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O Futebol e Fritas é uma criação de estudantes de Comunicação Social da UFPR, mesclando diversão com crônicas sobre futebol.

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segundo turno


regulamento
Acerto no placar, exato: 5 pontos
Acerto na diferença de gols: 3 pontos
Acerto no time vencedor: 2 pontos
Em casos de empates, todo empate não exato valerá 2 pontos.

Critérios de desempate: 1. Acertos de 5 pontos; 2. Acertos de 3 pontos; 3. Acertos de 2 pontos; 4. Desempenho na rodada imediatamente anterior, e em caso de igualdade, na rodada anterior a esta.
Sábado, Março 31, 2007

Tocando Fundo

* E mais uma vez o Paraná vai fazer dois jogos em dias seguidos. Depois o presidente da federação (assim com letra minúscula mesmo) reclama quando dizem que o Campeonato está mal organizado.

* Paraná fora da possível Copa de 2014? O motivo seria que a federação não teria pago à CBF cerca de um milhão de dólares referentes ao Brasil X Uruguai das Eliminatórias passadas no Pinheirão. Mas aí não vale cem anos de perdão?

* Absurdo seria construir um novo estádio em Curitiba para a Copa no terreno do Pinheirão, ainda mais com alternativas mais efetivas e em conta como concluir a Kyocera Arena, por exemplo.

* Mas uma Copa no Brasil só daria certo se orçamentos fossem feitos a sério e respeitados e não toda essa bandalheira do Pan do Rio, que já estourou em muito o orçamento e corre o risco de ficar inacabado.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @17:14 > Opiniões:


Domingo, Março 25, 2007

Flashes de Seleção

* Balela que a seleção repetiu o esquema tático da Copa do Mundo. Na verdade, foi repetido o esquema da Copa das Confederações, com um atacante móvel e um fixo. Na Copa do Mundo, tínhamos dois atacantes mais pesados e sem tanta movimentação. Na Copa das Confederações, deu certo por isso: ter mais jogadores móveis alternando de posição.

* E que fase a da Sérvia, pós-divórcio com Montenegro... Perdeu para o Casaquistão por 2 a 1. Talvez demore para se recuperar do baque, embora os montenegrinos fossem minoria na seleção.

* E a Grécia, hein? Tomou uma camaçada de pau da Turquia, arqui-rival. A Grécia continua a mesma: rompantes de brilhantismo (classificação para a Copa de 1994 e a Eurocopa de 2002) cercada por anos de mediocridade (os outros momentos, inclusive a Copa de 1994 em si, em que foi um fiasco, apesar do forte grupo com Argentina, Nigéria e Bulgária).

* E a França ganhou dos bravos lituanos com as calças na mão. Quase uma zebra verde e amarela.

* E Kuraniy foi o fiel da balança da Alemanha contra os Tchecos com dois gols.

* Voltando ao Brasil X Chile. Talvez aí esteja sendo encontrado um lugar certo para Ronaldinho Gaúcho na Seleção (vamos ver a seqüência de jogos antes de ter a certeza) e Daniel Alves pode estar começando a se firmar.

* Em tempo: Dunga estava com visual discreto.

* Momento alternativo: a TV sueca filmou o Brasil no hino do Chile e o Chile no hino do Brasil.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @11:03 > Opiniões:


Sábado, Março 17, 2007

E os goleiros seguem se libertando

Não é raro ver um goleiro ir para a área no desespero para tentar resolver um jogo eliminatório. Raro é isso dar certo, como aconteceu com Palop do Sevilla nesta semana. Isso envolve muitos riscos, como tomar gol no contra-ataque, e por isso o feito de Palop tem um quê de iluminação.

Na verdade, o pioneiro dos goleiros artilheiros pode ser considerado o italiano Sentimenti IV (ele jogava com outros irmãos, por isso o número romano após o sobrenome), que antes da Segunda Guerra Mundial era exímio batedor de pênaltis. Após isso, não tivemos mais notícias de goleiros bons com os pés por muito tempo, até chegarmos em Voos, goleiro da Holanda de 1974, que foi chamado por Rinus Michels mesmo jogando num clube de Segunda Divisão. O argumento de Michels era de que precisava de um goleiro bom com os pés para a Laranja Mecânica, pois caso a linha de impedimento ativa falhasse (por erro do defensor ou da arbitragem), uma saída com os pés do goleiro seria providencial como último recurso antes de sofrer o gol.

Mais para o fim dos anos 80 e início dos 90, tivemos o folclórico Higuita (que hoje está em fase galã latino [ficou meio parecido com Wladimir Brichta] após um Extreme Makeover e - pasmen - ainda joga profissionalmente), que gostava de tentar matar a torcida do coração com suas saídas driblando adversários e conseguiu matar de vez ao perder a bola num jogo de Copa do Mundo e fazer a Colômbia voltar para casa com sua melhor seleção até hoje.

Discípulo de Higuita, Jorge Campos - mexicano - era (parou há poucos anos) um goleiro baixinho, mas veloz e que jogava também como centroavante (até que era bom). Conseguiu ter uma carreira mais estável que Higuita, até por ter um parafuso a mais que o colombiano e não ter tido problemas com a lei como o colega colombiano. Jorge Campos batia seus pênaltis e fazia seus golzinhos por aí. Em Copas, conseguiu ser menos problemático que Higuita, até porque o México sempre costuma passar de fase em Copas, apesar de ser tão amarelo quanto a Espanha.

Nesta linha evolutiva, temos o polêmico paraguaio Chilavert, bom debaixo dos paus e poderoso nas cobranças de falta e no temperamento explosivo. Chilavert marcou época no futebol mundial e chegou a ser o maior goleiro artilheiro da história. Em Copas, fez um bom papel em 1998 e fiasco em 2002, quando estava visivelmente fora de forma, perdendo agilidade e tempo de bola.

No Brasil, tivemos o lendário goleiro Zico do Cascavel nos anos 80, que por duas vezes fez gol em reposição de bola em cima do azarado Colorado (Zico também já pegou pênalti com braço imobilizado contra - claro - o Colorado).

Depois disso, temos que lembrar que o fracasso ofensivo geral da Copa de 1990, fez a FIFA introduzir alterações na regra de recuo de bola, o que fez com que goleiros tivessem que ter mais intimidade com a bola nos pés. Neste contexto é que tivemos o supracitado Jorge Campos e no Brasil digamos que Taffarel se adaptou bem e que Zetti sabia sair jogando. Aí surgiu um discípulo de Zetti mais completo: Rogério Ceni, que num São Paulo com carência de cobradores de falta, resolveu assumir a responsabilidade e se deu bem, superando a marca de Chilvert. Rogério Ceni é bom goleiro debaixo dos paus, o que valeu duas Copas, mesmo no banco, como terceiro goleiro em 2002 (vencendo) e tendo o gostinho de jogar alguns minutos contra o Japão em 2006. Rogério Ceni não conseguiu fazer um gol pela seleção e acredito até que não será o primeiro a ter essa honra, até porque acho (acho que o Dunga também) que seu ciclo na seleção acabou e que sua carreira já está nos últimos anos (dificilmente passará de 2010 como profissional, principalmente depois de ter falado do joelho numa entrevista). Rogério Ceni fez alguns discípulos na libertação dos goleiros e teremos - nos próximos anos - goleiros mais completos.

Já o lance do Palop, lembra um do Hiran pelo Guarani e do Bruno atualmente no Flamengo. Desespero de fim de jogo e lá vai o goleiro, homem alto por natureza, para tentar resolver na bola aérea o que os atacantes não conseguiram. Digamos que é uma em dez que dá certo. Então, parabéns pelo Palop, o novo símbolo na libertação dos goleiros.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @20:16 > Opiniões:


Domingo, Março 11, 2007

Nunca mais o Batel será o mesmo

Acabou-se uma era no bairro do Batel em Curitiba. O Juventus não está mais lá. Juventus? Curitiba? Que história é essa? Calma amigo, eu conto.

A Sociedade União Juventus foi fundada em 1898 - organizada pela colônia polonesa de Curitiba - mas seu braço esportivo surgiu independente em 10 de abril de 1922, sob o nome de Strzelec (o atirador), nome inspirado em unidades para-militares que ajudaram a libertar a Polônia. O objetivo do clube era a educação da juventude através do esporte, ajudando na formação da cidadania. Vários esportes eram disputados na sociedade. O futebol começou a ser praticado em 1927 numa equipe com a presença de um jovem que veio a ser governador do Paraná: Jayme Canet Júnior. Além disso, a Strzelec tinha atividades culturais como o teatro amador.

Por pressão dos sócios, que consideravam que um clube com nome de "Atirador" não tinha a ver com juventude (hoje em dia, quem sabe...), o nome do clube foi mudado para "Towarzystwo Wychowania Fizycznego Junak" (Sociedade de Educação Física Junak), sendo que Junak, em polonês é o jovem destemido. A Junak chegou a ter cerca de 100 filiais especialmente no sul do Brasil e essas filiais participavam com a matriz de festivais em que competiam entre si.

Em 13 de maio de 1938, descontente com a ingerência de autoridades polonesas nos assuntos da Sociedade, a Junak abrasileirou seu nome e trocou as cores do calção (de vermelho para branco). "Sociedade de Educação Física Juventus" era o novo nome do clube.

Nos campeonatos profissionais, o clube tem como maior conquista três torneios Início (1945/6/8). O Juventus esteve na primeira divisão entre 1935 e 1950, com ausência em 1945 por causa da Segunda Guerra Mundial, pois a Polônia fora ocupada pelos nazistas e por isso o clube era alvo de animosidades e ameaças.

Em 1951, com o caixa arrebentado e descontente com arbitragens sempre danosas, o Juventus largou o profissionalismo, mantendo os juvenis até 1974. Títulos juvenis do Juventus - o Fantasma do Batel: 1941, 1942, 1945, 1956 e 1964. Em 1974 o clube se agregou à União Juventus.

De jogadores revelados, podemos falar de alguns como o goleiro Tadeu, que passou pelo Poty (clube que revelou o Patesko da Copa de 38), pelo próprio Juventus e depois pelo América do Rio. Tadeu foi convocado para a seleção na Copa Roca de 1939.

Waldomiro foi goleiro do juvenil do Juventus de 1956 e foi para o Coritiba, para depois ser campeão carioca pelo Flamengo.

Altemir foi goleiro do Moleque do Batel (outro apelido que o Juventus ganhou), antes passou pelo Celeste (um time amador que existia em frente ao Hospital Evangélico). Do Juventus, foi para o Atlético Paranaense, Grêmio Porto-Alegrense e chegou à Seleção Brasileira.

Adílson era o ponta direita dos juvenis do Juventus de 1956. Saiu de lá para o Fluminense, para a Portuguesa de Desportos e depois foi jogar futebol no exterior.

Luís Kavales era zagueiro do time juvenil de 1964, foi para o Ferroviário para ser campeão na década de 60. Disputou o Torneio Roberto Gomes Pedrosa e ficou incumbido de marcar Pelé na partida contra o Santos, sendo que sua marcação sobre o Rei foi elogiada.

Tadeu Niewegowski, Tadique, foi um dos principais jogadores da fase profissional do Juventus e depois foi jogar no Botafogo do Rio de Janeiro.

E o que o Batel tem nesta história? O seguinte: na primeira década do século passado, havia nos arrabaldes do Batel (nessa época devia ser longe como o Campo de Santana é hoje) um campo de um time amador chamado Gaúcho FC. Esse campo foi cedido ao Paraná Sports Club, time do nascente futebol de Curitiba e que durou de 1910 até 1925. Depois disso, o Palestra Itália - um dos clubes que se fundiram até virar Paraná Clube - passou a utilizar a área e construiu um estádio chamado Palestra Itália. Em 1936, o Palestra não quis comprar o terreno e o Juventus - então Junak - aproveitou e comprou a área do Sr. Ernesto Bentson, renomeando o estádio como Franklin Delano Roosevelt após a Segunda Guerra. Era ali na Carlos de Carvalho.

Após a saída do futebol em todas as categorias, a área foi reformada e virou a sede da Sociedade União Juventus. No ano passado, um incêndio destruiu grande parte do local, complicando ainda mais a vida do clube que - como a maioria dos clubes sociais de Curitiba - passa por momento financeiro complicado, no caso dele, 12 milhões em dívidas.

Eis que eu ouço a história de que estavam demolindo tudo por lá e abrindo uma rua. Seria o fim da União Juventus? Não mesmo. Após pesquisar na comunidade do clube no orkut, descobri o que aconteceu (com base em notícia da Rádio CBN): o clube topou fazer uma permuta com uma empreendedora que fará um shopping center no local, um dos mais valorizados da cidade. Em troca disso, o clube receberá um terreno na região do Mossunguê (eu me recuso a chamar de Ecoville, assim como Bigorrilho é Bigorrilho e não Champagnat). A sede antiga vale 15 milhões e a construtora fará investimentos de 3 milhões na nova estrutura. Em teoria isso dá fôlego novo ao clube de 5 mil sócios, já que o acordo prevê o pagamento de todas as dívidas do Juventus.

O Juventus está vivo (graças a Deus), mas temo que no futuro poucos lembrem da história que passou ali, pois as flâmulas alvi-rubras não estão mais lá naquele cantinho do Batel pouco a pouco engolido pelos prédios. O Batel não será mais o mesmo, pois parte da tradição da região foi abaixo e agora está apenas na memória dos que passaram por lá antes daquele trágico incêndio. Que a Sokol (animal mitológico da bandeira polonesa) proteja o Juventus em sua nova morada.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @07:12 > Opiniões:


Domingo, Março 04, 2007

FeBeAPar

FeBeAPar - Festival de Besteiras que Assolam o Paraná. É um bom nome para o Campeonato Paranaense de 2007 (note a inspiração no grandioso Febeapá de Stanislaw Ponte Preta, pseudônimo de Sérgio Porto). A última pedra eu quase cantei: o Paraná jogando em dias seguintes.

O absurdo é que isso aconteceu porque a Federação superestimou a tabela e subestimou o desempenho paranista na Libertadores e ainda por cima, o Paraná teve que enfrentar um julgamento por relacionar alguns jogadores nas duas partidas, sendo que poderia ter perdido seis pontos por isso.

Passado o julgamento e confirmada a absolvição, sabe o que aconteceu? De novo, dois jogos em dias seguidos! E como o Paraná não tem elenco tão grande para não repetir atletas, deve ter repetido de volta e já está se falando em novo julgamento. Tem alguém de gozação por lá!!! Não teria sido menos pior, então, fazer um jogo na terça e outro na quinta (não daria as 60 horas regulamentares entre um jogo e outro, mas ficaria mais próximo)?

Outra história é a da desinteria do Nacional de Rolândia em União da Vitória. Foi dado W.O. a favor do Iguaçu, mas o caso vai a julgamento pelo TJD. O bizarro desta história é que a intoxicação alimentar já era conhecida antes do jogo e o Nacional precisou ir até São Mateus do Sul (deve dar cerca de uma centena de quilômetros ou um pouco menos) para procurar um médico para dar um laudo que confirmasse que os atletas não teriam condição de jogo, pois em União da Vitória ninguém quis dar.

Sem falar do jogo do J. Malucelli que está com resultado suspenso porque a saída de bola num gol não foi feita com todos os jogadores em seus respectivos campos de defesa.

Pelo menos temos alguns alentos: o Paraná segue forte na Libertadores, assim como Atlético, Coritiba e Rio Branco na Copa do Brasil, em que pese apenas o Galo/Adap depenado pelo Noroeste. Outro alento é que li que o Campeonato terá o número de times reduzido para 12 (o máximo aceitável, na minha opinião) até 2010. Eu - sinceramente - levaria um ano a menos, pois faria com que ano que vem tivéssemos seis rebaixados e dois promovidos, mas isso já é outra história...
comentários por LEONARDO BONASSOLI @07:11 > Opiniões: