o blogO Futebol e Fritas é uma criação de
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Domingo, Setembro 30, 2007
É... Não deu
Era um daqueles dias em que os deuses do futebol aprontam. O Brasil encantou o mundo como o time masculino na Copa de 1982, mas não deu. Apertando o primeiro tempo inteiro, a partida ficou no zero. Já no segundo tempo, as alemãs apertaram os primeiros minutos e fizeram com Prinz aos 6 do segundo.
Depois disso, o Brasil retomou as rédeas do jogo e desperdiçou chances a granel, inclusive com Marta - bastante marcada no jogo, num pênalti em que a goleira Angerer - o nome do jogo - se adiantou acintosamente para defender. Quando a pressão se intensificou, o balde de água fria: Laudehr - de cabeça - fez o gol do título alemão.
No final das contas, a Alemanha acabou sendo mais eficiente na final, anulando os principais pontos brasileiros, sufocando o ataque com uma marcação forte e aproveitando as poucas chances que teve.
Há de se considerar que o Brasil fez um excelente resultado e chegou a um resultado inédito ainda mais que se pese o fato de a equipe ter tido pouco apoio e estrutura, com um time formado majoritariamente por amadoras, contra as profissionais dos Estados Unidos e da Alemanha. Assim, analisando sob este ponto de vista, esta prata valeu ouro.
Foi mais um passo acima do Futebol Feminino Brasileiro. Agora resta ir em frente, profissionalizar o esporte no Brasil e manter campeonatos regionais e nacionais para aumentar o material humano disponível para os treinadores da Seleção. Seleção que terá que fazer mais intercâmbio com equipes de ponta como Alemanha, Noruega, Estados Unidos, Suécia, China e etc. Não apenas os três amistosos que fez nos últimos tempos. Uma dica: em vez de fazer jogos de modelos (como foi na preliminar de Brasil X Bolívia em 2004), por que não colocar Marta & Cia fazendo amistosos contra as outras grandes forças do futebol feminino.
Em suma: o Futebol Feminino do Brasil tem passado (Radar, Saad e cia), tem presente (Marta e cia) e tem futuro.
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LEONARDO BONASSOLI @11:44 >
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Domingo, Setembro 23, 2007
Adeus, Comendador
Nesta última quarta-feira - dia 19 de setembro - faleceu o Comendador José Pedroso de Moraes, por muitos mais conhecido por ter sido um dos mais importantes empresários curitibanos do ramo da tapeçaria. Além disso, Pedroso tem seu nome escrito na história do Futebol Paranaense ao comandar por muitos anos o Clube Atlético Primavera, clube que chegou a atuar na primeira divisão do futebol paranaense.
O Primavera foi fundado em 20 de dezembro de 1930 e tinha sede e estádio no bairro do Taboão, extremo norte de Curitiba. Seu estádio era o João Loprete Frega, nome de um antigo presidente. O clube disputou os campeonatos de categorias inferiores até 1960. Em 1961 - já com Pedroso - o desafio: jogar o campeonato profissional.
Para isso o estádio precisava de adaptações como túneis para jogadores e arbitragem. Só que havia um problema: o terreno do estádio era um banhado e cavar era impossível. Sendo assim, criaram um "túnel aéreo" - inédito no Mundo: os jogadores passavam sobre a arquibancada, chegando ao campo: este foi o símbolo do Primavera.
Se no amador, o Primavera era forte e brigava por títulos, o mesmo não podia ser dito do profissional, em que a briga era pelos últimos lugares. O time não acompanhava o ritmo das evoluções do futebol paranaense à época. O golpe de misericórdia foi a revolução feita pelo Atlético Paranaense em 1968. O presidente do clube da Baixada trouxe jogadores do naipe de Bellini, Djalma Santos e outros ao Joaquim Américo, decretando uma nova fase no estado, em que ambições nacionais começavam a surgir. Muitos clubes quebraram tentando acompanhar o Atlético e outros conseguiram, como o Coritiba.
O Primavera seria mais um a quebrar se - no final de 1969 - Pedroso não fizesse o clube abandonar o futebol profissional. A atitude drástica da diretoria primaverina salvou o clube (de intensa atividade social), mas significou o fim da era dos clubes pequenos de Curitiba, já que o Bloco Morgenau - o penúltimo dos moicanos - já tinha largado cinco anos antes. Depois disso, Curitiba viu a presença de clubes maiores como Atlético, Coritiba e Pinheiros, além da fusão que deu origem ao Colorado em 1971. E na seqüência a história é mais conhecida e resultou na fusão do Colorado com o Pinheiros e a consolidação de três times na cidade.
Voltando ao Clube Atlético Primavera, a agremiação passou a apenas ser um clube social e mais recentemente vendeu sua sede no Taboão e fez permuta por um terreno maior em Almirante Tamandaré, perto da divisa com Curitiba e Campo Magro. A nova sede foi batizada Sede Comendador José Pedroso de Moraes e foi inaugurada na década de 1990 (confesso que necessito localizar o boletim informativo que ganhei quando fui atrás de fontes no clube há uns dois anos para ver a data exata, mas acho que foi em 1992), sendo uma homenagem em vida ao Comendador.
Com certeza este homem teria muitas histórias para contar e eu corri atrás dele para tentar retratar essas histórias. Porém - na época - os secretários dele não me deram acesso, alegando a saúde dele. Infelizmente - se Pedroso não documentou em algum lugar - a maioria das histórias morreu com ele.
Quarta-feira, 19 de setembro de 2007 - junto com o homem, deixou a vida uma parte preciosa da história do futebol paranaense.
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LEONARDO BONASSOLI @09:02 >
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Domingo, Setembro 09, 2007
Algumas daquelas promessas que não se cumpriram
O Championship Manager/Football Manager é pródigo em nos apontar em versões antigas aqueles jogadores que eram ditos como grandes promessas e que hoje nem mais ouvimos falar.
Vou ficar só num exemplo e vocês poderão completar e falar deles.
O meu exemplo é o Adiel. Lembram dele? Um meia-atacante que surgiu como promessa no Santos, mas acabou realmente sumindo do mapa. No CM 99/00, ele é craque e gnha título de melhor atrás de título de melhor. Digamos que o que projetaram para ele é o que aconteceu com Diego e Robinho na realidade. É ele sumiu do mapa. alguém sabe realmente por onde anda Adiel?
E você? Conhece outro "craque" do CM/FM que não deu o sucesso que os coletores de dados do jogo esperavam? Não vale o Tó Madeira, pois é um jogador "fictício" que nunca chegou ao profissional.
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LEONARDO BONASSOLI @09:07 >
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Domingo, Setembro 02, 2007
Ai de nós!
Vocês estão acompanhando o papelão do Real Brasil na Copa Paraná? Até a véspera da última rodada do primeiro turno, o time 'cigano' estava com 0 (zero) porcento de aproveitamento. Isto é, perdeu todas as partidas que disputou.
Se você estiver lendo de pé, por favor, sente. Esta equipe se classificou para a Primeira Divisão do Paranaense por meio da divisão de Acesso de 2007! Antes que se pergunte como, a equipe foi desmontada após os primeiros insucessos na Copa e agora é um bando de juvenis com a camisa do 'clube'.
Que raios de time é esse Real Brasil? É um time de empresário. Aurélio Almeida. O cidadão primeiro faliu o Grêmio Maringá. Depois foi para Toledo e fez o Império Toledo, que surgiu para ocupar a vaga do Ponta Grossa numa Série C e depois passou a jogar a Segundona Estadual. Subiu, mas saiu de Toledo deixando as dívidas. Eis que o clube mudou de nome para Império do Futebol e - jogando em Curitiba - fez uma campanha fraquíssima, mostrando toda a precariedade de um clube sem sede. O Império foi rebaixado e daí fechou o CNPJ, reabrindo sob novo nome e CNPJ.
Real Brasil foi esse novo nome e o time continuou a mandar jogos em Curitiba e também em Quatro Barras (pequena cidade da Região Metropolitana ao nordeste da capital). Neste ano - provando o fraco nível do combalido futebol paranaense¹ - o time conseguiu subir de divisão. Começou a Copa Paraná em Curitiba e no meio da competição o clube se mudou para Foz do Iguaçu.
E por que o "ai de nós"? Ai de nós que teremos que acompanhar um Campeonato Paranaense com um clube sem raízes e com futuro duvidoso. Ai de nós que temos (e teremos) um torneio inchado e com nível técnico claudicante. Ai de nós que vemos o interior sofrer com a falta de recursos e equipes tradicionais sucumbirem frente à bancarrota. Ai de nós de vermos um time 100% de empresário chegar à elite para provavelmente voltar no ano seguinte, sem antes nos mostrar profunda falta de condições de estar lá. Ai de nós mesmo.
1: Tão combalido está o futebol paranaense que a segunda divisão praticamente virou pó neste ano. Como assim? Simples, a Primeirona tinha 16 equipes e a Segundona, cujo critério principal é querer participar, teve apenas oito times. Terceirona? Há anos que não temos mais... Isto é: apenas 24 clubes profissionais ativos numa temporada num estado de cerca de 10 milhões de habitantes. Algo muito errado está acontecendo.
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LEONARDO BONASSOLI @09:24 >
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