o blog
O Futebol e Fritas é uma criação de estudantes de Comunicação Social da UFPR, mesclando diversão com crônicas sobre futebol.

a equipe
Alex Gruba
jornalista, 26 anos

Bruno Rolim - pessoal
turismo, 4º ano, 24 anos

Eduardo Amatuzzi
jornalismo, 7º ano, 27 anos

Eduardo Bresciani
jornalista, 23 anos

Fabiano Klostermann
jornalista, 26 anos

Jackson Sardá - pessoal
jornalista, 28 anos

Leonardo Bonassoli - pessoal
jornalista, 23 anos

Lucas Gandin - pessoal
jornalista, 24 anos

Roger Pereira
jornalista, 23 anos

Túlio Bragança - pessoal
relações públicas, formado, 26 anos


blogs indicados
Bolão FutFritas
De Curitiba para o Mundo
Portão 8 (Grêmio)
Portão 8 (Internacional)
Inter Sempre
Diabos Vermelhos
Grêmio Sempre
Alma Vermelha
Amor Colorado
Arena do Futebol
Planeta Futebol
Falando de Futebol
Anestesia Geral
Bola na Trave
Blog na Rede
Nove Meses
Bíblia do Futebol
De Primeira
Chutômetro

links para clubes
Furacao.com
e-Atlético
Atlético-PR
(site oficial)
Coxanautas
Coritiba
(site oficial)
Paranautas
Paraná Clube
(site oficial)

hospedagem
Blogger
Arquivos



bolão futfritas - geral


segundo turno


regulamento
Acerto no placar, exato: 5 pontos
Acerto na diferença de gols: 3 pontos
Acerto no time vencedor: 2 pontos
Em casos de empates, todo empate não exato valerá 2 pontos.

Critérios de desempate: 1. Acertos de 5 pontos; 2. Acertos de 3 pontos; 3. Acertos de 2 pontos; 4. Desempenho na rodada imediatamente anterior, e em caso de igualdade, na rodada anterior a esta.
Sábado, Novembro 24, 2007

Só falta o da Série C

* Se a série A foi conquistada com facilidade pelo São Paulo, o mesmo não pode ser dito do Coritiba na B.

* O time tinha um título praticamente ganho até duas rodadas atrás e caiu de produção, mas buscou na bacia das almas e com um a menos, a virad em cima do Santa Cruz por 3 a 2. Eu já vi este filme: o cara vem do banco e faz o gol do título. Anderson em 2005. Henrique Dias em 2007, guardadas devidas proporções.

* Agora falta o campeão da C. Tá com cheiro de decisão na última rodada.

* Na metade da semana, na UWFC (o Campeonato Não-Oficial do Mundo), deu 2 a 1 entre Grécia e Hungria, com a Grécia mantendo o cinturão. Buzsáky abriu para os húngaros, Vanczák empatou contra e Basinas virou de pênalti.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @20:15 > Opiniões:


Sábado, Novembro 17, 2007

Grande Safra e Suas Sementes

Um bom time começa por um bom goleiro (e acaba num mau ponta esquerda, como diria aquela piadinha do Nego Pessoa). E a afirmação tem sido a tônica do futebol brasileiro com a atual geração de jovens e bons goleiros como Felipe (Corinthians), Bruno (Flamengo), Diego Cavalieri (Palmeiras), Tiago (Portuguesa), entre outros. Em vários clubes, temos bons e jovens goleiros aguardando uma chance e o goleiro brasileiro virou - a exemplo dos demais jogadores - produto de exportação até para a Itália - país com uma excelente média no nível dos goleiros e que tem brasileiros na meta de três de seus principais clubes.

Mas como o goleiro brasileiro chegou a tal nível de excelência? Eu respondo que é a junção de dois fatores: sistema de treinamento e mudanças nas regras.

Antes da década de 1980, era um tanto raro achar goleiro brasileiro no nível dos estrangeiros. Foi pelo final da década de 1970, que começou o treinamento específico para goleiros, trabalhando características como reflexos, característica símbolo do arqueiro nacional. O treinamento específico de goleiros começou a dar resultado em meados dos anos 80 com o primeiro goleiro brasileiro considerado de nível internacional: Taffarel, curiosamente um ex-jogador de vôlei (do tempo que não tinha nem líbero). Depois dele, veio a geração de Dida, Marcos e Rogério Ceni e agora a de Júlio César, Doni, Hélton e cia. Criou-se uma cultura de goleiros brasileiros, moldados pelo sistema genuinamente brasileiro.

Agora, sistema a parte, o que falei de mudança de regras é o seguinte: depois do fracasso ofensivo da Copa de 1990, a FIFA resolveu acabar com o recuo de bola para o goleiro com o intuito de fazer a boal ficar mais tempo em jogo e de dar mais gols por partida. Bola recuada com pé, o goleiro passou a ter que se virar sem as mãos. Alguns brasileiros não se davam bem, mas a média de nossos goleiros neste quesito é boa, sendo que até o Taffarel, criado antes da nova regra, fazia suas graças e dava algumas treinadas de ponta-esquerda (está certo que isso foi numa fase dele encostado no clube). Dida tem dificuldades até porque estava subido de categoria quando a "nova" regra entrou em ação. Os novos goleiros já são completamente condicionados a sair jogando e sabe como é que é brasileiro com bola no pé...
comentários por LEONARDO BONASSOLI @13:10 > Opiniões:


Domingo, Novembro 11, 2007

Estarão mortos os atacantes?

Certa vez, Carlos Alberto Parreira disse que a formação tática do futuro seria o 4-6-0, sem atacantes, com meias aproximando para concluir. Muita gente bateu o pé, bufou, achou que ele estava maluco, mas antes mesmo que todo mundo tenha se dado conta disso, a profecia está se realizando (até mesmo antes dele falar isso).

O primeiro embrião disso já tem mais de 40 anos: a Seleção Inglesa da Copa de 1966 começou a borrar a fronteira entre os 'back' e os 'foward', sendo considerado o marco do futebol total, que ficou mais radical ainda com a taticamente cerebral Holanda de 1974.

Passando vinte anos, Telê Santana fez um time do São Paulo sem um centroavante de ofício e ganhou o mundo. Vai me dizer que o Palhinha era um 9 de verdade? Ele vinha de trás, assim como Müller, assim como o Raí, assim como o Cafu (que jogava mais avançado que quando jogou pela seleção).

Em 2004, Ricardo Gomes tentou fazer isso colocando Dagoberto e Robinho no ataque e às vezes Daniel Carvalho, em detrimento de Nilmar, mais próximo de ser um centroavante. Não deu certo, pois Dago e Robinho não tinham intimidade com o gol, coisa que Robinho agora está adquirindo.

Um pouco mais recentemente, a Roma conseguiu chegar a o 4-6-0 na prática. Luciano Spaletti foi obrigado a utilizar 6 meias por causa da falta de atacantes no elenco romanista. A falta de alguém na frente foi suprida com uma mescla de meias com muita movimentação e gosto pelo gol como Totti e Mancine - curiosamente um meia-esquerda que começou na lateral-direita - e de Taddei, que considero o ponto chave deste esquema: jogador versátil, bom de marcação e com uma chegada forte na frente (além da fase exuberante que atravessava no momento). A Roma foi a surpresa daquele ano, conquistando uma boa classificação com um elenco que era considerado modesto antes da bola rolar.

Os centroavantes de hoje em dia não fazem tantos gols como antigamente, pois além de as defesas terem ficado mais fortes, eles passaram a buscar o jogo e a marcar quando o time perde a bola. Por isso, um 9 só vai dar certo se um time jogar para ele ou se ele for rápido demais com os pés e com o pensamento. Essa é a dificuldade da Seleção Brasileira. Romário tinha bons arranques e uma velocidade de pensamento e de antecipação absurda. Ronaldo é um 9 de muita força e também com boa velocidade de pensamento (é ótimo tabelando), mas ainda está buscando se reabilitar para o futebol. Quando Ronaldo estiver bom, terá que ser o 9 até que Alexandre Pato - que não é tão centroavante (é um híbrido de segundo atacante), mas aparenta ter a velocidade de pensamento de seus antecessores - esteja maduro o suficiente, pois parece ser ele o herdeiro da posição, se é que vai ter lugar para ele no time.

Se os 9 atuais não convencem, Dunga poderia dar uma de Spaletti, como já fez nos últimos tempos e cumprir mais uma vez a profecia de Parreira. Dois volantes (atualmente Mineiro e Gilberto Silva) protegendo a defesa e quatro jogadores no meio-de-campo se revezando na frente.

Elano joga como homem de ligação no Man City e é tão bom pelos flancos quanto pelo meio, além de marcar. Elano é um cruzamento de Taddei com Mancine em estilo de jogo e leva gosto pelo gol, principalmente pelo arremate de média distância, que desenvolveu muito mais que nos tempos de Santos.

Ronaldinho Gaúcho é um jogador de pensamento rápido. Se não tem gosto pelo gol, tem gosto pelo gol dos companheiros. Ele abre espaço e chega bem na frente. Tem classe para ser armador se preciso e potencial de finalização para subir ao ataque.

Robinho é uma versão mais selvagem de Ronaldinho Gaúcho. Tem habilidade parecida só que se diferencia em chegar mais a frente, enquanto seu companheiro do Sul é mais de criação. No Real Madrid é mais um meia que um atacante e a tendência é que fique cada vez mais assim. Já mostrou que pode armar. Uma alternância de posições entre os dois é de deixar qualquer defesa do mundo de cabelos em pé.

Kaká tem características parecidas com Totti. Um meia habilidoso, com força e que chega bem ao ataque. Ficando mais solto fará como na última Champions League: gol atrás de gol. Kaká tem um quê de Raí, que também chegava bem ao ataque.

Gostem ou não gostem do Parreira, acho que desta vez ele acertou.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @09:26 > Opiniões:


Domingo, Novembro 04, 2007

Para o alto e avante!

E o Coritiba está de volta à elite. O empate frente ao Vitória fez com que o time alviverde tornasse o primeiro promovido da temporada, garantindo pelo menos que o estado do Paraná tenha dois times na primeira divisão, pois o Atlético só cai se o mundo cair pelos lados da Água Verde e o Paraná segue ameaçado.

Pedalada pela sobrevivência

A contagem mínima bastou e o Paraná venceu o Goiás com um gol de bicicleta de Goiás. Será que esta reação veio tarde demais? O Paraná não depende só de suas forças para se salvar da degola.

De Bestial a Besta

Saja foi o nome do jogo Grêmio e Figueirense. Fez o gol do Grêmio batendo pênalti e depois engoliu um frango incrível...

Por Falar em Grêmio...

Uma coisa me diz que o jogo do ano que vem no Olímpico entre Grêmio e Atlético Paranaense poderá virar uma tragédia se nada for feito em ambos os lados para previnir que isto ocorra, tendo em vista os acontecimentos recentes.

Caiu a Invencibilidade!!!

O Juventude - com um curioso uniforme preto - acabou com a invencibilidade da camisa "Limão Galego na Corrente Elétrica" do Palmeiras. E não foi em Caxias do Sul, aos 34 do segundo tempo, gol de cabeça. Algo muito estranho aí.

Coerência

Dunga tem sido coerente nas suas convocações e mantido uma base. Comparem e tentem seguir a linha de raciocínio do treinador. Podem até discordar de um ou outro jogador, mas está ficando fácil descobrir um estilo Dunga de convocar.

Gosto pelo Gol

Robinho parece ter adquirido o gosto pelo gol. Vantagem disso: torna menos necessário o camisa 9 típico na seleção, pois Kaká e Ronaldinho Gaúcho também sabem chegar bem na frente. Será que a profecia de Parreira sobre o futebol sem atacantes está se cumprindo. Vide o primeiro prenúncio que foi o 4-6-0 da Roma de Spaletti há algum tempo.
comentários por LEONARDO BONASSOLI @09:11 > Opiniões: