A-B-C
A temporada boleira brasileira já acabou e já vai começar de volta logo logo (aqui no Paraná é no dia 6). Enquanto isso, eu faço uma breve análise sobre os três campeões brasileiros de 2007.
São Paulo - A
O segredo que não é mais segredo do São Paulo foi a reposição dos jogadores perdidos e uma equipe sólida na defesa, com jogadores versáteis, boa saída de bola. E o mais importante para um campeonato longo: um bom banco. Por isso, sobrou.
Coritiba - B
A fórmula é um time de garotos recheado por alguns jogadores mais experientes. As categorias de base do Coxa têm revelado bons valores e isto ajudou na reconstrução da equipe neste ano. O porém fica para certa instabilidade da equipe, que quase pôs o título a perder. A instabilidade costuma ser própria de equipes jovens.
Bragantino - C
Será o renascimento do Braga? Foi um ano inesquecível que começou com o vice-campeonato paulista. Meio time acabou indo para o Corinthians e a diretoria teve que remontar a equipe para a Série C. Quase caiu fora numa das fases intermediárias da competição, mas mostrou chegada num campeonato cheio de fases e tropeçou menos quando todo mundo tropeçou. Agora reencontrará na Série B o mesmo Corinthians que o desmontou. Realmente o Bragantino sempre teve um time para chegar à Série B.
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LEONARDO BONASSOLI @21:43 >
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O Jogador do Futuro
Muito se fala sobre o futuro do futebol, seja tático ou técnico. Dezenas de exercícios de imaginação são feitos. Eu farei o meu, mas com foco no atleta.
O primeiro ponto é o preparo físico. Será fundamental, como é hoje. Mais velocidade será exigida, mas chegará um ponto que o futebol não poderá ficar mais rápido e forte, aí valerá a inteligência do atleta.
A inteligência que eu citei no parágrafo anterior inclui posicionamento, antecipação, visão e tomada de decisões em campo. É a famosa inteligência tática acrescida de alguns pontos. Ser jogador de futebol no futuro será saber se antecipar ao movimento adversário e, quando a bola estiver chegando, já saber o que fazer para "se livrar dela", seja passe, chute ou tentativa de finta. Para isso, é preciso ter a visão do que cerca o ambiente, incluindo a visão periférica, coisa que o mestre Telê Santana gostava de trabalhar em seus atletas.
Não preciso nem falar que o bom jogador terá que ser minimamente bom nos fundamentos. Isto é chover no molhado, mas cada posição terá suas especifidades.
O goleiro além dos predicados atuais terá que ter boa reposição de bola (para ligar contra-ataques), como o espanhol Pepe Reina, saber se antecipar ao meio-de-campo, pois as defesas deverão ser um pouco parecidas no posicionamento à da Holanda de 74.
Os zagueiros deverão melhorar a questão do posicionamento da linha de impedimento e saber coordenar ações que diminuam o campo de jogo, além de saber armar o jogo em situações de aperto da defesa adversária no ataque.
Os meias deverão equilibrar marcação e ter velocidade de pensar e executar o jogo, além de sempre arriscar o arremate, quando a defesa abrir por causa da movimentação dos atacantes. Os meias terão também que ter o discernimento de acelerar ou freiar o jogo, isto é: nem ser sempre incisivo e nem sempre burocrático.
Já os atacantes - retomando aquele texto de algumas semanas atrás - entrarão em extinção como eles são hoje. Serão responsáveis por abrir espaço e se juntar ao meio. Serão meias com vocação para o gol. O time inteiro terá que ser um bloco: na frente limitado pela linha da zaga adversária, geralmente avançada e atrás limitado pela própria linha, mas com o cuidado de não cair na armadilha de não haver impedimento atrás do meio-de-campo.
Digamos que o jogador do futuro será um boxeador ligeiro com alma de enxadrista num mundo em que o mais importante não será ter habilidade e sim saber o que fazer com ela.
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LEONARDO BONASSOLI @20:55 >
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