19, 2005

Repercussão



Só resta esperar pela reinauguração do Maracanã...
comentários por LEONARDO BONASSOLI @10:24 > Opiniões:


Sexta-feira, Junho 17, 2005

E para as meninas? Nada?

Em 2004, a Seleção Brasileira de Futebol Feminino ganhou a medalha de prata nas olimpíadas. Teria sido ouro, se não fosse um erro escabroso da arbitragem, que não marcou um pênalti mais claro que o Hermeto Pascoal vestido de branco.

Era uma Seleção formada por algumas jogadoras que jogavam fora do país e uma maioria que estava no país, muitas sem time e outras em equipes amadoras. Após a conquista, surgiram promessas de se organizar uma Liga Profissional no país e de se dar mais oportunidades para que talentos surjam num esporte em que nossos homens são os melhores do mundo e nossas meninas não ficam atrás, embora elas não tenham a menor estrutura.

O tempo passou e eu não vi nada de concreto para incentivar o futebol feminino no Brasil. A maioria das pessoas aqui já deve ter visto garotas que dão olé em muito marmanjo e sabe do preconceito que as meninas que jogam futebol sofrem. Nossas autoridades e a CBF reproduzem esse preconceito ao não dar o espaço merecido às meninas.

Esses dias, vi pela TV (no caso, a Paraná Educativa) o jogo decisivo pelo Sul-Brasileiro. A partida foi num campo do Campeonato Amador de Curitiba. Enfrentavam-se o Juventude, que está fazendo um bom trabalho profissional, e o Vila Hauer, equipe amadora que conta com a Daiane da Seleção Brasileira. O Juventude venceu nos detalhes, entre eles o preparo físico devido ao fato de treinar em regime profissional. O time curitibano, por sua vez, treinava uma vez por semana, e sentiu isso no fim da maratona de jogos do torneio que envolveu o Figueirense (equipe também profissional) e a Seleção de Colombo (amadora). Note que alguns clubes estão fazendo um trabalho profissional e seria muito importante que as outras equipes de ponta do futebol brasileiro também fizessem esse trabalho. Não sei quais outros clubes já têm equipes femininas, mas aponto alguns que acredito que teriam condições de ir para essa empreitada e aproveitar que o material humano do Futebol Feminino Brasileiro também é rico, só que um pouco mais escondido: Grêmio (parece que já tem), Internacional, Criciúma, Avaí, Joinville, Atlético Paranaense, Coritiba, Paraná Clube, Malutrom, Iraty, Santos (esse eu tenho quase certeza que tem), São Paulo (se não tem mais, teve uma grande equipe), Palmeiras (idem São Paulo), Corinthians (tem um grande apelo popular para formar a equipe), Portuguesa, Guarani, Ponte Preta, Paulista, Santo André, São Caetano, Fluminense, Botafogo, Vasco, Flamengo (idem Corinthians), Volta Redonda, Americano, Cruzeiro, Atlético Mineiro, América Mineiro, CENE-MS, Goiás, Vila Nova, Gama, Brasiliense, Vitória, Bahia, Treze, Sport Recife, Santa Cruz, Náutico, Ceará, Fortaleza, Sampaio Correia, Remo, Paysandu, Tuna Luso e São Raimundo. Se pelo menos 8 desses 49 (incluindo o Juventude e Figueirense) toparem de fazer um Campeonato Brasileiro, poderia ser um grande sucesso, podendo fazer vários jogos como preliminares dos jogos do Brasileirão de várias divisões com direito a televisionamento. Isso iria, a médio prazo, fortalecer mais ainda a seleção e dar oportunidade a mais atletas conseguirem viver só do esporte.

Uma expressão resume o que ocorre com o Futebol Feminino do Brasil: Falta de vontade política da CBF e dos clubes. A solução é mais fácil do que parece.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @14:47 > Opiniões:


Sábado, Junho 11, 2005

Escalações Ambíguas

No futebol, confundir o adversário é algo importante. Jogadores polivalentes numa escalação ajudam muito. O normal é termos isso entre zagueiros e volantes e entre meias e atacantes. Ultimamente, temos visto mais disso. Duas partidas dos últimos dias, mostraram duas escalações completamente ambíguas.

Primeiro foi o Atlético Paranaense contra o Santos. Qualquer um que acompanhasse o histórico recente do Atlético diria que o time teria a zaga com Danilo-Durval-Marcão e Leandro na ala esquerda, usando o 3-5-2. Mas como Marcão é lateral de origem e Leandro é meia de origem, algo diferente pôde ser feito: zaga com Danilo-Duval, lateral com Marcão e Leandro no meio. E mais: variações poderiam ser tranqüilamente executadas sem alterar os jogadores.

Depois veio a Argentina. Zaga com Coloccini-Ayala-Heinze, meio campo com Kily González-Mascherano-Sorín-Riquelme-Lucho González. Pekerman pôs meias-atacantes de ala, mas podia fazer boas variações pela esquerda com Sorín e com Heinze, que também são laterais. Alterações táticas sem alterar jogadores.

Isso tudo é um reflexo do futebol atual em que os jogadores são obrigados a saber jogar em mais de uma função, numa radicalização do futebol total que teve seu ponto de referência na Seleção Inglesa de 1966. Um jogador que encarna bem esse espírito é Júlio Baptista, um atacante de origem, que virou volante nos júniores e hoje atua em qualquer posição de volante a centroavante, pelo meio. Essa "desespecialização" começará a se tornar regra e a cada dia, as escalações das equipes serão mais ambíguas e os times variarão mais em campo, sem a necessidade de se queimar substituições.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @22:07 > Opiniões:


Sexta-feira, Junho 03, 2005

Numeração Fixa no Brasil

Essa é uma coisa que muitas pessoas que acompanham futebol percebem: o número da camisa dos jogadores. Até pouco tempo atrás, a CBF só permitia que os clubes utilizassem numeração fixa (como se usa na Europa, por exemplo) em competições específicas, como a Libertadores. Mas tudo começou a mudar quando uma nova portaria da Confederação passou a permitir numeração fixa nas equipes brasileiras desde que informassem e recebessem autorização da entidade.

Um primeiro momento foi a decisão do Vasco de tornar exclusiva de Romário a camisa 11. Quando joga sem o baixinho, o clube carioca utiliza um camisa 19. Este ano, tivemos clubes começando a aderir de maneira completa à numeração fixa.

O pioneiro foi o São Paulo, numeração perceptível já no Paulistão ao vermos Diego Tardelli com a 19, Luizão com a 11 e Edicarlos com a 23, por exemplo. No Brasileirão, foi a vez do Corinthians responder, com a 10 de Tévez, a 19 de Carlos Alberto e a 6 de Sebás, por exemplo. Aí veio o Atlético Mineiro com a 13 de Danrlei (que até que é um número normal para goleiro) e o Cruzeiro com a 34 de Kerlon.

A tendência desses clubes que saíram na frente é buscar a venda de camisas com nome dos craques e isso vai ser ótimo pelo fato de existir torcedores colecionadores, que compram mais de uma camisa de um mesmo modelo, mas com nome diferente de jogador. De certa maneira - apesar da atual grande volatilidade do mercado da bola - ajudará a criar ídolos que terão camisa aposentada (como Romário e a 11 do Vasco), vendendo camisas até depois de os jogadores encerrarem a carreira.

Curiosidade: eu vi a lista do Cruzeiro (foi a única que eu vi de maneira completa) e no clube mineiro ninguém usa a 24.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @17:34 > Opiniões: