o blogO Futebol e Fritas é uma criação de
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Domingo, Agosto 19, 2007
A Seleção do Iraque pode ser viável
Sim, você não está tendo alucinações, nem eu. Recentemente - sob comando do ilustre desconhecido treinador brasileiro Jorvan Vieira - o Iraque chegou ao inédito título da Copa da Ásia. O brasileiro já pediu as contas, mas ficou plantada a semente de que o país pode dar certo, apesar das diferenças entre xiitas, sunitas e curdos, basta vontade por um objetivo comum.
O Iraque não é bobo no futebol asiático. Antes mesmo da atual Guerra, o país quase foi para uma copa (foi em 98, se não me falha a memória). Neste quase, um episódio lamentável foi relatado: como castigo pela não classificação, o então presidente da Federação, que era um dos filhos do ditador Saddam Hussein, agrediu os jogadores. Curiosamente, depois desse episódio, nunca mais o Iraque tinha chego tão perto de ir a uma Copa.
Com a invasão dos Estados Unidos, o governo de Saddan Husseim (sunita) foi derrubado e isso deixou a mostra as desavenças internas do país, rico em recursos naturais energéticos como o petróleo. Neste mesmo tempo, o Iraque acabou sendo convidado para jogar as Olimpíadas de Atenas (2004) e fez muito bonito com um futebol envolvente e de toques rápidos. Os jovens jogadores do Oriente Médio conquistaram um brilhante quarto lugar.
Recentemente, Jorvan Vieira foi chamado para treinar o time e - por causa da guerra, que já toma proporções de carnificina civil - dá como condição não ir para Bagdá. Assim o time ficou treinando na Jordânia. Havia um grave problema: o grupo estava rachado igualzinho ao país em sunitas, xiitas e curdos e um não tocava para o outro. Jorvan - convertido ao islamismo e casado com uma marroquina - conseguiu convencer a equipe de que mesmo diferentes entre eles, eles são uma única nação e essas diferenças são normais em todos os lugares do mundo. Assim o bom futebol dos iraquianos começou a aparecer e a viabilidade da Seleção surgiu, indo melhor que a encomenda superando seleções com muito mais tradição no cenário continental. A vítima na final foi a Arábia Saudita - notória freqüentadora de Copas do Mundo.
Podem perceber que a vitória iraquiana não é um fato isolado. Se voltarmos mais no tempo, poderemos ver mais algumas boas equipes representando o time mesopotâmico. Na verdade, se o Iraque sobreviver como um só país, teremos chance de vê-lo nas próximas Copas. Se ele se esfacelar, isso dificilmente ocorrerá. É o futebol realmente refém da política.
comentários por
LEONARDO BONASSOLI @09:37 >
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Domingo, Agosto 05, 2007
Copa Oficializada - Considerações sobre distâncias
Nesta semana, foi oficializada a candidatura brasileira à sede da Copa de 2014. Muitos se perguntam como fazer a Copa com sedes rtão distantes entre si. Simples: é só regionalizar os grupos, como foi na Copa de 2002.
Para quem não se lembra, a Copa de 2002 foi organizada em conjunto por Coréia do Sul e Japão. A solução para evitar longos deslocamentos das equipes foi dividir os grupos em 4 grupos na Coréia e 4 grupos no Japão. Os cruzamentos foram direcionados para as seleções se manterem no mesmo país até a final, que foi no Japão. Isto é, a Seleção Brasileira - campeã do torneio - jogou seis partidas na Coréia e apenas a última foi no Japão, fazendo apenas um deslocamento.
Na Copa de 1994, tal regionalização não se viu, mas as seleções ficaram mais presas às suas "sedes". O Brasil fez os dois primeiros jogos em Stanford (em Palo Alto, região de São Francisco, Costa Oeste), mas atravessou o país para pegar a Suécia em Pontiac (região de Detroit, Região dos Grandes Lagos, Norte-Nordeste). Depois voltou para Stanford para as oitavas, para depois ir para Dallas (Centro-Oeste) nas quartas para jogar a semi e a final em Los Angeles (perto de Palo Alto). Não regionalizaram de um jeito propriamente dito, mas deram sedes quase fixas para as seleções (o Brasil jogou "fora" contra a Suécia na primeira fase).
Estas são as opções de emparelhamento da organização, pois temos grandes distâncias continentais, como os Estados Unidos, e deslocamentos aéreos cansativos, como Coréia e Japão.
comentários por
LEONARDO BONASSOLI @10:54 >
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