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O Futebol e Fritas é uma criação de estudantes de Comunicação Social da UFPR, mesclando diversão com crônicas sobre futebol.

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segundo turno


regulamento
Acerto no placar, exato: 5 pontos
Acerto na diferença de gols: 3 pontos
Acerto no time vencedor: 2 pontos
Em casos de empates, todo empate não exato valerá 2 pontos.

Critérios de desempate: 1. Acertos de 5 pontos; 2. Acertos de 3 pontos; 3. Acertos de 2 pontos; 4. Desempenho na rodada imediatamente anterior, e em caso de igualdade, na rodada anterior a esta.
Sábado, Julho 30, 2005

Eu vi o Real Brasil treinar!

"Meninos, eu vi" diria um velho personagem da teledramaturgia. Eu vi o Real Brasil treinar ao lado do Pinheirão. É algo surreal, perdoem-me o trocadilho. O "novo" time de Aurélio Almeida disputa a Série Prata do Paranaense e passou a mandar os jogos em Quatro Barras, porém, ainda treina do lado do Pinheirão, na estrutura dos campos anexos, e mora no estádio.

Ao que me parece, a concentração do time é um local um tanto insalubre, se for julgar pela maioria das instalações do Pinheirão. Não cheguei a adentrar o recinto (e sequer levantei tal hipótese de entrar), mas pode-se ver várias roupas no varal da equipe na entrada da "casa". O campo do Estádio Ricardo Teixeira fica ao sul e não estava sendo utilizado para os treinos. Não sei se é costume ou se era por causa de uma tremenda poça d'água em uma das áreas devido às caudalosas chuvas ocorridas nos dias anteriores à minha visita (visitei a área na terça-feira, dia 26 de julho).

Peguei o final do treino, é verdade, e estavam utilizando metade do campo ao leste, que já é um tanto diminuto e treinando jogo pelos flancos. Um time estava de agasalho branco, outro estava usando camisas pretas com números em amarelo, similares às utilizadas pelo Império do Futebol em algumas partidas. Neste treinamento, o que chamava atenção era o bom aproveitamento em cruzamentos do jogador canhoto do time de preto, que tinha o número 5 às costas. Realmente pega muito bem na bola, mas não pude verificar se ele tinha algo mais a apresentar, pois não fora exigido em jogadas de combate, drible, velocidade e marcação.

Separados, estavam alguns jogadores no outro gol, inclusive um goleiro e no campo de dimensões menores estavam um garoto com a camisa de treino e um goleiro com o número 12 e uniforme do Grêmio Maringá. Um garoto de doze anos, que estava com o pai, resolveu dar uns chutes ali com o goleiro e com o garoto da camisa de treino, enquanto eu e o pai do garoto conversávamos sobre táticas, posições e treinamentos.

O treino do Real acabou e ao fim uma cena curiosa: um jogador saiu do campo, chegou no varal, pegou uma cueca laranja e colocou-a em sua cabeça, mostrando que nem só dólares são recheios não-usuais para as cuecas. Esse é o Real Brasil: sem dólares, mas com cabeças tentando mostrar serviço apesar da insalubridade do campo e da casa.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @22:14 > Opiniões:


Sábado, Julho 23, 2005

Pertinente (?)

Dúvida cruel. Se por um acaso coincidisse de nevar em um jogo do Campeonato Brasileiro, estaríamos preparados? Imagine um jogo em Caxias do Sul, Porto Alegre (é difícil nevar com certo volume, sendo que a neve de 2000, além de acontecimento raro, foi ínfima) ou Curitiba (já vão 30 anos sem neve). Grama branca de neve. Teríamos bolas laranja para a partida? E como pintaríamos as linhas de campo para ficarem visíveis.

O mais curioso seria o comportamento das equipes envolvidas na partida. Provavelmente teríamos vantagem das equipes com jogadores que já tiveram essa experiência de jogar na neve. Se um dos contemplados (como visitante, claro) for o Atlético Mineiro, ele conseguiria manter o título de Campeão do Gelo?

Pode parecer estranho, mas temos jogos em zonas que tem possibilidade de neve e que já foram palco de tal fenômeno meteorológico, sendo que o maior potencial é disparado o de Caxias do Sul, que fica na Serra Gaúcha. Os times destas regiões tem que estar preparados para isso, para que não façam feio no dia em que houver a curiosa coincidência.

Adaptação ao frio

Outro caso de adaptação ao frio é no caso da geada. Antigamente, as equipes não protegiam seus gramados contra ela e por causa disso, tínhamos partidas em gramados danificados e até amarelados nesta época do ano.

Com o passar dos anos, passou-se a ter maior cuidado com os gramados aqui no Brasil e a maioria das equipes grandes das regiões propensas às geadas de inverno protegem seus campos com coberturas assim que ocorra a possibilidade do fenômeno, minimizando os danos ao espetáculo.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @22:20 > Opiniões:


Sábado, Julho 16, 2005

Análise Tática de Pebolim

Uns chamam de Pebolim, outros de Toto (aquele que jogou no Cruzeiro?), mas é uma modalidade de futebol que intriga. O quadrinista Ely Barbosa, na Turma do Gordo, certa vez, pôs um personagem a reclamar da colocação tática da equipe de uma maneira que tento relembrar: "Assim não dá! Os pontas jogam fixos e abertos demais, e os laterais não apóiam!" É esse o espírito do pebolim.

Num esforço investigativo (passo a mão no cabelo fazendo uma piada interna...), saí por vários lugares olhando como jogam várias equipes de pebolim em Curitiba e Região Metropolitana, além do extremíssimo norte do Litoral Catarinense (apesar do colunista não sair do município de Curitiba desde o dia 12 de dezembro de 2004). A maioria das mesas está disposta num sistema 2-5-3, um clássico dos tempos do Vicente Feola. Alguns pebolins alternam para o 3-5-2, lógicamente sem líbero, já que a zaga joga em linha tal qual os times europeus. Porém, a linha é uma questão técnica do aparato e não um dispositivo para tentar forçar o impedimento adversário, que na Europa torna-se munição para times que jogam em profundidade com atacantes velozes.

O meio-de-campo é bastante congestionado, com geralmente cinco "atletas" de cada lado (com exceção de alguns poucos pebolins que atuam no 3-4-3). Note que aí joga-se também de maneira similar aos europeus, com o meio-de-campo obviamente em linha. Normalmente, o ataque é mais povoado que a defesa, mas o 3-4-3 dos poucos parece ser a solução mais equilibrada para enfrentamentos entre defesa e ataque, já que os meios sempre baterão em igualdade.

Sobre as formações táticas: o 2-5-3 provavelmente pode ser considerado um 4-3-3 com laterais soltos e se juntando ao meio de campo ou ainda uma bela homenagem aos times dos anos 50. Agora resta a dúvida: quem veio primeiro? As linhas do pebolim ou as linhas do futebol europeu?
comentários por LEONARDO BONASSOLI @21:28 > Opiniões:


Quarta-feira, Julho 13, 2005

O Mundo Vai Acabar?

Essa é a pergunta que todos fazem quando uma grande convicção é quebrada. E um desses paradigmas virou pó: a infabilidade de Renaldo nas cobranças de pênaltis. Eis que o veterano atacante estava invicto (como o exército brasileiro e não como a Rainha Isabel da Inglaterra dos tempos de Shakespeare). Porém o competente goleiro Édson Bastos (um paranaense defendendo as cores catarinenses do Figueirense) estava no caminho ao pegar não uma, mas duas cobranças do avante baiano, que representa o Paraná Clube.

Renaldo nunca havia errado um pênalti. Costumava ser o batedor por vários clubes por onde passou. Sua lista de clubes é razoavelmente extensa. Passa pelo atual Paraná Clube, pelos pequenos Taguatinga e Las Palmas, e pelos grandes Atlético Paranaense, Atlético Mineiro e La Coruña, com direito a uma breve passagem pela Seleção Brasileira, inclusive substituindo Oséas no segundo tempo daquele lendário jogo da Seleção Brasileira contra Camarões no Estádio Pinheirão em 1996.

Fora as questões de nove metros e quinze centímetros, Renaldo é um atacante de excelente posicionamento e bastante faro de gol. Bastante completo, possui grande arsenal de lances ao seu favor. Sua fraqueza maior é o posicionamento em jogadas de impedimento, mas isso é ofuscado pelo seu maior talento: estufar a rede.

Sobre as cobranças, vale ressaltar que Renaldo acabou telegrafando o canto para o goleiro Édson Bastos, que, com competência, soube pular no canto certo e efetuar as defesas.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @13:44 > Opiniões:


Sábado, Julho 02, 2005

Em que rio?

Guaíba ou Água Verde? Eis a questão.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @20:59 > Opiniões:


Sexta-feira, Julho 01, 2005

Duas Certezas

A Libertadores da América já possui duas certezas: teremos um campeão brasileiro em 2005 e teremos 6 brasileiros em 2006. Na verdade, a segunda certeza é conseqüencia direta da primeira. Conte comigo:
- 1 vaga da Copa do Brasil (já é do Paulista)
- 3 primeiros colocados do Brasileirão
- 4º colocado na fase preliminar
- Campeão da Libertadores (Atlético Paranaense ou São Paulo)

Sobre a primeira certeza: há justiça. Primeiro pela eficiência do São Paulo no decorrer da cometição. Segundo, pelo instinto copeiro do Atlético e pelo crescimento da equipe na reta final. Não arrisco favoritos, são duas maneiras diferentes de se jogar futebol, mas prefiro falar primeiro das semelhanças.

São duas equipes entre as mais bem administradas do país. Possuem ótimos estádios (o Morumbi é da era dos gigantes e a Kyocera Arena é da nova geração das Arenas Multieventos). Os dois têm CTs (o da Barra Funda é um dos pioneiros, quando o São Paulo era um dos poucos clubes a ter CT; o do Caju é um dos mais completos, se não o mais completo da América Latina).

Em campo, mais semelhanças. Dois treinadores que já venceram a Libertadores: Paulo Altuori venceu com o Cruzeiro e Antônio Lopes pelo Vasco. No gol, dois grandes goleiros em grande fase: Rogério Ceni e Diego. Vamos às diferenças.

O São Paulo é uma equipe mais técnica e veloz, com dois alas bom no apoio (o experiente Júnior e o ascendente Cicinho) e dois atacantes com passagens brilhantes pela seleção (Luizão e Amoroso).

O Atlético é um time de esforço e marcação forte. É um time raçudo e copeiro. Dentro desse espírito se enquadrão o lateral/zagueiro Marcão, o volante Cocito e o surpreendente atacante Lima.

Não arrisco palpites. Você arrisca?
comentários por LEONARDO BONASSOLI @14:17 > Opiniões: