Domingo, Julho 29, 2007
Já passou da hora
Já passou da hora. Resultados miraculosamente surgiram e só provam uma coisa: elas têm talento de sobra e nunca foram devidamente reconhecidas. Agora, todos falam nelas, mas será que tudo não passará de mera promessa?
Há três anos, a Seleção Brasileira Feminina foi garfada pela arbitragem na final dos Jogos Olímpicos. O bom resultado fez com que fossem prometidos mundos e fundos para as meninas como uma Liga Profissional de Futebol Feminino e patrocínios, mas tudo ficou no papel e ficou do jeito que estava: algumas jogadoras indo para o exterior e a maioria dependendo de outros empregos, treinando ocasionalmente em clubes amadores ou apenas na Seleção.
Cobrei isso em minhas colunas por duas vezes no mínimo e nada mudou. Se tivéssemos a estrutura mínima para o profissionalismo do futebol feminino no país, não veríamos uma jogadora com a inteligência, velocidade de raciocínio, visão de jogo, técnica de uma Marta tendo que sofrer com o frio sueco para que possa jogar profissionalmente o futebol. Marta é um diamante raro e pode ser considerada como um dos poucos Craques com C maiúsculo dos últimos tempos tanto no masculino como no feminino.
Não se sabe qual o efeito que anúncio de ajudas de custo para as jogadoras de Seleção que foi feito nesta semana causará. Sinceramente, é um bom paliativo para a situação do esporte, mas está longe do ideal, que é ver clubes, empresas e federações investindo no esporte.
O que daria certo no futebol feminino é uma liga com clubes espalhados pelo país, utilizando os estádios principais e - ocasionalmente - fazendo partidas preliminares de jogos de diferentes divisões do Brasileirão e dos Estaduais. A Liga teria que ter jogos televisionados por uma emissora de alcance nacional para popularizar o campeonato assim como era o Paulista de Aspirantes até a década de 90. Talvez um exemplo de profissionalização que pode ser mirado é o do vôlei brasileiro, com a Super Liga que ajudou a tirar o esporte do amadorismo e - no início com bom intercâmbio de atletas estrangeiros - conseguiu um aumento no material humano disponível para as seleções no ponto de vista quantitativo e qualitativo. O vôlei é hoje o esporte em que o país mais se destaca, apesar de hoje não termos mais nossos principais atletas atuando no Brasil.
Isso já passou da hora de acontecer. O Brasil está indo longe demais na categoria para um país sem organização nenhuma. Imaginem se tivéssemos um décimo das 10 milhões de praticantes que os Estados Unidos têm. Pelo menos umas 100 jogadoras teriam condições de vestir a camisa amarela e mandar bem nas competições internacionais (melhor ainda do que estão mandando, que - por sinal - está de excelente tamanho), igual ao masculino. O brasileiro tem o futebol no DNA e a manifestação dele independe do cromossomo Y.
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LEONARDO BONASSOLI @11:18 >
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Domingo, Julho 22, 2007
Notas Curtas
* E o time adulto do Brasil matou as principais jogadas argentinas e ganhou a Copa América. Foi uma vitória com inteligência, numa seqüência de decisões acertadas sobre jogadores a entar.
* O time feminino vai - por enquanto - sobrando no Pan. A diferença técnica entre as brasileiras e as adversárias da primeira fase é abismal. A coisa vai ficar mais difícil quando cruzar com argentinas ou americanas, mas até lá é bom ir acumuland gordura.
* Já o time masculino pecou pela falta de experiência (um zagueiro - Forster - bateu demais e não teve autocontrole e o outro -Lázaro - foi omisso, por exemplo) e foi eliminado pelo Equador na primeira fase, numa pertida com nível técnico sofrível.
* Abrindo parênteses: Que lástima que uma tragédia como a do Vôo da TAM tenha acontecido. Era uma tragédia perfeitamente evitável e cerca de 200 vidas que não tinham preço foram sacrificadas por negligências diversas que espero que sejam apuradas pelas autoridades.
* Será que o Botafogo se mantém na frente até o fim? Quem será que perderá mais ou quem será que perderá menos com a janela de tranferências internacionais do meio do ano?
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LEONARDO BONASSOLI @09:09 >
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Domingo, Julho 15, 2007
Comida de Astronauta
* Sobre meu texto anterior (Isso é Técnico?): "Eu já vinha frisando" (Marco Bianchi).
* O Brasil já meteu duas goleadas no feminino no Pan. Sinceramente: por enquanto é só cosquinha. O bicho vai pegar contra Argentina (que evoluiu bastante) e principalmente contra Estados Unidos. Agora é só para pegar ritmo e somar milhagens.
* O doping de Dodô é realmente uma surpresa. Que seja perfeitamente investigado e justamente julgado. O Botafogo já sentiu na derrota para o Santos.
* Esse Brasileirão está passando rápido demais ou é só impressão minha? Logo logo a água começa a bater na cintura de quem está n Zona de Rebaixamento ou na canela de quem está perto.
* E o que foi a seleção Austríaca de júniores ao virar na prorrogação e mandar de volta para casa os estadunidenses no "Duelo Schwarznegger" no Mundial do Canadá? Os austríacos parecem ter a vibração que anda faltando aqui pelo Brasil (clubes e seleções).
* Tévez no Man Utd? Rapaz, eles estão corrigindo a falha da última temporada que era um elenco sem muitas possibilidades. Já tem Anderson e Nani entre as novidades e com mais essa, o clube terá uma esquadra absurdamente forte.
* Saviola no Real Madrid também surpreende. E pelo Brasil? Nada de relevante, só saídas.
* Para fechar: Milan recontratando Ibrahim Ba é de trincar. O cara já está com 34 anos. O Milan precisa de jogadores jovens para contrabalançar com o elenco de jogadores de muita idade.
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LEONARDO BONASSOLI @09:05 >
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Sábado, Julho 07, 2007
Isso é técnico?
Nélson Rodrigues. Não, não estou falando do saudoso Anjo Pornográfico e tricolor doente. Estou falando da triste figura na bancada brasileira no Canadá. Fora da seleção alguém tinha ouvido falar dele? Essa seleção sub-21 do Brasil não é melhor nem pior que as últimas que disputaram Mundiais, mas fez a pior campanha da história do Brasil na primeira fase. E há tanto tempo insistem neste reinador que - tecnicamente - é um Ricardo Gomes com menos experiência.
Carioquice da CBF? Tolice do Departamento de Seleções? De onde ele surgiu? Não era notório como jogador. Não era notório como treinador de algum clube. E está sendo notoriamente fraco na Seleção de Base.
E quem deveria ocupar o lugar dele? A Seleção Júnior teria que ser comandada por algum treinador jovem, mas com boa passagem por algum clube, sendo uma espécie de estágio para - alguns anos depois - defender a seleção de cima.
Já estão querendo que este fraco treinador poderá dirigir a Seleção nas Olimpíadas. Tomara que demovam desta idéia. Como treinador, Nélson Rodrigues tem muito feijão para comer até chegar a um nível que permita ter cargo de tal responsabilidade. Não se deve queimar etapas e muitas estão sendo queimadas.
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LEONARDO BONASSOLI @20:32 >
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Domingo, Julho 01, 2007
Velocidade Inteligente
Chespirito descobriu a pólvora e o México mostrou mais uma receita de se vencer o Brasil: velocidade inteligente. Como é isso, Chompiras? Simples: anular a sobra brasileira com três atacantes e investir em verticalizações. Além disso, contar com uma má jornada brasileira, especialmente na linha de impedimento - esta bem burra por sinal.
Quem timha mais liberdade na defesa? Maicon - o que não significa nem prova nada. Tática mexicana? Balão para a frente e sai todo mundo ou quase isso correndo de trás do meio de campo e caindo quase sempre de mano com o brasileiro. Outra variação: dar um toque forte para frente e correr como se estivesse fugindo de um touro atrás da bola (esse time mexicano parece ter quatro pulmões por jogador). Foi 2, mas poderia ter sido 3 (aquele gol perdido no final foi uma piada) e até mais, pois foram inúmeras as vezes que o México saiu de cara com o Brasil. A marcação brasileira estava tão perdida que um amigo gremista meu teve a impressão de estar vendo novamente Grêmio e Boca.
O que fazer para conter essa velocidade inteligente que se aproveita de não haver impedimento atrás do meio do campo ou de fazer lançamentos para si mesmo e correr desembestadamente? Primeiro é não deixar toda a zaga se empolgar e subir. É preciso ter uma margem de espaço quando um time está muito compacto. Segundo é bom rearranjar numericamente a equipe para ter suporte aos três atacantes adversário e tentar compensar no meio de campo ou no próprio ataque, pois se tem mais um do que tem normalmente na frente, deve estar faltando alguém atrás ou no meio.
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LEONARDO BONASSOLI @08:43 >
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