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O Futebol e Fritas é uma criação de estudantes de Comunicação Social da UFPR, mesclando diversão com crônicas sobre futebol.

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Acerto no placar, exato: 5 pontos
Acerto na diferença de gols: 3 pontos
Acerto no time vencedor: 2 pontos
Em casos de empates, todo empate não exato valerá 2 pontos.

Critérios de desempate: 1. Acertos de 5 pontos; 2. Acertos de 3 pontos; 3. Acertos de 2 pontos; 4. Desempenho na rodada imediatamente anterior, e em caso de igualdade, na rodada anterior a esta.
Domingo, Abril 30, 2006

Números

Há cerca de semana e meia a Rede Globo fez uma matéria sobre os números nas camisas. O que me espantou foi o depoimento de um torcedor carioca dizendo que para ele tinha que ser o tradicional 1 a 11. Meu Deus! Será que ele tinha noção do que significa isso? O Brasil está pelo menos uma década atrás da Europa em matéria de exploração comercial de talentos futebolísticos no que tange às vendas de camisas. Só agora começa a explorar númerações fixas e e nome de jogadores nas camisas. Na Itália, temos já cerca de uma década que isso é regra. Aqui no Brasil, os clubes de primeira divisão podem adotar numeração fixa, mas poucos adotam.

A maioria que não faz apóia-se nos custos extras de se adotar tais medidas e por causa da grande rotatividade nos elencos. Mas, mesmo rodando, pode-se tornar um jeito de se lucrar com uma grande fase de um jogador e a numeração fixa ajuda na identificação do jogador pelo torcedor, pela arbitragem, pela televisão e pelos órgãos disciplinares. Os custos extras podem voltar sob a forma da venda de camisas, pois torcedores mais abastados costumam comprar mais de uma camisa de um modelo só pela diferença do número e do nome do jogador. Os nomes e números fixos também podem servir de termômetro de popularidade dos atletas do clube e designar algumas táticas de comunicação que podem ser seguidas como utilizar tal jogador como símbolo do time e analisar os possíveis impactos de uma transferência.

Muitos que são contra a numeração fixa alegam que isso é coisa de basquete americano, de futebol americano e até de bingo (principalmente se a camisa fosse do modelo da Nike de algum tempo atrás). São argumentos similares aos dos que eram contra o advento dos números, o que aconteceu no Brasil por volta do final da década de 40 do século passado. Pode-se imaginar o quanto era duro cuidar de uma partida naquela época, assim como é inimaginável o perrengue que era expulsar um jogador em jogo internacional antes do advento dos cartões (procure ver Inglaterra X Argentina na Copa de 1966).
comentários por LEONARDO BONASSOLI @19:51 > Opiniões:


Sábado, Abril 22, 2006

O Fio da Esperança de se jogar bonito (O Mestre e seu Mestre)

Telê Santana da Silva. Fio de Esperança. Magrinho, franzino, fazia gols decisivos nos finais das partidas. Tinha poder de decisão e personalidade. Vasculhando meus alfarrábios, acho "De Letra", do Nêgo Pessôa, e nessa coletânea de colunas do menino de Irati acho na página nove um texto falando do Mestre do Mestre Telê, o que ajuda a compreender o estilo do treinador que nos deixou nesta sexta-feira. O texto do Pessôa serviu como base para traçar comparação no parágrafo que começará logo em seguida.

Telê Santana era centroavante nos juvenis (que iam até os 20 anos, pois os júniores são invenção recente quando subdiviram as faixas de idade). Zezé Moreira - legendário treinador falecido aos 90 anos em 1998 - transformou o jovem Telê em falso ponta pela direita, que na verdade era um armador e fazia o campo inteiro, sendo um dos pioneiros nesta função. O estilo do Zezé Moreira era marcação por zona, beque na sobra, um falso ponta e meio de campo mais encorpado e exigindo transpiração dos jogadores. Telê - o mais famoso discípulo de Zezé Moreira - aproveitou muito disso, pois foi um treinador que conseguiu tirar o máximo de seus jogadores e, aconselhando-os dentro e fora de campo, ajudou a revelar gerações de jogadores. O São Paulo da década de 1990 tinha um tanto disso e era curiosa, em vários momentos, a dificuldade de saber quem era o homem de referência da equipe (depois da saída do Careca, este sim homem de referência, se alternavam na frente Müller, Palhinha e Raí, entre outros), pois era uma equipe de muita mobilidade, inspiração e transpiração.

Telê orientava bem os jogadores fora de campo quanto à vida pessoal, pois sabia que isso poderia influir na sua equipe, e dentro de campo fez milagres como transformar Júnior Baiano num jogador seguro e disciplinado em sua passagem pelo São Paulo, e parecer que Pavão, Mona e Nélson eram grandes revelações do Futebol Brasileiro. O que lembro de Telê, até pelos meus poucos anos de vida, é mesmo o time do São Paulo. Mas vi em videotape e compactos aquela Seleção de 1982, que encantou o mundo e que, por conta daqueles acidentes de percurso que acontecem no futebol, não ganhou o título. Era um jogo bonito, de toque de bola, movimentação e velocidade, que infelizmente é quase impossível de se ver hoje em estado puro. Telê era contra a pancada e atleta desleal ia para o chuveiro mais cedo.

O futebol sentirá a falta de Telê. O melhor treinador que eu já vi em ação. Nenhum treinador que eu vi conseguiu tal grau de excelência na organização de uma equipe e na criação de um padrão de jogo vistoso com privilégio ao talento perto dele e nem sei se alguém conseguirá algum dia. Obrigado Telê!

A título de curiosidade, vou passar a lista de campeões mundiais com a Seleção Brasileira em 1994 e 2002 que sei que passaram por Telê: Branco, Raí, Zetti, Cafú, Leonardo, Müller, Denílson, Juninho Paulista e Rogério Ceni.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @22:01 > Opiniões:


Quarta-feira, Abril 19, 2006

Palpites para o Brasileirão 2006

Vou simplesmente derramar meus palpites sobre o Brasileirão 2006, que já começou, com algumas surpresas, é verdade. Tentarei ignorá-las e fingir que ele ainda não começou (o que é praticamente impossível). Vou colocá-los de maneira geográfica para não me perder em voltas e esquecer de algum clube. Segure-se e vamos.

No Rio Grande do Sul, o Internacional parece querer repetir o ano passado, porém tem menos poder decisivo que ano passado, apesar de bons reforços. Brigará por vaga na Libertadores. O Grêmio tem um time limitado, porém muito raçudo, o que lembra o Palmeiras dos dois últimos anos, credenciando a brigar pela última vaga para a Libertadores. O Juventude deverá ser um mero coadjuvante, podendo correr risco de rebaixamento ou até se classificar para a Sulamericana.

Em Santa Catarina, o Figueirense parece mais frágil que o do ano passado e poderá até correr risco de rebaixamento.

No Paraná, o clube que carrega o nome do estado parece querer alçar vôos altos. Se não perder o pique e jogadores, deverá brigar por vaga na Libertadores. O Atlético, precisa urgente de reforços e de uma chacoalhada, senão corre grande risco de seguir o caminho de seu arqui-rival e cair para a Segundona. Não adianta mudar treinador e inclusive o atual precisará de tempo para moldar o inchado elenco do clube.

Em São Paulo, o São Paulo parece um time consistente para brigar pelo título, o mesmo digo do Corinthians se acertar seus problemas internos. O Santos é um time operário que poderá dar trabalho e comer pelas beiradas. O Palmeiras parece destinado às posições intermediárias da tabela neste ano. São Caetano terá temporada de altos e baixos e ameaça apresentar certa desbragantinização. Ponte Preta deverá seguir a sina de cavalo paraguaio e fazer um bom início de campeonato, caindo com o decorrer e brigando para não cair.

No Rio de Janeiro, o Botafogo deverá brigar pela última vaga na Libertadores e pela Sulamericana. O Fluminense tem alguns bons valores, mas parece sem fagulha, devendo ficar na metade da tabela. Flamengo e Vasco estão com cara de quem vai brigar para não cair.

Em Minas Gerais, o Cruzeiro parece ter time e elenco para brigar pela Libertadores.

Em Goiás, o time esmeraldino deverá brigar forte pelo título, com uma boa equipe e com um comandante especialista neste tipo de empreitada.

O Santa Cruz, deverá ter uma temporada de adaptação e o grande desafio será se manter na elite. O Fortaleza deverá brigar na metade da tabela, encampando a briga da Sulamericana e do Rebaixamento.

Isso tudo é resultado de observações preliminares feita às vésperas do início do certame, porém como se pode contratar durante o campeonato, poderemos ter importantes mudanças.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @14:43 > Opiniões:


Quarta-feira, Abril 12, 2006

O Pinheirão e o sonho (Paraná campeão) + Seleção do Campeonato

E lá foram Paraná Clube e Adap para o jogo no Pinheirão. O Paraná pela boa, pronto para bater, a Adap precisando de algo como um royal flush para conseguir o título. A reportagem da televisão, com Dorival Chrispim, estava no gramado e entrevista Marcelinho, meia escalado de última hora, pois o titular Maicossuel havia machucado os joelhos e iria para o jogo, mas então foi acomentido de amigdalite. Marcelinho largou a humildade no vestiário e arrematou:

- Essa noite eu sonhei que vou fazer o gol do título e vou fazer!

E a bola rolou, com um jogo truncado no primeiro tempo, com a Adap pressionando o Paraná. Se tivesse jogado assim no primeiro jogo, não estaria necessitando de tanto resultado. E teve atá gol anulado. E o primeiro tempo terminou no oxo.

No sergundo, as equipes voltaram com mais espaços, pois a Adap necessitava de 3 gols para buscar uma heróica prorrogação. Lançamento na área e Warley domina com a cabeça e deixa a bola cair num belo chute, abrindo o placar para a Adap. O time do interior se empolga e vai para cima. O Paraná acha espaço.

Uma falta duvidosa é marcada na ponta direita. Marcelinho - o Sonhador - vai para a cobrança. Dali, o mais lógico é colocar na área, mas como sonhos nem sempre são lógicos, Marcelinho deve ter feito como se estivesse dormindo acordado: bateu direto e o sonho tornou-se realidade. Naquele momento, o meio-campista deve ter se sentido entorpecido como num sonho e se tentasse poderia sair voando para comemorar com a torcida. Este gol foi o do título, pois acabou por apagar o ímpeto adapiano. A torcida já estava em êxtase, tanto que nem percebeu a saída de Marcelinho, que fora o gol, fazia partida discreta. Foi apenas esperar o tempo escorrer para gritar "é campeão paranaense", coisa que não fazia desde 1997 (para se ter idéia de como o tempo passa, no ano anterior, 1996, o gol do título foi marcado por Ricardinho, agora no Corinthians e que aproveitou a folga para ver o time do coração ser campeão após muito tempo).

O título foi merecido para um clube que soube se reerguer, após anos de crise e de quase rebaixamento inclusive no estadual. O Paraná fez um bom time para o Brasileirão de 2005 e conseguiu manter algumas peças e reforçou bem a equipe e, desta vez, o treinador Barbiéri conseguiu montar o time à sua imagem e semelhança e mostrou competência ao levar a equipe desde o início da preparação e superar carências do elenco com criatividade, como a transformação do volante Goiano em lateral. Parabéns ao Tricolores, que não se perderam em crises internas¹, brigas de egos e contratações a esmo. O título Paranaense de 2006 está em boas mãos.

Minha Seleção do Campeonato

Goleiro: Arthur (Coritiba)

Defesa: Goiano (Paraná), Amaral Rosa (Rio Branco), Emerson (Paraná) e Batista (Adap)

Meio de campo: Beto (Paraná), Rafael Mussamba (Paraná), Maicossuel (Paraná) e Ratinho (Rio Branco)

Ataque: Leandro (Iraty) e Leonardo (Paraná)

Treinador: Luís Carlos Barbiéri (Paraná)

Menções honrosas independente de posição/função: Flávio (Paraná), Rodrigo (Rio Branco), Daniel Marques (Cianorte), Paulo André (Atlético), Ninja (Cianorte), Keirrison (Coritiba), Dagoberto (Atlético), Fábio (Adap), Felipe Alves (Adap), Ivan (Adap), Éverton César (J. Malucelli), Mateus (Iraty), Gilberto Pereira (Adap), Dezinho (Adap), Bruno Barros (Londrina), Ângelo (Adap) e Donizete Pantera (Londrina).

(essa seleção vale para você discutir e, caso queira, colocar a do seu estado nos comentários)

Notas:

1: Eis que no dia seguinte, Barbiéri pede demissão alegando problemas familiares. Caio Júnior é o novo treinador e para ver como o tempo passa, foi de Caio Júnior o gol do título de 1997.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @14:04 > Opiniões:


Sábado, Abril 08, 2006

Voltas Redondas no Placar

Zero a zero, oxo, voltas redondas, o ataque é um latifúndio improdutivo. E assim o Atlético afunda mais na crise ao cair fora da Copa do Brasil. Após ter perdido em Volta Redonda por 2 a 1, frente ao Volta Redonda, clube que sequer disputará a Série C, pois foi muito mal no Cariocão e só não caiu porque o Certame do Caixa D'Água só rebaixa um (pobre Portuguesa da Ilha, sorte do Flamengo), o rubro-negro foi incapaz de abrir o marcador contra um time de mediano para fraco, cheio de jogadores que já batiam bola antes da maioria dos jogadores atleticanos aprenderem a contar até cem.

E mais um paranaense dá adeus à Copa do Brasil e ironicamente, o Atlético padeceu do mesmo problema do Coritiba: não fez gols em casa. E as chances foram se sucedendo e a pontaria estava pior que bêbado tentando acertar moscas com dardos. E as chances foram jogadas fora uma a uma. O nome do jogo foi o veterano goleiro do Volta Redonda, Adriano, 37 anos (por acaso esse cara não era o reserva do Gilmar Rinaldi no Flamengo no começo dos anos 90? Seria ele de uma formação que tinha Paulo Nunes, entre outros?).

E dessa maneira compreende-se um pouco as carências do Atlético:

1- A defesa precisa treinar mais o conjunto

2- Necessita-se reposição para as laterais

3- Um matador é necessidade urgente, espera-se que o colombiano Herrera¹, que está já no clube, supra tal deficiência. Ou será ele um novo Roland Tüske²?

Acabou Mesmo

O jogo era para ser na quarta, mas 23 atletas do Iraty foram acometidos por uma virose. Então, o prelo foi transferido para este sábado e o Iraty saiu humilhado de São Januário, onde enfrentou o Vasco.

André abriu o placar e parecia trazer auspícios para o Azulão, pois uma vitória simples bastava, por ter sido 2 a 2 o placar do primeiro jogo. Mas depois, o ex-atleticano Morais empatou e daí começou o show do ex-Cianorte Valdiran, que comeu a bola num fantástico hat-trick (3 gols num mesmo jogo). O capetinha Edílson fez seu primeiro gol com a camisa cruzmaltina e deu a vitória de 5 a 1 ao Vasco, que está classificado para a próxima fase da Copa do Brasil.

E assim, já na segunda fase, acabou a Copa do Brasil para os times paranaenses.

Notas

1: Perguntar não ofende. Porque os outros clubes sempre conseguem liberar estrangeiros com mais facilidade que o Atlético? Incompetência, má vontade das autoridades ou azar demais?
2: Roland Tüske é um atacante húngaro, que veio em 2003, ano bem parecido com 2006. Ele chegou com pinta de seleção, mas não estreiava porque diziam que a documentação não tinha saído e ele ia fazendo alguns golzinhos em jogos-treinos e tempo depois, sem estrear no time de cima, voltou para o Lombard Haladas (hoje mais conhecido como Lombard Papa Termal) da Hungria sob a alegação de que não tinha saído documentação e que o Lombard precisava dele.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @22:25 > Opiniões:


Quarta-feira, Abril 05, 2006

Uma mão e quatro dedos na taça

Agora ficou fácil demais para o Paraná Clube conquistar seu sétimo título estadual, o primeiro desde 1997¹. Digamos que é o título mais certo da história do clube, pois, ao golear a Adap em Maringá por 3 a 0, o clube do Jardim Botânico (com sedes na Vila Guaíra, Alto Boqueirão, Quatro Barras e Guaratuba) deu um passo quase certo ao título. Se perder a taça, será um desastre para o time tricolor. Desastre de proporções até maiores que o Maracanazzo para a Seleção Brasileira. Está fácil até demais.

Mas quem deixou fácil foi o Paraná ao fazer uma exibição de gala frente a Adap, que entrou muito recuada, dando espaço ao encorpado meio de campo paranista. O time de Campo Mourão só partiu para cima no segundo tempo, trazendo perigo para o Tricolor, mas se expondo ao contra-ataque. Aí foi a chance de construir o placar e tão sólida vantagem.

O que tem o Paraná para estar nessa situação? Conseguiu montar um time com um conjunto forte e que subiu de produção na hora certa, além de não ter crises internas muito aparentes, como no caso dos dois rivais da capital. No gol, um goleiro experiente e que salva o time nas horas mais importantes: Flávio. Nas laterais, dois jogadores que sobem bem e no caso do da direita, Goiano, um volante que virou lateral e deu muito certo. A zaga é bastante sólida com os experientes Émerson (o pilar da defesa), Neguete e o mais jovem Gustavo. Os volantes marcam e sabem jogar, como no caso de Beto e Rafael Mussamba.

O treinador Barbiéri optou por dar mais volume ao meio de campo e colocou dois médios ofensivos em detrimento do chamado segundo atacante: Maicossuel (que cresceu muito na hora decisiva e tem sido um dos destaques do time) e Sandro. Um deles sobe ao ataque e esse é a sutileza do Paraná Clube. No ataque, Leonardo, que já fez a torcida esquecer de Borges. Leonardo está fazendo gol atrás de gol e mostra muita força e boas finalizações tanto de cabeça quanto com os pés. Tanto que eu afirmo que a minha dupla de ataque da Seleção do Campeonato (contarei qual é depois do fim do campeonato) será Leandro (Iraty) e Leonardo (Paraná).

Em suma: o Paraná só perde o título se:

a) der diarréia cerebral no time inteiro.
b) ou a Adap fizer uma apresentação de gala e tirar a vantagem.
c) Sobrenatural de Almeida (que não é parente do Napoleão, eu acho). A última alternativa influencia as outras duas.

Nota de rodapé

1: Para os torcedores e leitores com algum gosto por devorar estatísticas eu assinalo os títulos do Paraná Clube.
a) Campeonatos Paranaenses (6): 1991, 1993, 1994, 1995, 1996 e 1997.
b) Campeonatos Brasileiros - Segunda Divisão (2): 1992 e 2000 (este último foi o módulo amarelo [acho que era essa a cor] da João Havelange)
c) Torneio da Morte do Campeonato Paranaense (1): 2003.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @14:01 > Opiniões:


Domingo, Abril 02, 2006

Adap X Paraná - A Fronteira Final (não a Final da Fronteira)

Quem decidiu em casa teve a vantagem. Foi a escrita das semifinais do Paranaense. A Adap chegou com a desvantagem de ter que jogar para vencer, já que perdeu a ida no Couto Pereira por 1 a 0, e assim o fez, abrindo em alguns momentos 2 a 0 e 3 a 1, o que tiraria a necessidade dos pênaltis, mas o resultado foi de 3 a 2 para os mourãoenses, levando a decisão para os tiros livres da marca dos nove metros e quinze centímetros. Nas penalidades, os experientes Índio e Jackson perderam e a Adap garantiu a vitória histórica por 4 a 2.

Na outra semifinal, o Paraná teve a tranqüilidade de administrar a vantagem de ter ganho a primeira por 2 a 1 e assim envolveu o Rio Branco, ampliando-a numa boa vitória por 3 a 0. O Paraná prova que acertou a mão no time e, no atual estágio, torna-se uma equipe difícil de ser batida. Deverá entrar forte ao menos no início do Brasileirão e se mantiver a forma e tiver reposição de valores para possíveis transferências e contusões, poderá surpreender.

A primeira partida foi jogada neste domingo em Maringá, pois Campo Mourão não tem estádio para 15 mil pessoas. O Paraná goleou por 3 a 0 e colocou a mão (e quatro dedos) no título, já que decide no Pinheirão. Este jogo (e o panorama da finalíssima) será melhor esmiuçado no meio da semana.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @21:13 > Opiniões: