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O Futebol e Fritas é uma criação de estudantes de Comunicação Social da UFPR, mesclando diversão com crônicas sobre futebol.

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segundo turno


regulamento
Acerto no placar, exato: 5 pontos
Acerto na diferença de gols: 3 pontos
Acerto no time vencedor: 2 pontos
Em casos de empates, todo empate não exato valerá 2 pontos.

Critérios de desempate: 1. Acertos de 5 pontos; 2. Acertos de 3 pontos; 3. Acertos de 2 pontos; 4. Desempenho na rodada imediatamente anterior, e em caso de igualdade, na rodada anterior a esta.
Sábado, Janeiro 28, 2006

Alternatividade triunfa no Paraná

2003 foi um ano deveras curioso para o Campeonato Paranaense. Atlético e Paraná estavam mal e o Paraná quase caiu e o Atlético ficou em sexto, a pior colocação dos últimos anos. Naquele ano, o Coritiba havia salvo a face dos times da capital ao conquistar de maneira invicta o título sobre o surpreendente ACP.

2006 já superou 2003 em surpresas. Se a rodada do meio de semana fosse a última a fase de classificação, apenas o Atlético representaria a capital na fase seguinte, ainda por cima como quarto colocado do grupo, que é o último que se classifica.

Mas porque isso ocorre? A primeira teoria é que os times do interior estão há mais tempo se preparando por terem um calendário muito espaçado no segundo semestre, se é que o há. Isso é válido para todos os times do interior, mas tem uma estranha exceção que se chama União Bandeirante. Um grupo formado às vésperas, com imensas dificuldades, estreou perdendo, mas na segunda rodada aprontou com o Coritiba, com um a zero por meio de Romário, que obviamente não é aquele e depois disso deslanchou. A segunda rodada, aliás, bateu todos os recordes, pois os três da capital sucumbiram diante a força do interior/litoral (ponho litoral porque os parnanguaras não admitem de jeito nenhum serem chamados de interior, até porque Paranaguá está de fato no litoral.), pois o Coritiba naufragou frente ao União Bandeirante, o Atlético naufragou frente ao surpreendente e antigo Rio Branco (foi fundado na década de 10 do século XX) e o Paraná caiu frente ao tradicional Londrina. Na rodada de meio de semana, mais uma vez a capital saiu sem vitória: o Coritiba foi derrotado pelo Londrina, o Paraná empatou com o ACP e o Atlético foi superado pelo Iraty (outro clube bem antigo) do treinador Freddy Eusébio Rincón.

Outra possível teoria para tal fenômeno seria a motivação dos clubes de fora da elite, que é maior que a dos clubes da capital. O motivo dentro disso é que o estadual vale como classificação para jogar a Série C e possibilitar um ascenção social no futebol nacional. Para a capital, que tem dois times na A do Brasileiro e um na B, o Campeonato Paranaense é uma enfadonha obrigação que a CBF impõe.

A terceira teoria é a análise do momento dos times do Trio de Ferro. O Atlético manteve o esqueleto do time do ano passado, mas enfrenta dificuldades táticas terríveis, que serão o primeiro problema para Lothar Mattäus - que chega segunda - tentar resolver. Com adversários mais qualificados e mais ousados, implica numa vulnerabilidade da zaga e numa ineficiência dos alas (Jancarlos e Michel Bastos são ótimos ofensivamente e pecam defensivamente e estão muito presos na retaguarda). O Paraná parecia ter mantido a base do time, mas quem foi embora foram os principais jogadores de 2005 (Neto, Daniel Marques, Marcos, Aderaldo, Thiago Neves, André Dias e Borges), ficando na verdade um novo time para montar em suas posições chave e que ainda não ganhou o padrão tático desejado. O Coritiba mandou embora um caminhão de jogadores e contratou um transatlântico, que até agora mostrou mais quantidade que qualidade, com poucos contratados assumindo realmente posição de titular, refletindo na classificação. Dos três, o Coritiba é o mais regular, pois praticamente só perde pontos. O estranho do Coritiba, é que mesmo com a pá de novos jogadores, o treinador Márcio Araújo está tendo que improvisar em algumas posições. Vai entender o que ocorre lá dentro... Enquanto isso, os times de fora do Trio de Ferro vão fazendo a festa, inclusive o único invicto até o momento da redação desta coluna: a Adap, composta por jogadores como Marcelo Peabiru, Barbiéri e Adilson Popó (o último acabou de retornar da Coréia do Sul).

Correção: na última coluna falei de Palhinha no Nacional. O Fábio Grzelak (acertei a grafia?) corrigiu-me avisando que o Palhinha é do Roma Apucarana. Do Nacional, o veterano é Agnaldo, que fez o gol de honra na derrota de 5 a 1 para o Atlético.

Em tempo: desde o ano passado, rumores diziam que Cícero Ramalho iria para o Londrina, mas o Tubarão pôs fim ao suspense e contratou um atacante um pouquinho mais novo. Ele é Donizete Pantera, de 37 aninhos e que teve breve passagem pela Seleção Brasileira.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @21:43 > Opiniões:


Sábado, Janeiro 14, 2006

Resuminho da Primeira Rodada do Campeonato Paranaense

É finalmente começou o Campeonato Paranaense. Algumas dúvidas começam a surgir e outras começam a ser esclarecidas. Vamos aos jogos.

Grupo A

Galo Maringá 0 X 2 Atlético Paranaense

O Galo Maringá tem um time que poderá dar trabalho daqui para a frente. Já deu muito a um Atlético alterado do meio para frente, mas com a defesa considerada titular. O primeiro gol atleticano, por intermédio de Pezzolano, saiu num raro ataque do time de Curitiba no primeiro tempo. No segundo tempo, o rubro-negro, que aumentou por meio de Rodriguinho, teve melhores momentos, mas recebeu pressão do Galo grande parte do tempo.

Cianorte 2 X 0 Nacional

Sinval marcou o primeiro gol do Leão do Vale do Ivaí no campeonato num típico lance de centroavante oportunista e fez a pombinha da paz tão tradicional do Artilheiro da Paz. O segundo gol do time do Albino Turbay foi de Niquimba (se quiserem parodiar o Elton Jonh...). Que eu saiba, o Palhinha ainda não estreou no NAC.

Francisco Beltrão 0 X 1 J. Malucelli

O Beltrão tinha a tradição de estrear sem perder e depois perder o fôlego. Neste ano o tabu caiu por meio de um time que mudou de nome. Sai Malutrom (na verdade, quem pulou foi o Trombini), entra J. Malucelli. O gol solitário foi um tanto alternativo, já que Éverton tentou chutar, a bola bateu na coxa do zagueiro e voltou para o jogador do time do Primeiro Planalto acertar um belo chute. Se ele disser que a tabela na coxa do adversário foi de propósito, estará mentindo, mas esse foi o erro que deu certo.

Iraty 2 X 3 Rio Branco

Com o mando perdido, o Iraty foi jogar em Ponta Grossa e na estréia de Rincón como treinador, o Azulão foi surpreendido pelo Rio Branco do experiente atacante Neizinho. Espera-se que o Iraty se reforçe com os jogadores que jogaram a Copa São Paulo.


Grupo B

Coritiba 1 X 1 Toledo Colonia Work

Um Coritiba bastante reformado para enfrentar o recém-promovido Toledo. Num jogo com chances para os dois lados, principalmente para o time visitante, o Coritiba saiu na frente numa bela arrancada de Yanez (rapaz, será que é assim que escreve o nome do garoto?). Mas logo no começo do segundo tempo, o Toledo empatou numa cabeçada em que o goleiro Artur errou no posicionamento e na passada. Porém, o mesmo Artur salvou o Coritiba da degola em dois lances de longa distância. Final: 1 a 1 e muita chiadeira no Couto Pereira.

ACP 3 X 0 União Bandeirante

Em casa, o Paranavaí fez uma sólida vitória contra o União Bandeirante, que, pelas dificuldades enfrentadas, é sério candidato a novamente brigar contra o rebaixamento. Já sobre o ACP posso dizer que, apesar de maiúscula, esta vitória não deverá servir de parâmetro tendo em vista o adversário.

Londrina 1 X 2 Adap

O jogo dos furos da rede. Podemos afirmar com orgulho que o primeiro gol do Paranazão 2006 furou a rede. Bruno do Londrina foi o autor da façanha. Aliás, o gol do empate da Adap foi pelo mesmo furo e a única bola que ficou dentro das redes do Estádio do Café (Jaci Scaff para os íntimos) foi a bola do jogo que deu a vitória para o time de Campo Mourão.

Paraná Clube 1 X 0 Roma Apucarana

Um jogo cheio de jogadas engraçadas como alguns quase-gols contra. Algumas defesas de lado a lado, especialmente de Flávio do Paraná, também entraram no cardápio, mas o mais importante saiu no final, quando numa cobrança de escanteio, o volante Rafael Mussamba subiu e testou firme para o fundo do gol, quebrando o tabu de o Paraná sempre ter perdido para o Roma. Tabu quebrado com vitória e três pontinhos na largada.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @22:05 > Opiniões:


Sábado, Janeiro 07, 2006

A fórmula do Paranaense em questão

O Campeonato Paranaense começará nesta quarta e a fórmula é similar à do ano passado. Eu aproveitarei o embalo e novamente farei críticas a ela, como de costume.

Primeiramente, dezesseis times para um campeonato estadual, dentro das atuais condições de calendário é um disparate. O máximo aceitável para mim é doze, o ideal é oito. O cabedal técnico das equipes provavelmente será nivelará por baixo e no caso do Paraná (o estado, não o clube), todo ano tem time pensando em desistir pelas dificuldades de disputar um campeonato de primeira divisão e de vez em quando surgem aberrações como o Império do Futebol, mais precário que muito clube de segunda divisão estadual. O que os clubes grandes menos querem é jogar o estadual e só fazem isso por obrigação, já que o filé do calendário é Brasileirão, Copa do Brasil e o que tiver acima.

Já que temos dezesseis times, poderia se adotar a fórmula em que os clubes tivessem o maior número de jogos possíveis das 19 datas disponíveis. Assim, deixo minha singela contribuíção: turno único, todos contra todos, classificam quatro para as semifinais em dois jogos e depois para as finais. A fórmula atual transforma a primeira fase em um agrupado de amistosos, pois são dois grupos com oito jogando em dois turnos, classificando os quatro de cada grupo para fazer as quartas de final em um jogo (e um de cada grupo se classificando para a Série Prata de 2007), as semifinais em dois e a final também em dois. Mas, digamos que a atual é razoável e já existiram coisas bem piores como fórmulas como repescagem ou divisão em Grupo dos Ricos e Grupo dos Pobres e graças a Deus não inventaram aqui no Paraná (espero que ninguém tenha idéias com isso) de fazer um regulamento em que um time poderia fazer final com ele mesmo. Imagine uma final entre Iraty e Iraty.

Para mim, o número de times na primeira divisão deveria ser reduzido gradualmente até chegar ao ideal. Não sei para você, mas para mim o ideal é um Paranaense com 8 times, jogando em pontos corridos, num total de 14 datas. Seriam rebaixados dois ou três para a Série Prata. Mas, dentro da atual configuração do Futebol Paranaense, acho que isso tende a ser uma utopia.

Enquanto isso...

Os treinadores deverão ser as estrelas do Campeonato Paranaense. Freddy Eusébio Rincón no Iraty, Célio Silva no Atlético Paranavaí e talvez Lothar Matthäus no Atlético Paranaense (quando escrevi este texto não havia a definição se Matthäus aceitou ou não a proposta do Furacão) deverão chamar a atenção fora do campo. Quem chamará dentro? Tem tudo para ser um dos Campeonatos Paranaense com maior número de treinadores estrangeiros da história, pois que eu me lembre havia no máximo o Sérgio Ramirez e agora já temos o Rincón confirmado. Guten Apetit!

Sem TV

As notícias que eu tenho é que os clubes pediram demais e nenhuma TV topou fazer o campeonato pela TV aberta. Ainda mais com a credibilidade arranhada pelo Escândalo dos Bruxos da Arbitragem.

Update: Fiquei sabendo agora que há o interesse da Record em fazer o campeonato. Seria uma boa.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @22:02 > Opiniões: