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O Futebol e Fritas é uma criação de estudantes de Comunicação Social da UFPR, mesclando diversão com crônicas sobre futebol.

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segundo turno


regulamento
Acerto no placar, exato: 5 pontos
Acerto na diferença de gols: 3 pontos
Acerto no time vencedor: 2 pontos
Em casos de empates, todo empate não exato valerá 2 pontos.

Critérios de desempate: 1. Acertos de 5 pontos; 2. Acertos de 3 pontos; 3. Acertos de 2 pontos; 4. Desempenho na rodada imediatamente anterior, e em caso de igualdade, na rodada anterior a esta.
Sábado, Outubro 29, 2005

Pó de Guaraná

* Lembram do Giuseppe Signori? É... aquele que fez nome e muitos gols pela Lázio. Sabe onde ele está? No Soprón da Hungria. O detalhe sobre esta equipe é que ela acabou de ascender à Primeira Divisão, porém, na temporada passada, surpreendeu o todo-poderoso Ferencváros na final da Copa da Hungria, garantindo uma vaga na Copa da UEFA.

* Se o Corinthians não vencer o título brasileiro, será um dos grandes micos de sua história. Não só pela vantagem que possui no momento, mas pelo elenco que tem, pelos investimentos que estão buracos acima dos outros clubes e por ser o único que depende só dele para ser campeão.

* Não sei se ainda está na primeira página, mas vale a pena conferir um texto muito interessante, como o restante do site, no Balípodo sobre o Relatório Taylor e como ele diminuiu a violência nos estádios ingleses. É facinho entrar no Balípodo, é só achar aquele link ali embaixo (não saber de cor o endereço é duro, foi mal Ubiratan...). Minha opinião sobre o Balípodo é que é várias horas de aprendizado sobre futebol numa seqüência de links e seções. Vale a pena.

* Parreira disse que a Seleção está praticamente fechada para a Copa. Ainda bem, pois seria um grande problema se não estivesse. São poucas vagas em disputa e novidades só aparecerão se alguém se machucar às vésperas da Copa, o que costuma acontecer. Casos de Mozer e Ricardo Gomes em 1994, Romário em 1998 e Emerson em 2002.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @21:58 > Opiniões:


Domingo, Outubro 23, 2005

Quem segura o Corinthians?

Seis pontos de vantagem. Certo que faltam 9 jogos para a maioria das equipes, mas dentro do perde e ganha do Brasileirão, é uma vantagem que não deve ser desconsiderada. Alguém supera o Corinthians? Ainda mais no crescente que a equipe atravessa? O que gabarita o Corinthians a ser o favorito ao título? É o que explicarei nesse texto.

Ano passado, antes da ascenção e aparição da MSI, o jovem time do Corinthians estava se encorpando e eu já afirmava que era uma equipe bem arrumada (especialmente no fim do campeonato) e que na temporada seguinte (essa em que estamos) ou nos próximos anos seria uma grande equipe, pois os garotos iriam amadurecer e mais garotos chegariam, tendo em vista os bons resultados corintianos nas categorias de base. Talvez, alguns reforços de mais gabarito ajudariam a dar o equilíbrio necessário para a equipe.

Sem querer discutir o processo e a celeuma fora de campo e nem a origem do dinheiro da MSI, muito menos os métodos às vezes um tanto heterodoxos da empresa do Kia, os reforços foram em sua grande parte bons. Tévez é a fagulha atacante que faltava. Gustavo Nery é um jogador utilíssimo pela sua polivalência. Róger e Carlos Alberto (embora este último tenha paraticamente a mesma idade dos garotos) enriquecem o meio-de-campo alvinegro. E o que acabou de chegar, Nilmar, embora não seja um centroavante clássico, chegou com muitos gols.

Porém, acho que o melhor do Corinthians são os 'carregadores de piano' (ponho aspas, pois temos jogadores de ataque nesta condição) e as peças de reposição (a coisa mais importante num campeonato longo). São alguns jogadores que não são tão badalados quanto os 'galáticos', mas dão conta do recado. Entram nessa categoria Marcelo Mattos, Eduardo Ratinho, Rosinei (acredito que Eduardo e Rosinei poderão ser jogadores de Seleção daqui a alguns anos), Élton, Dyego Coelho e Dinélson.

Se alguém conseguir mostrar mais, e estiver num momento iluminado, poderá bater o Corinthians, mas parece que a equipe do Parque São Jorge reagiu na hora certa e qualquer resultado, fora o título mosqueteiro, será surpresa.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @18:13 > Opiniões:


Segunda-feira, Outubro 17, 2005

Beach Soccer é alternativo

O que é mais alternativo não foi a localização da Arena, cerca de 85 quilômetros do mar (isso que é numa das saídas da cidade). O mais alternativo não é o tamanho da arena, nem a presença da Seleção Brasileira, tampouco o tamanho da cancha e o solo compactado por causa da chuva e do número de partidas. O mais alternativo não é ter 30 graus num dia e 15 no seguinte, pois isso é normalíssimo em Curitiba. alternativas são as situações de uma noite normal no Beach Soccer em Curitiba. Começa por aí: Beach Soccer à noite é bem curioso.

Mulheres de Areia

6 horas da tarde/noite era a hora de uma partida feminina naquela noite de quinta-feira. Era, pois a equipe do Tocantins não compareceu para enfrentar o Gralha Azul. WOs são alternativos e começar presenciando um é sinal de uma noite de muita alternatividade.
Xu-Wah - O Umedecido voltou (havia chovido uma pancada de verão no começo da tarde) a dar o ar de sua graça, fazendo o público fugir. O calor continuava e o evento pluvioso foi rápido. O público começou a voltar. Esperando dar o tempo para definir o WO, o locutor mostrou que como cantor era um ótimo locutor e o DJ estava deveras "Love Songs" na seleção do repertório. A torcida já estava irritada com isso. A partida seguinte era entre Princesinhas - um grupo de amigas de Curitiba e Renascer.

Um grupo de torcedores chegou com uma bateria e com eles um monte de gente. Figuras como Roque Neto - o filho de Roque Júnior - e a dupla Faísca e Fumaça (auto-intitulados), sendo que um deles não parava quieto, mexendo com as jogadoras e dançando nas arquibancadas de maneira frenética. No time das Princesinhas, o destaque futebolístico era a camisa 10 Curca (será que é assim que escreve), uma baixinha encorpada ambidestra. Porém, para a torcida masculina, os destaques eram a goleira número 1 Janaína, a avante número 11 e a morena Nicole. As Princesinhas golearam e um da dupla Faísca e Fumaça (acho que era o Fumaça) conseguiu irritar a goleira adversária. Esse time das Princesinhas trouxe para as arquibancadas uma bela torcida, formada por parentes, amigas e integrantes do time que ficaram de fora. Petáculo, diria um colunista social. Após essa partida, houve um certo esvaziamento, na verdade uma troca de espectadores, na arena.

Washington e Maradona dos pobres

Na partida seguinte, pelo adulto masculino, um desfile de sósias... aos pares. Na arquibancada, um novo grupo de torcedores chegou trazendo bandeiras e juntando-se à bateria (o jogo deles seria o último). Curiosamente, eles queriam ficar nos fundos da Rua Engenheiro Ostoja Roguski (nomes poloneses não são alternativos nas ruas de Curitiba - a maior cidade polonesa fora da Polônia ou pelo menos já foi), mas o setor estava interditado até o jogo do Brasil, então eles vieram para o meu setor, o do Velódromo propriamente dito. Em quadra, Champagnat, cujo camisa 10 era um Maradona dos pobres e os camisas 6 e 9 eram Washingtons (o que está no Japão) dos pobres, engfrentando o Gama Filho, cujo camisa 10 também era um Maradona dos pobres, com o fato de ainda por cima ser canhoto como Don Diego.

A partida seguiu equilibrada até a metade do segundo tempo, quando o Champagnat abriu vantagem e garantiu a vitória. Um lance alternativo da partida, foi que um jogador se machucou e o árbitro chamou o médico e o médico não havia atendido. Após o terceiro ou quarto apito, o médico atendeu. No que estava pensando o Doutor Distraído?

Guiomar - O Herói do Dia

A última partida da noite de quinta foi épica pelas situações encontradas. Foi a consagração de um herói quase anônimo. A ruidosa torcida do Padrão, cujos destaques eram Dercy e sua aparência que era o rosto de Kelly e o físico de Lima (com a camisa 4) e Cafu (obviamente com a 2), estava ao meu lado no fundo do Velódromo. A torcida do Cavassim estava em menor número na reta, mais próxima do setor interditado. A partida começou com o Cavassim saindo na frente, mas o Padrão, empurrado pela torcida, virou o jogo e assumiu o placar, abrindo uma vantagem, que fez a equipe acomodar.

O terceiro tempo foi dramático com o crescimento do Cavassim. Chute de fora da área, e o nosso personagem começa a surgir: Guiomar, goleiro do Padrão, dá um passo para a esquerda e a bola pega num morrinho e vai para a direita. A vantagem é de um gol para o Padrão. A defesa se atrapalha e Guiomar acaba fazendo pênalti, faltando menos de um minuto para o final da partida. O pênalti é convertido e o placar fica igual. O Padrão tem falta no ataque, com a chance de garantir a vitória faltando cerca de quinze segundos. O lance é desperdiçado e o Cavassim se segura como pode. A bola é afastada e Guiomar - que poderia ser considerado vilão - vira herói. O goleiro parte e se antecipa ao ataque adversário e chuta de maneira sensacional para fazer o gol da vitória faltando dois segundos para o final. A torcida do meu lado vai ao êxtase: 8 a 7.

O feito de Guiomar espalhou-se pela cidade com velocidade impressionante. No dia seguinte, encontrei Eduardo Amatuzzi, que disse ter ouvido falar do gol de goleiro. A velocidade da propagação da informação é alternativo para uma cidade do tamanho de Curitiba, em que todos parecem se conhecer, mesmo sendo em 1,7 milhão.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @17:48 > Opiniões:


Quarta-feira, Outubro 12, 2005

Na areia

Futebol de praia precisa de praia, certo? Errado. O que considera-se necessário é apenas uma cancha de areia fina, igual aquela do litoral, mesmo a cerca de 920 metros de altitude. É o que está acontecendo no Complexo Esportivo do Velódromo I. Marinho, anexo ao Jardim Botânico, em Curitiba. É a sexta etapa do Circuito Banco Popular do Brasil de Beach Soccer, a primeira etapa a ser realizada fora de uma cidade litorânea na história do circuito.

A montagem da arena foi algo curioso: o local da construção é realmente uma cancha de futebol de areia em que - inclusive - eu já bati uma bolinha no local. No mesmo lugar, eram realizadas as etapas do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia, antes de passarem a ser feitas no Parque Barigüi (hoje, já não sei mais onde fazem em Curitiba, se é que ainda fazem). Na época do vôlei, pelos meados dos anos 90, foram três etapas na cidade, vencidas no masculino cada ano por um dupla diferente (Franco/Roberto Lopes, Denys/Badá e Zé Marco/Emanuel). Mas voltando à construção da arena: as arquibancadas ficaram menores que na época do vôlei, apesar de ter uma área vip (que não tinha naquela época na "reta oposta"). O motivo é simples: o beach soccer demanda mais espaço que duas quadras de vôlei de praia e a cancha do Velódromo é curiosamente um pouco maior que as medidas oficiais da de Júnior Negão e cia.

Por falar em Júnior Negão, ele estará no sábado de manhã em Curitiba acompanhado de toda a Seleção Brasileira para um amistoso contra a Argentina. Isso quer dizer que os astros da seleção pisarão na mesma areia (teoricamente, pois aconteceram diversas trocas de piso desde a época em que atuei no local, há uns dez anos) em que eu desfilava meu mau futebol. Apareçam. O pior que pode acontecer é encontrar um de nós por lá.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @22:54 > Opiniões:


Sábado, Outubro 08, 2005

Foreign All Stars Brasileirão?

O número de estrangeiros no Brasileirão é mais uma vez recorde. O motivo provável para isso é que nossos clubes estão conseguindo atrair mais valores de fora do paíse começando a se equiparar com Oriente Médio, Coréia, Rússia, Japão, Argentina, Ucrânia e até Turquia, como pólo de atração de atletas. Soma-se a isso, o fato de nossos clubes terem se saneado relativamente e a grande reputação do Brasil como o país do futebol.

Já podemos formar uma equipe de jogadores estrangeiros da primeira divisão (embora tenhamos que fazer uma improvisação na lateral-direita e aí damos graças à versatilidade do Gavillán). Essa seleção teria como estrela principal Carlitos Tevez, que é protagonista no Corinthians e teria valores como Rentería (do Inter), Gamarra (do Palmeiras), Mascherano (Coritnhians), Ferreira (Atlético Paranaense) e Petkovic (Fluminense), sendo que este último dividiria os holofotes com Carlitos, pois também foi protagonista por onde passou aqui no Brasil.

Fazendo um pequeno esboço dessa seleção, poderia afirmar que, talvez o técnico seria Dario Pereyra, uruguaio há muitos anos radicado no Brasil, pois ainda não temos muita cultura de técnicos brasileiros, tando que Daniel Passarella não conseguiu vingar por aqui. Vou colocar meu esboço aqui (o 3-5-2 pareceu mais adequado):

GR - Henao (COL - Santos)

LC - Carlos Gamarra (PAR - Palmeiras)
DC - Diego Lugano (URU - São Paulo)
DC - Sebá (ARG - Corinthians)

MDD - Diego Gavillán (PAR - Internacional)
MDC - Javier Mascherano (ARG - Corinthians)
MDE - Maldonado (CHI - Cruzeiro)
MOC - David Ferreira (COL - Atlético Paranaense)
MOC - Dejan Petkovic (SVM - Fluminense)

AC - Carlitos Tevez (ARG - Corinthians)
PLC - Rentería (COL - Internacional)

T: Dario Pereyra (URU - ?)

Não sei qual o paradeiro de Dario Pereyra, mas a escolha dele foi por conta de ser o estrangeiro recente com passagem mais marcante e longa no Brasil (e ao que me consta, até possui a nacionalidade brasileira). Sendo assim, monte sua seleção de estrangeiros no Brasileirão. Se tiver dificuldades em montar com jogadores da Primeira Divisão, pode usar da Segunda, da Terceira e de times que não jogam Brasileirão.

Em tempo

Bem que a Revista Placar poderia ter um prêmio especial Bola de Ouro de Melhor Jogador Estrangeiro do Brasileirão. Eles merecem.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @20:28 > Opiniões:


Sábado, Outubro 01, 2005

Soldado e alguns nomes curiosos

Eis que o comandante chama um soldado para a linha de batalha da Champions League e entra... Soldado? Real Madrid e Olimpiacos pode não ter sido uma guerra, mas tudo se resolveu com uma cabeçada certeira de Soldado, não um dos galáticos, apenas mais um na linha da trincheira dos reservas.

Essa situação lembrou outras, que inclusive foram discutidas na comunidade "Futebol Alternativo" do orkut. O que dizer de Márcio Defendi? Com um nome desses só poderia ser goleiro e desfilou muito tempo pela meta da Portuguesa, entre outros clubes. E Alexandre Finazzi? O sobrenome do avante, que atualmente está no Atlético Paranaense lembra fim, lembra final e Finazzi é um finalizador por excelência, inclusive não sendo tão útil fora da área, mas um perigo para as defesas dentro dela.

Antônio Carlos: o nome não diz muito, mas se você saber que o zagueiro do Juventude tem como sobrenome Zago, ficará maravilhado pela coincidência no nome e na posição do atleta que defendeu quase todos os grandes de São Paulo e times como a Roma e o Albacete.

Fora dessas coincidências, temos nomes que são até engraçados, por causa das reações que provocam com a língua portuguesa, pois nem sempre o significado é o mesmo na língua deorigem do nome. Obafemi Martins adotou o apelido Oba-Oba: fora alguma passagem por clube português que possa ter ocorrido (desconheço a carreira completa do nigeriano), acredito que não saiba a significado em português. Loimaine Lua-Lua traz tembranças do satélite natural terrestre para nós brasileiros.

Não podemos deixar de fora os trocadilhos infames que surgem da semelhança de nomes de jogadores com outras palavras. Narrando um jogo do Real Madrid, o narrador pode até repetir (num tom diferente) uma ladainha de todo show de música (sempre tem um que solta a frase a seguir): "toca Raul". O que pensar de Sorín descongestionando o meio-de-campo? Parece até piada de hipocondríaco que não sou. E Pauleta mandando paulada, Descarga descarregando a bola da defesa, Machado (do Avaí) dando uma machadada no atacante e Luís Boa Morte matando a jogada? Ou ainda: Bruno Lança lança, Rafael Sóbis de cabeça e Márcio Defendi defende? Pode ser feito sem querer, mas prova que a infâmia é a vizinha da inteligência lingüística. Mais sofisticado seria falar de uma partida iluminada do guarda-metas Lux (luz em latim). Mas onde entra o Soldado?

O mais pândego responderia a pergunta de maneira simples: no ataque, tirando Júlio Baptista de campo. Mas o certo que é que Roberto Soldado, então anônimo chamado para compor um banco de reservas de um desfigurado Real Madrid, apenas mais um nome, uma pessoa que quase ninguém viu chegando ao clube, uma cara desconhecida num mar de flashes, praticamente um recruta, teve seu dia de glória. E pelo feito já deve ter sido promovido a Cabo.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @20:19 > Opiniões: