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O Futebol e Fritas é uma criação de estudantes de Comunicação Social da UFPR, mesclando diversão com crônicas sobre futebol.

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bolão futfritas - geral


segundo turno


regulamento
Acerto no placar, exato: 5 pontos
Acerto na diferença de gols: 3 pontos
Acerto no time vencedor: 2 pontos
Em casos de empates, todo empate não exato valerá 2 pontos.

Critérios de desempate: 1. Acertos de 5 pontos; 2. Acertos de 3 pontos; 3. Acertos de 2 pontos; 4. Desempenho na rodada imediatamente anterior, e em caso de igualdade, na rodada anterior a esta.
Domingo, Maio 27, 2007

Pílulas

* E as semifinais da Libertadores? Por causa da Conmebol - que não é séria - o regulamento foi mudado às vésperas da competição e não poderemos ter uma final brasileira como nos dois últimos anos. Sendo assim Grêmio e Santos farão uma das semifinais da competição. Acredito que dá Grêmio, que tem uma equipe mais coesa que a do Santos.

* Do outro lado, Cúcuta e Boca (qualquer piada sobre o início e o fim da digestão é bem vinda). O time argentino e tarimbado em Libertadores, mas o colombiano - que é a grande surpresa da competição - quer aprontar mais uma das suas. É uma boa equipe e uma coisa me diz que teremos Grêmio e Cúcuta na final.

* Já na Copa do Brasil, o campeão terá listras na camisa, será de uma cidade com praia, com "s" chiado no sotaque e terá o nome começado com "F" e terminado em "ense". Fora essas semelhanças, teremos o embate entre o bipolar time de Mário Sérgio e o crescente time de Renato Gaúcho. O Flu não se deve lembrar com nitidez o que é uma Libertadores, já o Figueira não sabe o que é isso. Um deles estará lá em 2008.

* E o Milan se vingou do Liverpool... Isso é: deveremos ter uma Colônia Brasileira no Mundial de Clubes em dezembro. Com um detalhe: se o sulamericano classificado for brasileiro, dificilmente o Milan cairá na mesma armadilha que São Paulo e Inter fizeram para Liverpool e Barcelona respectivamente. Mas um detalhe: o Pachuca está classificado, o que significa dificuldades extremas para quem pega-lo na chave do Mundial, já que é uma equipe qualificadíssima.

* Voltando à armadilha e o Milan: é que time italiano costuma se portar bem na defesa e não se atirar com tudo ao ataque como fizeram Liverpool e Barça, portanto é pedreira mais violenta do que nunca.

comentários por LEONARDO BONASSOLI @08:57 > Opiniões:


Domingo, Maio 20, 2007

Doses Homeopáticas (vulgo Suco de Pensão)

* Afonso Alves já vinha sido comentado na Futebol Alternativo e muitos dos torcedores de América e Galo não lembravam muito dele. O feito dele é importante. Se der certo na Seleção, ponto para o Dunga, se der errado, temos um novo Sonny Anderson.

* Aliás, num CM que eu tenho em casa, o Afonso é naturalizado sueco (por conta da passagem dele pelo AEK Gotemburgo) e joga a Copa de 2002 pela Suécia (no jogo acontece o mesmo com os laterais Bosco e Valter Tomas Jr e com o meia Paulinho Guará).

* A primeira rodada do Brasileirão foi uma loucura do ponto de vista de gols. Vamos ver se a segunda mantém o padrão.

* Placares alternativos perseguem o Atlético Paranaense. Agora foi o 6 a 3 contra o Figueirense, mas 6 a 3, 4 a 4, 5 a 5, 7 a 3 e por aí vai são mais comuns pelos lados da Baixada que vocês imaginam.

* E o que foi a comida de bola da Band por registrar o quarto gol anulado da Udinese contra o Milan. Mas parte da culpa é da geradora que parou de mostrar o placar na transmissão e que serve de guia para a Band colocar o dela em cima. Acho que foi pegadinha do Mallandro, versão Milano '07.

* Essa lembra a históriado gol fantasma da Paiquerê que vale a pena que vocês pesquisem.

comentários por LEONARDO BONASSOLI @10:42 > Opiniões:


Domingo, Maio 13, 2007

Tadeu Júnior

Os que já eram nascidos estavam a viver em plena década de 90. Alguma coisa entre 1996 e 1997, para ser mais preciso. Eis que entra na minha escola, algumas séries abaixo (ele era mais novo) um piá (nota regional: assim se fala garoto aqui no Paraná) que curtia muito jogar futebol e levava jeito para a coisa. Ele tinha gênio forte e obstinado e quando foi apresentado, todos ficaram sabendo que ele era filho do Tadeu do Paraná Clube (nem lembro se ele ainda estava no Paraná na época, mas o cara morava bem pertinho de casa).

Mas o piá tinha talento. Era um dos melhores do colégio. Isso no meio de séries mais velhas, sendo que havia o complicador físico da idade, embora ele tivesse um porte comparável aos mais velhos. Era o Tadeu Júnior - dizia a gente - ignorando que ele tinha outro nome.

Uns gostavam dele, outros não (não era unanimidade, pois alguns não iam com o gênio forte dele). E - passadas as apresentações - chegou a hora dos jogos do colégio (já um tanto precarizados, pois sabe como é a escola pública dessa época¹). A sala de Tadeu Júnior era favorita dentro da série dele e lá foi ele comandando o escrete no futsal de cimento². Mas na final, o time do capitão Tadeu Júnior acabou por ser derrotado e não me esqueço da desolação daquele garoto com a derrota que não queria aceitar. Parecia o fim do mundo.

Queria saber e ter idéia de até aonde essa derrota influiu no desenvolvimento daquele garoto que era bastante obstinado e brioso, que - alguns anos depois - seguiu carreira e - apesar de alguns problemas com o gênio forte - está num clube de relativo destaque do futebol europeu (até o fechamento da minha edição). Ah, o nome dele que a gente ignorou ao chamar de Tadeu Júnior: Diego, Diego Tardelli.

1: Contam os mais velhos que a semana de jogos lá no Cristo Rei - hoje Elias Abrahão (o mais perto do centro, não o homônimo do sul) - tinha a duração de cinco dias - de segunda a sexta. Eu já peguei a semana com três dias - tremenda licença poética de mau gosto - e lembro de ter pêgo - no meu último ano - a semana com dois dias de jogos propriamente ditos. Fora isso, antigamente as categorias eram divididas em três módulos por idade e não por série, sendo que a divisão de quando eu saí de lá favorecia - às vezes - quem tinha mais repetentes, pois no plano físico há muita diferença entre um menino de 11 e um de 14. Como já se passaram dez anos desde que eu terminei o então primeiro grau, pode ter mudado muita coisa por lá.

2: Ainda deve ser, mas a quadra era de cimento e até hoje não é coberta, apesar de que vi que colocaram redes sobre ela para finalmente as bolas não caírem na casa do coronel que - reza a lenda - tinha um cachorro devorador de bolas (de vôlei e futebol - fique bem claro). Lembro-me de uma reforma no colégio, que fora tocada durante o ano letivo e que tirara provisioriamente cerca um sexto de espaço da quadra da entrada do pátio. Solução: foi desenhado com giz um gol no tapume e as pelejas seguiram, seja com bola, bola de papel e durex ou com imprevisíveis latinhas de refrigerante.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @09:59 > Opiniões:


Domingo, Maio 06, 2007

Respondendo Comentários Encontrados Por Acaso

É uma diversão meio mórbida - é verdade - mas - assim como muita gente - de tempos em tempos eu dou uma procuradinha pelo meu nome no Google para ver como andas os registros na internet acerca de minha pessoa. Aliás, quem fizer isso com meu nome terá em mãos um polpudo dossiê, cá entre nós.

Recentemente descobri que a torcida do Santos nutria por mim um certo 'amor' em 2004. Acho que hoje, poucos lembrarão que eu existo.

Esses dias, resolvi fazer a pesquisa de volta e vi uma relativa repercussão de um texto meu ("E os Goleiros Seguem se Libertando" / terceira semana de março) no meio de torcedores sãopaulinos. O ponto que gerou discórdia foi ter tocado no assunto Rogério Ceni.

No texto citei Rogério Ceni assim: "Aí surgiu um discípulo de Zetti mais completo: Rogério Ceni, que num São Paulo com carência de cobradores de falta, resolveu assumir a responsabilidade e se deu bem, superando a marca de Chilvert. Rogério Ceni é bom goleiro debaixo dos paus, o que valeu duas Copas, mesmo no banco, como terceiro goleiro em 2002 (vencendo) e tendo o gostinho de jogar alguns minutos contra o Japão em 2006. Rogério Ceni não conseguiu fazer um gol pela seleção e acredito até que não será o primeiro a ter essa honra, até porque acho (acho que o Dunga também) que seu ciclo na seleção acabou e que sua carreira já está nos últimos anos (dificilmente passará de 2010 como profissional, principalmente depois de ter falado do joelho numa entrevista). Rogério Ceni fez alguns discípulos na libertação dos goleiros e teremos - nos próximos anos - goleiros mais completos."

Não copiei os comentários por não estar com nenhuma mídia móvel para isso (costumo escrever offline), mas lembro um pouco do conteúdo deles de cabeça. Lembro que teve um torcedor de Cascavel que citou o goleiro Zico (que fora citado antes) como lenda na cidade (e isso é verdade dita por várias pessoas de diversos meios). Lembro também que a coisa ficou tensa por eu ter afirmado achar que o ciclo de Rogério na seleção tenha acabado. Teve torcedor que ficou bravo por isso mas, infelizmente para os sãopaulinos, isso está um tanto evidente. A explicação merece que um novo parágrafo seja aberto.

Quantos anos tem Rogério Ceni hoje? Está na casa dos 34. Em 2010, terá - nas CNTP - 37. Até que não é tanto para um goleiro (Dino Zoff foi Campeão do Mundo pela Itália com 40 anos), mas não é tão comum quando se pensa no Brasil, em que a maioria das equipes apela para goleiros jovens ou de meia-idade, sendo raros os experientes que ainda jogam em alto nível. Vamos pensar: O Clêmer do Inter continua com a mesma irregularidade de toda a carreira. André do Juventude era um goleiro promissor que teve graves problemas de contusão durante a carreira, é experiente, mas virou espécie de revelação tardia. Guilherme do Atlético Paranaense é um garoto. Flávio do Paraná Clube nunca se deu bem fora de Curitiba. Marcos do Palmeiras é experiente como Rogério, mas está numa fase cheia de lesões. Fábio Costa é um meia-idade. O Corinthians ainda não se acertou bem com goleiro. O Cruzeiro tem o meia-idade Lauro no lugar do contundido pára-raios Fábio (entre a juventude e a meia-idade). O Galo tem o jovem Diego. Fluminense, Flamengo e Botafogo também apostam em jovens. O Vasco está trazendo o meia-idade Sílvio Luiz (acerte o seu aí...). Rogério Ceni está saindo da condição de meia-idade e virando experiente.

Dunga está testando goleiros mais novos na seleção. Casos de Gomes, Júlio César e Hélton. Em breve (nos próximos anos) será a vez da geração de goleiros como Diego Cavalieri e Renan. O treinador está mais com olho em 2010 do que na Copa América deste ano. Será uma surpresa - para mim - se Rogério for chamado outra vez para a Seleção.

Rogério Ceni está na fase da carreira em que pode se considerar como realizado. Muito do que ele fizer de agora em diante será mais pelo prazer de jogar que por qualquer coisa. Acredito que - ao parar de jogar - ele tem grandes chances de se tornar um ícone do São Paulo assim como Zico é para o Flamengo, Garrincha é para o Botafogo, Sócrates é para o Corinthians, Ademir da Guia é para o Palmeiras, Pelé para o Santos e por aí vai. Ele será uma espécie de referência e poderá até ter influência nas decisões do clube. Isso é o mérito de ser uma espécie de 'último dos moicanos' a se manter quase toda a carreira num clube só (alguém lembra dele no Sinop?). Até por isso que ele desperta tantas paixões quando seu nome é tocado.

O que há de ser admirado é que tem torcedor com o pé no chão de pensar em um substituto para o ídolo no futuro. Acabou sendo tocado o nome de Tiago da Portuguesa, que é um goleiro da mesma escola dos batedores de falta. Olhei, li e concordei, até porque o bom reserva de Rogério - Bosco - tem quase a mesma idade.

Outro comentário foi tentando me desqualificar dizendo que ninguém sabe quem sou. Calma, espero que um dia as pessoas saibam (Santa Egotrip, Batman!). Uns me acusaram por conta de sobrenome de eu ser palmeirense. Se fosse assim, o Palmeiras teria uns 30 milhões de torcedores, pois esse é o número estimado de descendentes de italianos no Brasil (como há uma forte miscigenação, esse número que alguem chutou variará loucamente e se somar todos os descendentes de todas as etnias no Brasil, poderemos pensar que temos uns 900 milhões de habitantes). Que fique claro: erraram minha paixão clubística. Podem continuar tentando, mas aqui, a paixão fica de lado e dá lugar à razão jornalística (assim como o Kajuru, eu deixo de ser homem e viro jornalista).

Viram que tamanho de texto pode se originar de parcos doze comentários em um site? Qualquer dia eu pesquiso de volta e faço um novo feedback, pois não é só aqui que os textos são comentados, pois fóruns de torcidas fazem suas discussões internas.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @14:16 > Opiniões: